Dores reumáticas, e o desenvolvimento de doenças reumáticas com a correria do dia a dia, são cada vez mais comuns. Nesse post vamos te trazer tudo o que precisa saber sobre dores reumáticas, quais são as doenças reumáticas mais comuns de acordo com a faixa etária (da criança ao idoso, sim criança também). Além de apresentar 10 sinais de sintomas que o colágeno tipo II é um forte aliado para prevenir esses sintomas e o desenvolvimento de doenças.

 

 

 

Dor reumática: O que é?

Dor reumática são dores na região de articulações, como: ombros, cotovelos, mãos, quadril, joelho e tornozelo. Essas dores de forma crônica podem se desenvolver em doenças reumáticas. 

Existem muitas doenças reumáticas, as mais frequentes são artrose (ocasionada devido ao desgaste da cartilagem), fibromialgia (dores generalizadas no corpo) e osteoporose (perda de massa óssea e má absorção de minerais e cálcio).

Mas doenças reumáticas não são exclusivas para a população idosa, é comum em todas as faixas etárias. Desde muito cedo, a dor é presente no cotidiano dos brasileiros, o que muda é como a percebemos e tratamos.

 

 

 

Dor reumática: Fatores de risco e prevenção

O consumo de álcool, tabaco, estresse, sedentarismo, controle inadequado do peso ou alto nível de atividade física são agravantes para o desenvolvimento de doenças em adultos e idosos. Já para crianças ainda não é bem explicado pela comunidade científica, mas, sabe-se que o alto nível de atividade física e obesidade são fatores de risco para essa população.

A prevenção é controlar os fatores de risco, adotando uma dieta saúdavel, intercalar exercícios de alta intensidade com exercícios de baixo.

Nos próximos tópicos vamos dar dicas específicas de como fazer isso e  como identificar as dores reumáticas para cada faixa etária.

 

 

Dor reumática: Crianças

Síndrome da Fibromialgia juvenil:

A síndrome de fibromialgia juvenil, é a mesma que a apresentada para a população adulta caracterizada como uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória e de natureza desconhecida. Abrange o sistema músculo-esquelético, e por apresentar sintomas que se assemelham com o de depressão maior e sindrome da fadiga crônica, os estudiosos da área consideram como uma síndrome de somatização.

Sintomas: fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça constantes e dor pelo corpo.

Tratamento: De acordo com as diretrizes atuais  para a síndrome da fibromialgia juvenil (2017) o tratamento médico não deve ter antidepressivos e anticonvulsivantes. O indicado é uma rede de apoio multidisciplinar com profissionais da área da saúde como fisioterapeuta, psicólogo e nutricionista para minimizar todos os sintomas.

Criança atleta:

A criança que pratica uma modalidade esportiva, seja ela um atleta ou uma criança com muitas atividades físicas diárias está sujeita a sentir fortes dores principalmente na região do joelho.

Diferentes tipos de dor no joelho em crianças e o que podem significar:

Lesão no menisco ou plica: Quando a criança está se movimentando e sente um “bloqueio” espontâneo.

Lesão de ligamento: sensação de estalo no momento da lesão.

Mas também pode ser luxação, má funcionamento do quadrícipes, ou fratura óssea. Portanto, é fundamental nessa situação procurar um médico especializado para identificar o motivo da dor e o tratamento adequado para a situação.

 

 

 

Dor reumática: Adultos

As dores para essa população costumam ser o início das doenças reumáticas apresentadas na terceira idade. Dentre as diversas dores escolhemos 3 para esclarecer um pouco mais, mas há outras doenças reumáticas muito comuns .

Dor nas costas

Tendinite

Artrite

 

 

 

Dor nas costas:

Importante ressaltar que existe mais de 70 causas descritas pela comunidade médica para dores nas costas e nem todas são de causas reumáticas (com características inflamatórias). Mas de modo geral são de especialidade do médico reumatologista.

Sintomas de dor nas costas reumatológica: A dor quando localizada na região da lombar e com inchaço na região, va melhorando durante a movimentação do dia e é pior ao acordar e ao dormir. Segundo especialistas a dor pode chegar as nádegas, dura vários dias e melhora com anti inflamatórios (Sempre procure um médico antes de tomar qualquer medicação).

Tratamento: Atendimento médico é fundamental para identificar a causa da dor. Além disso, o tratamento complementar com os demais profissionais da saúde como fisioterapeuta para exercícios para aliviar a dor aguda e um bom planejamento alimentar prescrito por nutricionista para ajudar a diminuir o processo inflamatório. Os tratamentos propostos auxiliam a diminuir dor momentânea e de forma crônica auxilia a redução dos sintomas.

Dor nas costas e exercício: Dor nas costas é uma queixa comum em praticantes de atividade física regular, principalmente aquelas de alto impacto como: Crossfit®, corrida e tênis. A recomendação é melhorar a qualidade do sono entre os treinos, alimentação saudável e em casos de dores agudas persistentes, consultar o médico especialista.

Dor nas costas e trabalho: Sentir dor nas costas por posições e movimentos desconfortáveis durante a rotina do trabalho é uma condição comum.

Estudos científicos analisaram estratégias a serem utilizadas no ambiente de trabalho para diminuir a incidência de afastamento por essa causa, e ainda não chegaram a um consenso de uma medida efetiva. Porém, promover projetos envolvendo ginástica laboral e ter um bom ambiente de trabalho são medidas simples e baratas que irão fazer muita diferença no seu dia a dia com relação a dores nas costas.

 

 

 

Tendinite:

Tendinite é um quadro inflamatório em um ou mais tendões por degeneração e traumas. Toda região de tendão do corpo pode desenvolver uma tendinite, as mais comuns são: Pé, joelho, mão e punho.

Tratamento: O tratamento para todos os tipos de tendinite envolvem repouso e fisioterapia.

Tendinite e exercício: Que algumas tendinites são comuns em algumas modalidades esportivas não é novidade, práticas que envolvem muitos saltos são mais propensas a desenvolver esse quadro, como: volêi, basquete e corrida.

 

 

 

Artrite:

A artrite se difere da tendinite por ser uma dor localizada na articulação, enquanto a tendinite é uma dor envolvendo toda região da articulação.

Tratamento: Os mesmos cuidados envolvendo a tendinite com possibilidade de intervenções cirúrgicas. Sempre avaliado junto ao médico.

Artrite e exercício: o ideal é usar como estratégia, exercícios leves e com um auxilio de um fisioterapeuta para montar o planejamento individualizado de acordo com as suas necessidades.

 

 

 

Dor reumática: Idosos

Apesar de sua maioria das doenças reumáticas não serem fatais, são doenças que estão ali nos lembrando diariamente da sua existência, demandando tempo, atenção e preocupação diária. As doenças reumatoides desenvolvidas nessa faixa etária iniciam-se como dores na fase adulta.

Comorbidades e doenças reumáticas em idosos

Associar uma doença reumática com comorbidades é mais um fator prejudicial para a qualidade de vida, já que limita movimentos e interage com outras condições.

A artrite por exemplo está presente em 49% dos adultos com doença cardíaca, 47% daqueles com diabetes mellitus e 31% dos com obesidade, 3 condições com grande impacto na saúde. Além disso, a ansiedade e depressão são comuns em idosos com doenças reumáticas, o que prejudica a adesão a todas as formas de tratamento apresentadas nesse texto.

 

 

 

Dor reumática e exercício físico – qual o melhor?

Especialistas de Harvard indicam:

Condicionamento aeróbico:

Exercícios que aumentem a frequência cardíaca e de baixo impacto como natação, ciclismo e caminhada leve. Esse tipo de exercício, é capaz de desenvolver adaptações benéficas ao corpo ajudando a ter uma menor chance de incidências de doenças cardíacas e diabetes.

Treinamento de resistência:

O fortalecimento dos músculos é fundamental para estabilidade da articulação.  Exercícios de contração dos músculos envoltos na articulação são primordiais para o controle da dor.

A medida que a dor é controlada, nada impede de realizar exercícios de musculação em academias, com aumento de cargas de modo progressivo e acompanhado por profissionais da área.

Exercícios de alongamento, flexibilidade e equilíbrio:

Para ajudar a desenvolver a amplitude do movimento, exercícios que envolvam alongamento são recomendados, como: yoga, aulas de alongamento e tai chi chuan.

 

 

 

Dor reumática: Estratégias nutricionais para diminuir sintomas

Mas além do tratamento convencional e da prática de atividade física a nutrição é uma importante aliada no combate a inflamação.

Vamos te dar 3 dicas nutricionais para você colocar na sua rotina:

1-  “Evite alimentos com embalagens de modo geral!”

O fato do alimento ser embalado, está em 99% dos casos associado a palavra “industrializado” e “ultraprocessado”.

O consumo desses alimentos está associado a maior incidência de doenças cardíacas, diabetes e obesidade, agravantes para o desenvolvimento das doenças reumatológicas.

2-   “Misture frutas diferentes em um suco”

A mistura de frutas irá te ajudar a ter mais nutrientes essenciais para o seu organismo poder desempenhar suas atividades diárias (sem contar que ficará uma delícia!).

3 – “Diminua o consumo de carne vermelha durante a semana”

Esse tipo de alimento apresente um alto índice inflamatório. Aproveite para testar novas receitas de proteínas alternativas, como peixe, frango, carne de soja e grão de bico para os vegetarianos.

Além disso, há alguns suplementos nutricionais com ações especificas na proteção das articulações como o colágeno tipo II.

 

 

 

 

Dor reumática: porque colágeno tipo II e não I

Na verdade a associação de ambos é a melhor estratégia nutricional, para potencialização dos efeitos mas o colágeno do tipo II tem ação específica na manutenção e reposição das proteínas das articulações, cartilagens e da estrutura óssea. 

Ou seja, atua principalmente na prevenção e na diminuição dos sintomas relacionados a dores e doenças reumáticas. Mas não se esqueça que o hábito alimentar é o mais importante para previnir a dor reumática.

 

 

 

10 sinais de dores reumáticas que a suplementação de colágeno tipo II pode ajudar:

1- Dor no joelho

3-   Dor nas mãos ao digitar

4- Dores generalizadas ao acordar e deitar

4-   Fraqueza inexplicável

5-   Dor no pé após exercício físico

6-   Dores de crescimento (para as crianças, principalmente de 8-12 anos)

7-   Dormências e formigamento pelo corpo constantes

8-   Tensão nos ombros

9-   Estalos constantes

10-  Fraturas constantes

 

Referências:

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SCHAAFSMA, Frederieke G.; ANEMA, Johannes R.; VAN DER BEEK, Allard J. Back pain: Prevention and management in the workplace. Best Practice & Research Clinical Rheumatology, v. 29, n. 3, p. 483-494, 2015.

ANDERSSON, G. B. Epidemiologic aspects on low-back pain in industry. Spine, v. 6, n. 1, p. 53-60, 1981.

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THEIS, Kristina A.; BRADY, Teresa J.; HELMICK, Charles G.