Home » DHA para gestante: Cinco motivos para suplementar

DHA para gestante: Cinco motivos para suplementar

DHA para gestante. Mãe e filho se abraçando sorrindo.
5 minutos de leitura

A jornada de desenvolvimento de um bebê, dentro do ventre materno, é muito complexa desde o momento da concepção até a hora do parto. Uma infinidade de reações fisiológicas acontece nesse longo período de 9 a 10 meses na vida da mulher, e isso deve ser olhado com intensa dedicação e cuidado.

Uma boa estratégia nutricional eficiente na rotina de uma gestante começa com a suplementação, afinal, o corpo feminino apresenta uma alta demanda de nutrientes específicos para a formação da criança. 

Diante disso, um dos primeiros componentes cruciais que deve ter o suporte complementar é o ômega-3, sobretudo, o DHA. Veja 5 motivos para ter o DHA no topo da lista de suplementos da sua paciente nessa fase:

1. O DHA é necessário para a formação de todas as membranas celulares do sistema nervoso central

60% do cérebro humano é formado por gordura, principalmente de DHA. Esse componente é essencial para a formação da membrana externa das células cerebrais, incluindo neurotransmissores, pois permite a comunicação eficaz entre os neurônios. 

O desenvolvimento da massa estrutural do cérebro do bebê ocorre durante o 2° trimestre e, especialmente, no 3° trimestre gestacional, período que se intensifica a importância do consumo adequado desses nutrientes pela mãe, para garantir que aconteça o processo de forma efetiva.

2. DHA auxilia na proteção do cérebro contra o estresse oxidativo e inflamação 

O consumo adequado de EPA e DHA é ideal para o desenvolvimento da função cognitiva do bebê, mas também ajuda a amenizar a inflamação do sistema nervoso central, reduzindo o estresse oxidativo e possíveis desequilíbrios na formação neurológica fetal durante a gestação.

3. DHA favorece a prevenção e redução de doenças no trato respiratório, no primeiro mês de vida do bebê

Os bebês nascem com uma resposta imunológica imatura, que se desenvolve com o tempo, principalmente associadamente ao período correto de amamentação. A suplementação pré-natal com DHA pode ajudar na maturação imunológica e proteger contra infecções e alergias. 

Estudos em mulheres grávidas relatam alguns efeitos nas células imunológicas do cordão umbilical e suas respostas, após a suplementação com ômega-3. Esses estudos também demonstram a redução da sensibilização de bebês às alergias alimentares, amenização do risco e gravidade da dermatite atópica no primeiro ano de vida e diminuição da sibilância persistente e asma em idades de 3 a 5 anos.

4. DHA auxilia no menor risco de parto prematuro

O consumo de ômega-3 do tipo EPA e DHA em maiores concentrações, durante a gravidez, pode reduzir em 42% as chances de parto prematuro, de acordo com metanálise feita por Cochrane (2016).

5. DHA no pré-natal pode ajudar na melhora da atenção de crianças com 5 anos 

Um ensaio clínico randomizado feito por Ramakrishnan et al. (2016) avaliou a suplementação pré-natal com DHA em 1.094 mulheres mexicanas, que foram aleatoriamente designadas para receber 400 mg de DHA ou placebo, durante 18 a 22 semanas de gravidez até o momento do parto. 

Eles avaliaram o desenvolvimento cognitivo e o funcionamento comportamental de 797 filhos até chegarem aos 5 anos de idade. Os resultados mostraram uma melhora média do estado de atenção e uma redução do risco de transtornos de déficit de hiperatividade no grupo das mães que suplementaram o DHA.

Ômega-3 para gestante: a união entre o amor e a ciência!

Um novo conceito de suplemento para gestante: Ômega 3 TG Mhãe é feito com 65% de ômega-3, sendo 500 mg de DHA por cápsula e 10 mg de vitamina E. 

Seu alto grau de pureza é atestado pelo selo de certificação IFOS, o que garante a ausência de metais pesados, além de não ter sabor e cheiro de peixe, por ser apresentado em cápsulas gastrorresistentes que se desintegram direto no intestino. A melhor opção para atender às necessidades da sua paciente gestante! 

Quer saber mais?

Referências:

VON SCHACKY, C. Omega-3 Fatty Acids in Pregnancy-The Case for a Target Omega-3 Index. Nutrients, v. 12, n. 4, p. 898, 26 Mar. 2020. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7230742/> Acesso em: 28 out. 2021.

MILES, E. A et al. Long-Chain Polyunsaturated Fatty Acids (LCPUFAs) and the Developing Immune System: A Narrative Review. Nutrients, v. 13,1 n. 247, 16 Jan. 2021. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7830895/> Acesso em: 28 out. 2021.

MEHER, A. et al. Maternal Fatty Acids and Their Association with Birth Outcome: A Prospective Study. PLoS ONE, v. 11, n. 1, p. e0147359, 2016. Disponível em: <https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0147359> Acesso em: 28 out. 2021.

MIDDLETON, P. et al.. Omega-3 fatty acid addition during pregnancy. Cochrane Database Syst Rev., v. 11, n. 11, 15 Nov. 2018. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30480773/> Acesso em: 28 out. 2021.

RAMAKRISHNAN, U. et al. Prenatal supplementation with DHA improves attention at 5 y of age: a randomized controlled trial. The American Journal Of Clinical Nutrition, v. 104, n. 4, p. 1075-1082, 2016. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5039806/>.Acesso em: 28 out. 2021.

HELLAND, I.B. . et al. Maternal supplementation with very-long-chain n-3 fatty acids during pregnancy and lactation augments children’s IQ at 4 years of age. Pediatrics, v. 111, n. 1, p. e39-44, Jan. 2003. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12509593/> Acesso em: 28 out. 2021.

BASAK, S.; MALLICK, R.; DUTTAROY, A.K. Maternal Docosahexaenoic Acid Status during Pregnancy and Its Impact on Infant Neurodevelopment. Nutrients, v. 12, n. 12, p. 3615, 25 Nov. 2020. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33255561/> Acesso em: 28 out. 2021.

ROGERS, L. K.; VALENTINE, C. J.; KEIM, S. A. DHA supplementation: current implications in pregnancy and childhood. Pharmacological Research, v. 70, n. 1, p. 13-19, 2013. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3602397/> Acesso em: 28 out. 2021.

Avalie este post

Graduanda em Nutrição pela Universidade de São Paulo (USP).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *