Ômega 3 é uma gordura poli-insaturada não produzida pelo corpo, precisando ser ingerida através da alimentação ou suplementação para suprir as nossas necessidades. 

Além das indicações de especialistas sobre o índice do consumo desta gordura, o ideal é que haja uma avaliação personalizada, levando em conta os objetivos e as necessidades pessoais, pois ingerir uma quantidade maior ou menor do que o aconselhado pode não garantir os benefícios desejados ou gerar efeitos nocivos à saúde.

Benefícios do ômega  3

A fama desta gordura por causa dos benefícios que ela oferece à saúde não para de aumentar, e não é por menos, veja só:

Ômega 3 como cardioprotetor

Diversos estudos já comprovaram a ação benéfica do nutriente ao sistema cardiovascular, isso porque ele auxilia a pressão arterial, diminui os triglicérides, possui ações antibióticas, antioxidantes e anti-inflamatórias.

Esses fatores ajudam como prevenção e tratamento para várias doenças autoimunes e crônicas e na melhora nos níveis de HDL e VLDL, como mostra esse estudo de 2004, da Sociedade Americana de Ciências Nutricionais, que relacionou o consumo de peixe com um perfil menos aterogênico de lipoproteínas.

Prevenção do diabetes tipo 2

Nós explicamos tudo sobre esse assunto aqui neste post. Em um estudo foi comprovado que a suplementação com base de óleo de peixes foi responsável por aumentar os níveis de adiponectina no sangue das pessoas que participaram da pesquisa, resultando na melhora da sensibilidade à insulina desses indivíduos.

Ômega 3 na gestação

Segundo pesquisas o ômega 3 é responsável por processos decisivos durante a gravidez, atuando no desenvolvimento e funcionamento do cérebro e dos olhos, no desempenho cognitivo e no sistema imunológico, prevenindo alergia nos bebês e também pode reduzir deficiências em prematuros. O nutriente também é fundamental na primeira infância e continua promovendo benefícios para a criança.

Ômega 3 e câncer

As gorduras poli-insaturadas EPA e DHA (ácido eicosapentaenoico e ácido decosahexaenoico), presentes nos alimentos e suplementos fontes do nutriente podem ter um impacto significativo no câncer, isso porque podem inibir a carcinogênese, retardar o crescimento de tumores e aumentar a eficácia da radioterapia e de várias drogas quimioterápicas, como mostra esse estudo.

Ômega 3 e esquizofrenia 

Em estudos foram divulgados resultados positivos na melhora dos sintomas da esquizofrenia com a ingestão de ômega 3, principalmente de EPA. É sugerido que pacientes com esquizofrenia sejam encorajados a consumir refeições saudáveis e ricas em EPA, e caso não seja atingida a quantidade ideal, que haja a suplementação. Além disso, a redução dos sintomas da doença com o nutriente foram comprovadas juntamente com o uso da medicação antipsicótica usual.

Malefícios do ômega 3

Além de todos os benefícios, também se fala sobre os malefícios que o excesso do ômega 3 pode gerar. Entretanto, é muito difícil que seja consumido mais do que o ideal deste nutriente, visto que com a alimentação da nossa cultura, normalmente é preciso suplementá-lo.

Ômega 3 e câncer de próstata

Este estudo confirma os relatos de aumento das chances de câncer de próstata em homens com altas concentrações sanguíneas de ômega 3. A pesquisa sugere que essa gordura está envolvida com a tumorigênese prostática, portanto, é recomendado que seja avaliado os riscos potenciais antes do aumento do consumo do nutriente.

Intoxicação por metais pesados

Existem vários tipos de suplementos no mercado, com tipos, quantidades de omega 3 e qualidades diferentes. Isso que dizer que alguns são mais puros que outros. Nesse cenário, o  suplemento é considerado puro quando não tem elementos tóxicos em sua composição, como: mercúrio, arsênico, cobre, chumbo e cádmio.

Para não ingerir suplementos contaminados com outras substâncias que não sejam óleo de peixe, é preciso estar atento às quantidades de EPA e DHA dos produtos e ao certificado de pureza. Se quiser entender melhor sobre os suplementos e saber escolher qual é o melhor produto do mercado, leia esse post.