O Whey Protein é o suplemento mais popular entre os praticantes de atividade física. Mesmo aqueles que não trabalham com suplementação já conhecem ou ouviram falar da funcionalidade do produto. No entanto, o que muitos não sabem, é como escolher um Whey de qualidade.

Essa é uma dúvida bastante comum em função da ampla variedade de marcas e de versões da proteína do leite disponíveis no mercado. E, por isso, é comum que quem está em busca de um suplemento de whey protein se sinta um pouco confuso na hora de escolher.

É para isso que estamos aqui: ajudar você a entender o que é importante observar na hora de escolher o melhor produto de acordo com seu objetivo. Preparado? Então vamos lá!

Como escolher um Whey Protein de qualidade?

A escolha de um Whey Protein não é fácil até para quem está habituado a comprar. A grande dificuldade na escolha se dá por causa da diversidade que o mercado oferece. O que (ao menos em tese) seria muito positivo para criar competição entre as marcas e custos mais baixos para o consumidor. 

Mas, na realidade, o leque de opções de wheys acaba se tornando um verdadeiro labirinto para quem não entende bem os termos técnicos sobre as proteínas. E, infelizmente, muitos produtos vendidos não apresentam boa qualidade.

A situação é um pouco pior quando consideramos também o cenário de fiscalização brasileiro. Suplementos em pó são isentos de fiscalização. O órgão responsável por esse tipo de controle, a ANVISA, libera a venda do produto de acordo com o primeiro registro fornecido pela marca, não havendo uma perícia de todos os lotes que são vendidos.

Isso faz com que algumas marcas lancem o primeiro lote do produto com uma proteína de qualidade e estampam essa informação na embalagem. Depois dos primeiros lotes, eles trocam a a matéria prima para uma inferior e mais barata, mas não mudam a informação na embalagem muito menos o valor para o consumidor final. E caso o produto seja consultado no site da ANVISA, o registro vai constar a matéria prima boa utilizada inicialmente. 

Além disso, não existe um laudo de certificação de qualidade nacional ou internacional para o Whey como existe para outros tipos de suplementos, como o Ômega 3, por exemplo.

Contudo, não há motivo para pânico. Atentando-se para alguns detalhes, você estará completamente apto a escolher um bom Whey Protein para incluir na sua alimentação sem prejudicar a sua saúde e seu bolso. Vamos ver alguns deles a partir de agora.

 

1 – Defina o seu objetivo para consumir Whey

O primeiro ponto pode parecer óbvio, mas passa despercebido por muita gente: qual o seu objetivo ao usar um suplemento proteico? O foco é ganhar massa muscular? Você quer complementar o seu plano alimentar para emagrecer? Algum outro motivo de saúde como tratamento de doenças como a sarcopenia?

Esse objetivo central já é uma forma poderosa de ajudar na definição de qual o melhor Whey. Isso porque se o foco é emagrecimento, o mais indicado é usar um produto isolado, já que essa versão apresenta menos açúcar e gordura do que a concentrada, por exemplo. Mas concentrados também podem ser opção, principalmente quando utilizados em receitas para criar lanches mais saudáveis.

A questão do sabor também gera dúvidas e, mais uma vez, o objetivo ajuda a encontrar a solução. Se o seu foco é ganho de massa muscular, o ideal é buscar um produto na versão isolada, concentrada ou blend, mas com sabor, que seja de consumo agradável e natural.

Por outro lado, para quem tem a saúde como questão central, consumir um Whey sem sabor é melhor em função da menor quantidade de aditivos na sua composição. Essa questão do paladar pode ser minimizada batendo com uma fruta ou adicionado em outras preparações culinárias.

Existe ainda a opção para quem deseja ganhar massa muscular, mas também se preocupa com a saúde, que são os produtos isolados com saborizantes naturais. 

2 – Whey Protein ideal para cada perfil

Uma das razões pelas quais escolher um Whey gera tanta dificuldade é em função da variedade de versões da proteína do soro do leite. Isso porque a preocupação não é apenas com a marca, mas também com o formato da proteína que será encontrado.

Em resumo, existem três formatos do produto:

  • Concentrado: é a versão mais simples da proteína. Em função disso, é também aquela com maior concentração de açúcar e gordura, além de ter menores preços.
  • Isolado: a proteína é trabalhada para, assim como o nome sugere, ficar ainda mais isolada de açúcares e gordura. Como consequência, o preço é maior do que a versão concentrada.
  • Hidrolisado: esse formato sofre um processo de hidrólise (quebra da proteína em frações menores), tornando o suplemento ainda mais fácil de ser absorvido pelo organismo, ideal para recuperação de cirurgias como bariátrica, por exemplo. Costuma ser a versão mais cara de whey protein.

3 – Observe o fornecedor do Whey Protein

Não é apenas marketing: algumas marcam têm produtos melhores do que os seus concorrentes na indústria alimentícia. Não seria diferente com os suplementos, não é mesmo?

Na hora de escolher uma marca, quem entende do assunto diz que whey só é bom quando o produto é importado. De fato, as melhores matérias primas são de fora do Brasil, por isso, quase todas as marcas nacionais importam a matéria prima, assim podemos estimar que 98% dos wheys disponíveis no mercado brasileiro são importados.

Então, não se engane em achar que o nome da marca tem que ser americana ou que rótulo precisa estar em inglês para ser um produto. Muitas marcas nacionais são até melhores em qualidade do que as internacionais. 

Quando o assunto é Whey Protein, marcas confiáveis gostam de divulgar quem é o seu fornecedor de matéria-prima, especialmente aquelas que zelam pela qualidade. Apesar de não existir um órgão responsável pelo laudo de qualidade do produto, todas as marcas possuem o laudo técnico da proteína utilizada. É através desse laudo que você será capaz de identificar se a matéria prima é de qualidade. Faça disso um hábito no momento da compra do whey protein, pois para cada lote do produto existe um laudo técnico. 

Ao saber qual é a empresa fornecedora da matéria prima, você deve pesquisar a procedência dela, e entender de onde é, quantos anos tem de mercado e qual sua influência no mundo. A dinamarquesa Arla e a irlandesa Glanbia são duas boas referências de empresas fornecedoras de whey protein de qualidade. 

Outro detalhe que ajuda a verificar qualidade é se o produto apresenta algum selo que mostre bons cuidados com as vacas. Animais bem cuidados tendem a apresentam proteína de melhor qualidade em seu leite e, por isso, as marcas que o fazem sempre reforçam isso nas embalagens e podem comprovar pelos laudos técnicos. 

4 – Evite produtos que apresente muitos aditivos

A composição química é outro fator limitante na hora de escolher um Whey de qualidade. Quanto menos aditivos você encontrar, melhor será a proteína. Evite, portanto, rótulos que tenham grande quantidade de maltodextrina, corantes, saborizantes, aromatizantes e/ou conservantes.

Uma dica: as informações de composição de um alimento são organizados por quantidade, do maior para o menor. Quanto mais cedo esses nomes aparecerem, mais aditivos químicos estão presentes no produto.

5 – Prefira o melhor custo x benefício do Whey

Na hora de comprar um produto, seja ele qual for, é normal que o preço seja um fator decisivo. O melhor whey é aquele composto por matéria prima de qualidade, menor numero de aditivos em sua composição, menor preço – e para os mais preocupados com o meio ambiente, aqueles que são extraídos de animais bem tratados.