Ômega 3 é bom para depressão?

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Ômega 3 é bom para depressão?

A nutrição é muito importante na saúde mental, além da alimentação, os suplementos nutricionais estão ganhando um grande espaço nos cuidados com a pessoa com depressão e transtorno de bipolaridade.

E para confirmar esse papel dos suplementos alimentares, existe um tipo de estudo específico para analisar os verdadeiros efeitos desses suplementos. Esse tipo de estudo é chamado de meta análise, uma meta análise é quando um estudo avalia o resultado de vários outros para afirmar ou negar os seus resultados.

Uma recente meta análise, publicada em setembro de 2019, uniu diversos outros estudos que avaliaram os resultados de diferentes suplementos alimentares no tratamento de depressão, transtorno bipolar e outras doenças relacionadas ao cérebro.

Esse tipo de estudo é a base para médicos e nutricionistas usarem referências de recomendações de suplementos em sua prática clínica. Principalmente estudos grandes como esse, que contam com quase 11 mil pessoas avaliadas.

E o suplemento mais recomendado para o tratamento dessas doenças é o ômega 3. Portanto, veja aqui quais são os benefícios e recomendações da suplementação do ômega 3 para o tratamento da depressão, principalmente.

O que é o suplemento de ômega 3

O suplemento de ômega 3 pode ser definido como um suplemento de óleo de peixe rico na gordura ômega 3. Pois nele contém uma grande concentração de EPA (ácido eicosapentaenoico ) e DHA (ácido decosahexaenoico), que são os dois principais tipos de ômega 3.

O EPA e o DHA são gorduras do tipo poli insaturada, que são encontradas principalmente em peixes de águas frias e profundas. Como por exemplo: salmão, sardinha e arenque.

Contudo, como a alimentação da população costuma ser insuficiente nesse tipo de gordura, o suplemento de ômega 3 é amplamente recomendado por médicos e nutricionistas. Além da alimentação ser insuficiente, os benefícios que essas gorduras trazem ao organismo são inúmeras, por exemplo:

EPA

Atua no organismo no combate a inflamação, através da maior produção de substâncias chamadas de prostaglandinas. Principalmente na melhora da saúde cardiovascular, como no controle da pressão arterial e melhora do colesterol e triglicerídeos.

DHA

O DHA é o relacionado com a saúde cerebral. Sendo o principal responsável pelo bom desenvolvimento cognitivo em crianças, manutenção das funções e atua na prevenção de doenças neurodegenerativas e outras relacionadas com o sistema nervoso.

Como depressão, bipolaridade, hiperatividade, deficit de atenção, melhora da memória, aprendizado e até mesmo no desenvolvimento da fala em crianças.

É seguro suplementar ômega 3?

Na meta análise citada no início do texto, após avaliarem as 11 mil pessoas, os autores afirmam que a suplementação de ômega 3 é segura e indicada tanto como prevenção, como também no tratamento sendo um potencial auxiliador quando associado a medicamentos psiquiátricos.

Mas alguns pontos merecerem atenção:

  1. Qualidade do produto: Bons produtos possuem o selo IFOS, e laudos técnicos confirmando a sua qualidade e pureza.
  2. Concentração de EPA e DHA: A concentração de bons suplementos envolvem 1,2 g de ômega 3 por dose.
  3. Número de cápsulas: Os melhores suplementos devem ter a maior concentração no menor número de cápsulas.

Lembrando que, é fundamental a avaliação de um médico ou nutricionista para atender da melhor forma possível as suas necessidades. Mas caso você já consuma ômega 3, lembre-se de informar também ao médico responsável.

Ômega 3 melhora a depressão

Como já dito, o ômega 3 é um potencial auxiliador no tratamento tanto da depressão como outras doenças psiquiátricas, tendo a combinação de EPA e DHA como um crucial anti-inflamatório, prevenindo os quadros depressivos e acelerando o tratamento de casos já diagnosticados.

Além disso o EPA e o DHA também auxiliam na melhora dos níveis de dopamina e serotonina. Estes que são neurotransmissores respectivamente ligados a felicidade e o prazer, que quando estão em baixos níveis podem ser associados a quadros depressivos.

Uma ou revisão, também realizada em 2019, com estudos feitos entre 1980 e 2019, constatou que a ingestão de peixes gordurosos (ricos em ômega 3) está ligada ao risco reduzido de desenvolvimento de quadros depressivos.

E em 2018, uma pesquisa holandesa apresentou evidências de que pessoas com depressão, e outros tipos de doenças psiquiátricas, indicavam uma baixa significativa da presença de ômega 3 no sangue.

Depressão durante a gravidez e ômega 3

Oito estudos realizados com mulheres com depressão perinatal, que acontece entre a vigésima oitava semana de gestação e o sétimo dia de vida do recém-nascido, e analisados durante a revisão de 2019 comentada, não apresentaram resultados significativos para auxílio do ômega 3 na depressão pós-parto.

Porém, ainda assim a suplementação de ômega 3 durante a gravidez é apoiada.

Pois ajuda no desenvolvimento cognitivo do bebê, sendo relacionado a inteligência e melhor desenvolvimento social durante a infância. Além de diminuir o tempo de internação após o parto por melhorar a inflamação corporal da mãe e fortalecer a saúde do filho.

EPA é melhor que DHA para depressão

Algumas meta-análises de ensaios clínicos apontam que o EPA, quando compõe, pelo menos, 60% do total ta composição de EPA + DHA em doses de 200mg a 2.200mg, surte um melhor efeito sobre os sintomas depressivos, principalmente se tratando do início do quadro de depressão.

Porém, também foi relatado que quanto mais grave for o quadro depressivo, mais provável será a indicação do ômega 3 para auxiliar na redução dos sintomas.

Para o tratamento da depressão o EPA é o ômega 3 priorizado na hora de fazer a recomendação da suplementação. Pois como mencionado anteriormente, ele é a principal gordura do tipo ômega 3 relacionado com a saúde cerebral.

Por exemplo, suplementar um ômega 3 em que a concentração de EPA seja 60% maior que o DHA por 12 semanas já demonstra resultados positivos para o tratamento da depressão.

Dose recomendada de ômega 3 para a depressão

Para ter melhoras nos sintomas depressivos, a recomendação deve vir de um profissional qualificado, médico ou nutricionista.

Porém através de uma análise da população, a dose padrão é de 1,3g de EPA + DHA, com em média 750mg de EPA e 500 de DHA.

Contudo, doses de até 4 g podem ser consumidas para obter os benefícios, por essa razão é fundamental a avaliação junto ao especialista.

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Referências:

FIRTH, Joseph. The efficacy and safety of nutrient supplements in the treatment of mental disorders: a meta‐review of meta‐analyses of randomized controlled trials. 2019. World Psychiatry. Disponível em <https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/wps.20672> Acessado em 31/07/2020.

Giuseppe Grosso,  Fabio Galvano,  Stefano Marventano,  Michele Malaguarnera, Claudio Bucolo, Filippo Drago, Filippo Caraci. Omega-3 fatty acids and depression: scientific evidence and biological mechanisms. 18 de março de 2014. PubMed. Disponível em <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24757497/> Acessado em 31/07/2020.

Ta-Wei Guu, David Mischoulon, Jerome Sarris, Joseph Hibbeln, Robert K McNamara, Kei Hamazaki, Marlene P Freeman, Michael Maes, Yutaka J Matsuoka, R H Belmaker, Wolfgang Marx, Carmine Pariante, Michael Berk, Felice Jacka, Kuan-Pin Su. A multi-national, multi-disciplinary Delphi consensus study on using omega-3 polyunsaturated fatty acids (n-3 PUFAs) for the treatment of major depressive disorder. 15 de março de 2020. PubMed. Disponível em <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32090746/> Acessado em 31/07/2020.

 
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