O termo aminoácido tem se tornado cada vez mais comum no dia a dia de quem se interessa por cuidados em alimentação e nutrição. Mais popular que ele, apenas o termo aminoácido de cadeia ramificada.

Mesmo que sejam assuntos que estão em alta nesse universo, muitas pessoas não sabem ao certo o que são esses aminoácidos, para que servem e como é possível consumir pela alimentação. Que tal tirar suas dúvidas sobre esse tema no artigo abaixo?

O que é um aminoácido?

Aminoácidos são unidades básicas que formam uma proteína. Assim como os açúcares, que ajudam a formar carboidratos, os aminoácidos são parte essencial da estrutura de qualquer molécula de proteína.

Eles apresentam funções importantes em diferentes partes do corpo e podem ser sintetizados de maneira endógena, pelo nosso próprio corpo, ou obtidos através da alimentação através de uma dieta balanceada em proteínas, gorduras e carboidratos. 

O que são aminoácidos de cadeia ramificada?

Dentre os vários tipos de aminoácidos que podemos encontrar no corpo humano, os de cadeia ramificada merecem atenção especial. Eles são um tipo de aminoácido com estrutura molecular diferente, com duas ou mais ramificações que conectam mais carbonos em sua molécula. Deixando a química de lado, esses aminoácidos ganham destaque por fazerem parte de um grupo chamado de aminoácidos essenciais.

Os aminoácidos essenciais são aqueles que, diferentemente dos que o nosso corpo consegue sintetizar de maneira endógena, precisam ser obtidos a partir da ingestão alimentar diária, dependendo, portanto, da qualidade da nossa alimentação. Os essenciais são 9 aminoácidos (isoleucina, fenilalanina, lisina, leucina, treonina, metionina, triptofano, valina e histidina) e três deles são classificados como aminoácidos de cadeia ramificada.

L-leucina, L-isoleucina, L-valina

A L-leucina, L-isoleucina e L-valina são os aminoácidos de cadeia ramificada mais conhecidos no mercado de nutrição como os famosos BCAA (Branched chain amino acids). Essenciais e, por isso, não sintetizados por nosso organismo, eles precisam ser ingeridos regularmente na dieta diára de qualquer pessoa, seja através de alimentos naturais ou suplementos com isolados desses compostos.

Sua principal função corporal é muscular, formando as estruturas das proteínas desses tecidos. Acredita-se que pelo menos 35% dos aminoácidos essenciais na musculatura são os de cadeia ramificada e que eles formam pelo menos 40% da massa corporal total do homem(1)

Mas, além disso, esses aminoácidos contam com funções que interessam o mercado farmacêutico. Por serem capazes de influenciar na ativação e desligamento de genes, acredita-se que esses aminoácidos serão altamente importantes no desenvolvimento de técnicas e pesquisas na área de biologia molecular (2).

Para que servem os aminoácidos de cadeia ramificada?

De maneira geral, e já comprovada por pesquisas no ramo da medicina e nutrição, os aminoácidos de cadeia ramificada são essenciais para a manutenção da proteína corporal em adultos, além de atuarem na síntese de outros aminoácidos, como a alanina e a glutamina.

O consumo de BCAA já é relevante no controle de quadros de perda muscular, reposição de massa corporal, melhora do processo de cicatrização e até tratamento de doenças hepáticas e renais.

No âmbito esportivo, o aminoácido de cadeia ramificada é utilizado por atletas para favorecer a recuperação muscular, reduzindo quadros de fadiga e dores induzidas após a prática de exercícios físicos mais intensos (1).

O aminoácido de cadeia ramificada, portanto, é um composto nutricional indispensável para a manutenção da saúde humana, como também essencial para a melhora de vários tratamentos clínicos.

Referências

1-ROGERO, MM & TIRAPEGUI, J. Aspectos atuais sobre aminoácidos de cadeia ramificada e exercício físico. Rev. Bras. Cienc. Farm.,  São Paulo ,  v. 44, n. 4, p. 563-575,  Dec.  2008 .  Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-93322008000400004&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 15  Fev.  2019. 

2- YAMAMOTO K, TSUCHISAKA A & YUKAWA H. Branched-Chain Amino Acids. Adv Biochem Eng Biotechnol. 2017;159:103-128. Disponível em <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27872960> Acesso em Fev. 2019.