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Recomendação de ômega 3 para gestantes e lactantes

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Recomendação de ômega 3 para gestantes e lactantes

Recomendação de ômega 3 para gestantes e lactantes

A maioria das sociedades científicas de médicos e nutricionistas recomendam o consumo de suplementos de ômega 3 durante a gestação e lactação.

Porque o ômega 3 ajuda a promover inúmeros benefícios para mãe e o bebe, mas a maioria das mulheres não consomem um mínimo de 200 mg de ômega 3 ao dia através de alimentos.

Os suplementos de ômega 3 na gestação, garantem o consumo diário de uma quantidade regular de ômega 3, em uma concentração de DHA adequada, em um bom formato de absorção e com segurança para a saúde.

Pois, bons suplementos de ômega 3 possuem laudos técnicos que permitem rastrear a produção e saber a procedência, e certificação IFOS que é um validador da qualidade e a segurança do produto. 

Dessa forma, os suplementos de ômega 3 conseguem dar maior tranquilidade tanto para os profissionais que indicam, quanto para as grávidas que consomem.

A própria Philippa Middleton, especialista nos efeitos do ômega 3 na gestação, em sua meta-análise de 70 ensaios clínicos destacou: “Uma estratégia universal de suplementação pode ser razoável, embora, idealmente, com mais conhecimento, isso seria direcionado para mulheres que mais se beneficiariam.”

As mulheres grávidas tinham níveis mais elevados do que as mulheres lactantes, indicando que o transporte ativo de DHA pela placenta para o feto deixou a mãe lactante esgotada.

O que Philippa quis dizer é que o mundo ideal é conseguir rastrear os fatores de risco da gestação e exames prévio do status nutricional do ômega 3 de forma individualizada, mas na prática clínica isso se torna inviável, pelo custo. 

Então uma estratégia de suplementação de ômega 3 deveria ser estipulada no mundo, assim como existe a lei de enriquecimento de farinhas com ácido fólico aqui no Brasil.

Como saber o nível de ômega 3 no organismo? 

O ômega 3 está presente em todas as células do corpo humano, portanto, pode ser detectado no plasma e nas células sanguíneas. Como nas plaquetas, nos fosfolipídios plasmáticos, nos eritrócitos, entre outras.

Porém, determinar o ômega 3 no plasma não reflete nas concentrações reais de EPA e DHA, variabilidade de erro alta podendo não fornecer a quantidade real nos tecidos. 

Dessa forma, apoiado por cerca de 300 publicações científicas, o melhor método para avaliação do ômega 3 é aquele que determina a quantidade de EPA e DHA nos eritrócitos, chamado de índice de ômega 3.

Neste exame, a chance do resultado estar errado é muito baixa, quase nula. São medidos as porcentagens de EPA e DHA e mais 26 tipos de gorduras nos eritrócitos. 

Na prática clínica, é um exame ainda pouco utilizado, porque o valor dele é bem caro, por volta de uns 249 dólares.

Para grávidas os níveis de EPA e DHA podem variar de 3,81% para 11,10%. O ideal é que estejam em 8-11%, com predominância de DHA sobre o EPA.

Já no período de amamentação, não se tem dados tão consistentes. Mas, deve ser mantido em torno de 10%.

Além disso, de acordo com os problemas de linha de base e biodisponibilidade mencionados, os níveis de EPA e DHA variam substancialmente de pessoa para pessoa.

ômega 3 recomendada para a gestantes e lactantes

Há 10 anos atrás, tivemos um boom de publicações endossando a importância do consumo diário mínimo de 200 mg de DHA por dose

A partir daí, a prescrição dos suplementos de ômega 3 para gestantes aumentou e os produtos disponíveis no mercado também. 

Atualmente, essa é a dose mais encontrada na maioria dos suplementos de ômega 3 para gestantes disponíveis no mercado.

Entretanto, com o avanço da ciência ficou evidente ser uma dose baixa e pode não oferecer os benefícios esperados para grávidas e lactantes.

Isso se confirmou na meta-análise de 2018, em que Phillipa e seus colegas verificaram que doses abaixo de 500 mg ao dia de ômega 3, pouco contribuem para a promoção dos efeitos esperados na gestação. 

Várias doses foram comparadas, e os melhores resultados foram obtidos de doses superiores a 500 mg de ômega com maior concentração de DHA em relação ao EPA.

O maior estudo clínico realizado até o momento, utilizou 900 mg de ômega 3, distribuídos em 800 mg de DHA e 100 mg de EPA.

Foram 2399 gestantes avaliadas, com o objetivo de reduzir os episódios de depressão pós parto. Mas, o estudo viu muito mais do que isso.

Na verdade, ele checou vários parâmetros importantes para a saúde gestacional, como nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, mortalidade perinatal e necessidade de cuidados intensivos após o nascimento. 

Para todos os parâmetros, a dose de ômega 3 recomendada foi positiva:

  • Aumento das concentrações de EPA e DHA no sangue do cordão umbilical de 6,4 para 8%
  • Reduziu os nascimentos muito prematuros (antes das 34 semanas) em 51%
  • Aumento do peso ao nascer em uma média de 68g (23 a 114g)
  • Reduziu a necessidade de cuidados intensivos
  • Melhora parcial de de alguns parâmetros relacionados à cognição e linguagem 

Importante destacar que foi considerada segura, sem risco de problemas com a coagulação como aumento de sangramento. 

Em consonância com isso, o uso de uma dose uniforme para obter um efeito clínico em todas as mulheres grávidas, como a prevenção do parto prematuro, não pode ser uma medida eficaz. 

Usando aritmética, é possível calcular uma resposta à dose em uma grande população. No entanto, mulheres individualmente, e não populações, engravidam.

Além disso, em mulheres grávidas, como em todos os seres humanos, e de acordo com os problemas de linha de base e biodisponibilidade mencionados, os níveis de EPA e DHA variam substancialmente de pessoa para pessoa.

Mas, vale lembrar que as recomendações são baseadas em médias aritméticas de populações de grávidas e lactantes. Portanto, pode variar de mulher para mulher. 

Portanto, é difícil estipular um melhor horário de consumo geral. 

Qual é a dose máxima de ômega 3 considerada segura para gestantes e lactantes?

Para evitar efeitos adversos à saúde na gravidez e lactação, o índice de ômega 3 não deve ser igual ou maior que 16%. 

A sociedade europeia de segurança dos alimentos considera o consumo diário de até 5g de EPA e DHA, seguro para o consumo da população geral, o que inclui gestantes e lactantes. 

A meta-análise mostrou que gestantes e lactantes toleram doses de até 2,7g de EPA e DHA ao dia. Sem risco de tendência de sangramento.

Desmistificando o que muitos acreditam, Phillipa descreveu que altos níveis de EPA e DHA se relacionaram com menor sangramento pós-operatório e episódios tromboembólicos, quando comparado com grávida com baixos níveis de EPA e DHA..

Entretanto, vale destacar que dois estudos com doses de EPA (acima de 2g), episódios de foram 0,1% mais frequentes.

Considerando os achados da meta-análise mais recente, embora o consumo de até 5g de EPA e DHA seja considerado seguro para o consumo de grávidas e lactante, por segurança o ideal é que não se ultrapasse os 2,7g por dia sem recomendação de um médico ou nutricionista.

Ainda tem alguma dúvida?

Deixe seu comentário, nós da Vhita faremos de tudo para te ajudar. 💜

Referências: 

Devarshi, Prasad P et al. “Maternal Omega-3 Nutrition, Placental Transfer and Fetal Brain Development in Gestational Diabetes and Preeclampsia.” Nutrients vol. 11,5 1107. 18 May. 2019, doi:10.3390/nu11051107

de Souza, Daniel Miranda Lopes et al. Prevalência de prematuridade e fatores associados no estado do Rio Grande do Sul. Braz. J. Hea. Rev., Curitiba, v. 2, n. 5, p. 4052-4070 sep./out. 2019.Disponível em <10.34119/bjhrv2n5-014> Acesso em [19/08/2021]

Guimarães, Eliete Albano de Azevedo, et al. Prevalência e fatores associados à prematuridade em Divinópolis. Epidemiol. Serv. Saude, Brasília, 26(1):91-98, jan-mar 2017. Disponível em <10.5123/S1679-49742017000100010>. Acesso em 19/08/2021]. 

Makrides, Maria et al. “Effect of DHA supplementation during pregnancy on maternal depression and neurodevelopment of young children: a randomized controlled trial.” JAMA vol. 304,15 (2010): 1675-83. doi:10.1001/jama.2010.1507

Middleton, Philippa et al. “Adição de ácido graxo ômega-3 durante a gravidez.” O banco de dados Cochrane de revisões sistemáticas vol. 11,11 CD003402. 15 de novembro de 2018, doi: 10.1002 / 14651858.CD003402.pub3

Santos, Robervaldo José dos. Prematuridade no Brasil: um estudo epidemiológico no período de 2007 a 2016. TCC apresentado ao Curso de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Pernambuco. Robervaldo José dos Santos. – Vitória de Santo Antão, 2018. 41 folhas; tab.; graf.
Disponível em: <https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/28884/1/Santos%2c%20Robervaldo%20Jos%c3%a9%20dos.pdf> Acessado em [19/08/2021].

von Schacky, Clemens. “Omega-3 Fatty Acids in Pregnancy-The Case for a Target Omega-3 Index.” Nutrients vol. 12,4 898. 26 Mar. 2020, doi:10.3390/nu12040898

2014. –Tabela brasileira de Composição de Alimentos-TACO/ NEPA. UNICAMP. 4ª edição.
Disponível em <https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2017/03/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada.pdf> Acessado em [19/08/2021].

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