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Como prevenir o câncer? A segunda doença que mais mata no mundo

prevenção do câncer

Como prevenir o câncer? A segunda doença que mais mata no mundo.

Você sabia que o câncer é a segunda causa de mortes no mundo e que mudanças no estilo de vida podem ajudar a prevenir o câncer? 

Sim! É isso mesmo, a prevenção está em nossas mãos! Veja no texto de hoje tudo o que você precisa saber!

O câncer engloba diversas doenças e o seu impacto é tão preocupante que em 4 de fevereiro de 2000 nasceu o Dia Mundial do Câncer.

Vamos entender mais sobre essa doença tão impactante na nossa sociedade e como podemos preveni-la?

Câncer, o que é?

O câncer é uma doença que acontece quando uma alteração num grupo de células normais leva essas células a crescerem de forma anormal, formando um tumor. 

Um tumor cancerígeno tem o potencial de crescer e se espalhar no local de origem e dependendo do tipo de câncer ele pode crescer de forma lenta ou rápida e se espalhar para outras partes do corpo.

Um tumor pode surgir em qualquer parte do nosso corpo, inclusive nas células do sangue e do sistema imunológico, e por isso ao notarmos sintomas característicos dos diferentes tipos de câncer é preciso procurar um médico o quanto antes

Mas antes de se desesperar, calma! Nem todo tumor é cancerígeno, os tumores podem ser:

  • Tumor Benigno:

Os tumores benignos não são cancerígenos e tendem a crescer de forma muito lenta. Eles podem crescer até um certo tamanho e parar de crescer, ou podem crescer lentamente sem parar, e nesse segundo caso podem causar desconforto ou pressionar órgãos, e por isso devem ser retirados, mas raramente ameaçam a vida.

O primeiro caso, no qual os tumores param de crescer e não causam desconforto e nem qualquer problema, o médico pode optar pelo acompanhamento clínico. 

O que caracteriza principalmente um tumor benigno é que as células que crescem têm a mesma morfologia (a mesma forma) do tecido onde se encontram e não tem a capacidade de se espalhar.

Para vocês terem uma ideia, estima-se que tumores benignos nas mamas acometam em torno de 20% de mulheres na faixa etária dos 20 anos . 

Mas, atenção, ainda assim é super importante o acompanhamento semestral e procurar um médico assim que notar qualquer alteração com a presença de nódulos, seja nas mamas, na tireoide ou em qualquer outra região do corpo, combinado?

  • Tumor Maligno:

Já os tumores malignos são cancerígenos, se multiplicam rapidamente e a morfologia das células que se multiplicam é bem diferente das células do tecido onde se encontram. Essa característica de as células crescerem rápido e apresentarem uma forma diferente, indicam alto potencial de proliferação, de se separar do tumor primário e se espalharem para outras partes do corpo.

Quando as células de um tumor se “desprendem” do tumor primário e chegam a outras partes do corpo dizemos que são localizações secundárias, e chamamos os tumores secundários de “metástases” do câncer, e a doença é chamada de câncer metastático

Dessa forma, esse tipo de tumor exige um diagnóstico e tratamento médico urgente.

  • Tumor pré-cancerígeno:

Bom, esses são tumores que apresentam células anormais em sua forma quando comparado ao tecido onde se encontram, e que podem ou estão propensas a evoluir e se tornar um câncer.

Portanto, esses tumores precisam de uma atenção e um acompanhamento redobrado em relação aos tumores benignos. Em geral, esses tumores devem ser retirados para evitar problemas futuros.

Quais são as causas do câncer?

Assim como no caso de outras doenças, a maioria dos cânceres não são causados apenas por um fator, mas pela combinação de diversos fatores como predisposição genética, fatores ambientais (exposição a substâncias cancerígenas) e maus hábitos como fumar e alimentação rica em carnes vermelhas e ultraprocessados.

Bom, podemos classificar esses fatores de risco em dois grandes grupos, os fatores de risco modificáveis e os não modificáveis.

Fatores de risco modificáveis

Segundo cientistas e especialistas na área do câncer, particularmente, um alto índice de massa corporal (sobrepeso e obesidade), um baixo consumo de frutas e vegetais, a falta de atividade física, o uso de álcool e o tabagismo representam os cinco e mais importantes fatores de risco no aparecimento de vários cânceres, juntamente com algumas infecções crônicas (por exemplo, infecções por Helicobacter pylori, vírus do papiloma humano, hepatite B, hepatite C e vírus de Epstein-Barr)

Vamos entender um pouco mais de cada um desses fatores e como podemos modificá los:

  • Álcool 

Você sabia que mesmo o consumo moderado de álcool aumenta o risco de câncer? E vamos combinar que o consumo de bebidas alcoólicas é um hábito que podemos sim abandonar? 

Que tal limitar o consumo de álcool apenas para ocasiões realmente especiais para você? Muitas pessoas têm o hábito de tomar cerveja todos os finais de semana e isso é muito álcool somado no final de um mês, de um semestre, de um ano…

Vejam o que alguns estudos científicos demonstraram: 

  • Wang e colaboradores (2016) reuniram os estudos sobre álcool e câncer de pâncreas e concluíram que um consumo elevado de álcool aumenta o risco de câncer de pâncreas
  • Já Dam e colaboradores, em 2016, publicam o resultado do seu acompanhamento de 5 anos com mulheres pós-menopausa e concluiram que o consumo de alcool por 5 anos aumentou o risco do câncer de mama.
  • Theodoratou e colaboradores (2017) realizaram uma ampla revisão de estudos e identificaram que a ingestão de álcool se associa ao risco aumentado de desenvolver câncer colorretal.

Bom, são tantos estudos, mas por esses citados já podemos ver que o álcool se associa não a um, mas há vários tipos de câncer.

  • Excesso de peso e obesidade

Sim, é verdade que existem vários tipos de corpo e que nós devemos aceitar o nosso, mas obesidade é uma doença e deve ser tratada. Uma coisa importante e que causa muita confusão, é que temos que ter clareza de que não existe obeso saudável.

Algumas pessoas falam que uma pessoa obesa por estar acima do peso pode “ser saudável” pelo fato de não ter outras doenças associadas, mas a obesidade por si só já é uma doença e aumenta o risco de outras doenças, inclusive alguns tipos de cânceres.

Veja os dados apresentados na revisão científica conduzida pelos pesquisadores Bray, Heisel e Afshin, publicados em 2018:

  • Alguns tipos de câncer aumentam significativamente em indivíduos com sobrepeso, de forma que os homens enfrentam risco aumentado de câncer do cólon, reto e próstata, enquanto nas mulheres, os cânceres de mama, endométrio e vesícula biliar, são mais comuns. 
  • Mulheres que ganharam 25 kg ou mais após os 18 anos foi associado a um maior risco de câncer de mama; 
  • Mulheres que ganharam 10 kg ou mais após a menopausa também apresentaram risco aumentado de câncer de mama em comparação com mulheres cujo peso permaneceu estável.
  • Mulheres que perderam 10 kg ou mais, mantiveram o peso e que não usaram hormônios na pós-menopausa tiveram menor risco do que aquelas que mantiveram peso.

Então, se você está acima do peso, partiu agendar agora mesmo uma consulta com um nutricionista para avaliar a sua alimentação? 

Não para ficar magérrimo como a mídia muitas vezes estimula, mas para buscar saúde, para aprender a ter hábitos saudáveis, afinal, como eu costumo dizer: uma boa estética é consequência de uma boa saúde!

  • Dieta e nutrição

O índice inflamatório da dieta está relacionado a vários tipos de cânceres. Dessa forma, uma alimentação rica em carnes vermelhas, alimentos ultraprocessados (ricos em sódio e gordura) e pobre em frutas e vegetais tem sido apontada como fator de risco.

Embora os fatores dietéticos sejam considerados importantes determinantes do risco de desenvolver um câncer, estabelecer os efeitos exatos da dieta sobre o risco de câncer ainda é um desafio, pois para cada tipo de câncer um estudo mais aprofundado é necessário.

No entanto, podemos afirmar que uma alimentação rica antioxidantes e nutrientes anti-inflamatórios é essencial para a prevenção e tratamento dos diversos tipos de câncer. 

Key e colaboradores fizeram uma ampla revisão dos estudos sobre dieta e câncer, e aqui trazemos alguns pontos importantes destacados por eles: 

  • Componentes específicos de certas frutas e vegetais podem ter uma ação protetora.
  • Suplementos de vitaminas ou minerais em altas doses não reduziram o risco de câncer em populações bem nutridas e podem aumentar o risco.
  • Altas doses de β caroteno (precursor de vitamina A) podem aumentar o risco de câncer de pulmão.
  • O consumo de bebidas como chá e mate quando escaldante está associado a um risco aumentado de câncer esofágico, e beber bebidas acima de 65 °C é classificado como provavelmente cancerígeno para humanos, pela a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC).
  • Comer grandes quantidades de alimentos salgados, como peixe em conserva de sal, está associado a um risco aumentado de câncer de estômago, o que pode ser causado pelo próprio sal ou por carcinógenos derivados dos nitritos em muitos alimentos conservados.
  • Algumas evidências indicam que comer grandes quantidades de vegetais em conserva aumenta o risco de câncer de estômago por causa da produção de compostos nitrosos por mofo ou fungos, que às vezes estão presentes nesses alimentos.
  • O risco de câncer de estômago pode ser reduzido por dietas ricas em frutas e vegetais e em pessoas com altas concentrações no sangue de vitamina C.
  • A suplementação com β caroteno, selênio e α-tocoferol resultou em uma redução significativa na mortalidade por câncer de estômago em um estudo.
  • Estudos prospectivos no Japão também mostraram uma associação inversa entre o risco de câncer de estômago e o consumo de chá verde em mulheres.
  • Os estudos populacionais mostram correlações positivas impressionantes entre comer carne e as taxas de câncer colorretal.
  • Em 2015, a IARC classificou a carne processada como cancerígena para humanos e a carne vermelha não processada como provavelmente cancerígena.
  • Maiores consumos de leite e cálcio estão associados a uma redução moderada no risco de câncer colorretal.
  • Estudos de acompanhamento de longo prazo mostraram que consumir 10 g a mais de fibra alimentar total por dia está associado a uma redução média de 10% na risco de câncer colorretal; análises posteriores sugerem que a fibra de cereais e os cereais integrais são protetores, mas não as fibras de frutas ou vegetais.

Bom, até aqui citamos alguns achados e tem muito mais informações em diversos estudos científicos, mas podemos concluir que uma alimentação equilibrada, incluindo todos os grupos alimentares e evitando carne vermelha e ultraprocessados, é o caminho a seguirmos.  

Curiosamente, uma dieta que vem sendo bastante estudada como um modelo para a prevenção do câncer é a dieta mediterrânea, considerada como um dos padrões alimentares mais saudáveis ​​em todo o mundo.

As características dessa dieta que trazem esse potencial benefício são a alta ingestão de azeite, frutas e vegetais frescos, o consumo mais frequente de peixes e o baixo consumo de carnes vermelhas.

As frutas e vegetais possuem grande quantidade de carotenóides e vitaminas, como vitamina C e vitamina E, folatos e flavonóides, nutrientes conhecidos por suas propriedades antioxidantes. A presença de ômega-3, contido em abundância nos peixes, especialmente na sardinha e na cavala (produtos típicos da dieta mediterrânea), nas nozes (amêndoas, nozes e sementes de abóbora) ajudam a retardar o desenvolvimento do câncer que afeta a proliferação celular e as metástases.  

  • Atividade física

Uma revisão científica de 2014 apontou que o comportamento sedentário foi associado a um risco aumentado de câncer endometrial, colorretal, de mama e de pulmão.

Também, a Sociedade Espanhola de Oncologia Médica, no ano passado (2020) publicou uma revisão científica sobre o tema e as conclusões foram as seguintes: 

  • Atividade física reduz claramente o risco de câncer de cólon, câncer de mama e câncer endometrial. Além disso, estudos epidemiológicos recentes sugerem um efeito protetor para a maioria dos tipos de câncer.
  • Não há evidências conclusivas sobre a quantidade de atividade física necessária para reduzir significativamente o risco de câncer, embora seja provavelmente dependente do tumor. Portanto mais estudos são necessários.
  • Tabaco

O câncer de pulmão é o câncer mais comum no mundo, e o fumo excessivo aumenta o risco em cerca de 40 vezes.

Mas, atenção, fumar não está relacionado apenas ao câncer de pulmão.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o uso do tabaco é o fator de risco mais importante para o câncer e é responsável por aproximadamente 22% das mortes relacionadas ao câncer em todo o mundo.

  • Radiação ionizante

Aqui estamos falando dos diversos tipos de radiação, desde a radiação raios UVB do Sol, até radiações que põe em risco a saúde de trabalhadores, vamos listar alguns exemplos:

  • Exposição prolongada ao Sol sem proteção solar, entre as 10h00 e as 16h00;
  • Lâmpadas e camas de bronzeamento artificial;
  • Exposição frequente à radiação na área médica como radônio, raios x, raios gama e outras formas de radiação de alta energia. 
  • Exposição a substâncias cancerígenas no local de trabalho

Segundo o site do Dia Mundial do Câncer, existem constatações de maior incidência de câncer pela exposição a agentes específicos no local de trabalho, como o caso de funcionários de indústria química que desenvolveram câncer de bexiga pela exposição a tintura.

Outro exemplo de substância cancerígena apontada é o amianto. Segundo o INCA –  Instituto Nacional de Câncer aqui do Brasil, o amianto compreende uma família de minérios encontrados amplamente na natureza, sendo muito utilizado pelo setor industrial e a exposição a esse agente pode causar asbestose (uma doença pulmonar), câncer de pulmão e mesotelioma (uma forma rara de câncer, mas bem agressivo).

Hoje, todas as formas de amianto são reconhecidas como cancerígenos e no site do INCA encontramos o seguinte:

“Em 29 de novembro de 2017, os ministros declararam a inconstitucionalidade do artigo 2º da Lei Federal 9.055/1995, que permitia o amianto do tipo crisólita. O banimento desta substância na indústria brasileira é definitivo.”

  • Infecção 

Algumas infecções bastante comuns e que tem o potencial de causar câncer são a infecção pelo papilomavírus humano, o famoso HPV, que geralmente é transmitido por contato sexual desprotegido. Inicialmente ele causa alterações nas células do colo uterino, mas se não tratado pode evoluir para câncer de colo de útero e por isso é importante fazer o check up anual com um ginecologista.

Outro exemplo é a também famosa H. Pylori (bactéria causadora da gastrite), que quando não tratada corretamente e persiste por anos, as alterações causadas por ela na parede do estômago  podem evoluir para um câncer

Os cânceres causados pelo vírus da hepatite B e C e pelo vírus Epstein-Barr, que podem causar câncer de fígado e linfoma não Hodgkin, respectivamente, também merecem atenção.

Ou seja, são infecções bastante conhecidas, que podemos prevenir tomando os devidos cuidados com o estilo de vida, se vacinando corretamente, e fazendo os check ups necessários nas especialidades médicas.

Fatores de risco NÃO modificáveis

Infelizmente existem fatores que não podemos modificar, como o nosso DNA (genética), mas é possível fazer uma prevenção secundária.

Antes de falarmos quais são esses fatores, vamos entender o que é a prevenção primária e qual a secundária.

A prevenção primária é a que impede que o câncer se desenvolva, conseguimos fazer essa prevenção evitando a exposição aos fatores de risco de câncer e adotando um estilo de vida saudável.

Já a prevenção secundária consiste em descobrir e tratar cânceres ainda assintomáticos, ou seja, é a prevenção através dos exames de rotina para descobrir possíveis cânceres em estágio inicial.

Mas voltando aos fatores não modificáveis, vamos lá, são eles:

  • Idade

Muitos tipos de câncer são mais comuns na idade mais avançada, isso acontece porque quanto mais tempo nós vivemos, maiores as chances de termos sido expostos a agentes causadores de câncer.

Além disso, com o avançar da idade, maior tempo para as alterações celulares decorrentes dessas exposições terem acontecido.

  • Genética

Infelizmente algumas pessoas nascem com genes (DNA) que aumentam o risco de desenvolver certos tipos de câncer. Isso não significa que a pessoa terá câncer, mas um exemplo muito comum é o câncer de mama.

Nesse tipo de câncer, quando uma mulher da família apresentam, o risco de suas irmãs, filhas, netas terem é alto e por isso nessas famílias o indicado é fazer o exame preventivo, para descobrir a doença logo no início e tratar o quanto antes.

Outro exemplo de câncer que apresenta uma influência genética é o câncer de colon.

Mas, calma, porque a maioria dos casos não é causada pela falha hereditária, pois como falamos anteriormente, o câncer é uma doença multifatorial, ou seja, o desenvolvimento de um câncer acontece pelo conjunto de vários fatores.

  • Exposição a agente cancerígenos

Infelizmente nem sempre é possível evitar a exposição a agentes cancerígenos. Esses agentes são substâncias que causam mutações ou alterações nos nossos genes e que com o tempo leva algum tipo de alteração nas nossas células, aumentando o risco de desenvolver câncer.

Os agentes cancerígenos são vários:

  • alguns vírus como vimos anteriormente,
  • gases presentes na natureza como o radônio (presente em minas subterrâneas e locais de trabalho),
  • nos cuidados em saúde (raios-x, tomografia computadorizada e radioterapia);
  • na geração de energia (usinas nucleares).

O risco de câncer devido a alguma dessas exposições depende de vários fatores, como idade em que ocorreu a exposição, por quanto tempo aconteceu essa exposição e a quantidade de radiação recebida.

Sistema Imunológico 

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm maior risco de desenvolver alguns tipos de cânceres. Existem algumas situações que levam a um sistema imune mais frágil, são elas:

  • Pessoas que receberam transplante de algum órgão e por isso precisam tomar remédios para impedir que o sistema imunológico rejeite o órgão recebido;
  • Pessoas portadoras do vírus HIV, pois esse vírus ataca o sistema imunológico;
  • Pessoas com doenças que necessitam tomar medicamento imunodepressor para tratar a doença, como diversos tipos de reumatismo e algumas doenças no pulmão, fígado e rins.

Como evitar o câncer? Veja os 12 passos de como prevenir o câncer!

O Instituto Nacional de Câncer aqui do Brasil, traz para a gente “12 mandamentos”, que devem fazer parte do nosso estilo de vida, ou seja, podemos entender como mandamentos dos bons hábitos de vida para prevenir o câncer.

  1. Não fumar
  2. Ter uma alimentação saudável
  3. Manter o peso adequado
  4. Praticar atividades físicas
  5. Amamentar
  6. Mulheres entre 25 e 64 anos: fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero a cada três anos.
  7. Vacinar contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos
  8. Vacinar contra a Hepatite B
  9. Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas
  10. Evitar o consumo de carnes ultra processadas
  11. Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e sempre usar proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios
  12. Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho

O que é o dia de combate ao câncer?

O Dia Mundial do Câncer é uma iniciativa da União Internacional para Controle do Câncer e esse dia nasceu no dia 4 de fevereiro de 2000, na Cúpula Mundial Contra o Câncer para o Novo Milênio, em Paris.

Essa é a maior e mais antiga organização internacional contra o câncer e tem como propósito reduzir o impacto global da doença, promover uma maior igualdade e integrar o controle do câncer na agenda mundial da saúde e do desenvolvimento.

No site oficial do Dia Mundial do Câncer você poderá encontrar muita informação de qualidade. 

A cada ano eles escolhem uma temática para trabalhar a conscientização e prevenção do câncer, o tema deste ano é Eu sou e eu vou”.

Ômega 3 previne câncer?

Bom, nós vimos que uma alimentação saudável e rica em nutrientes e compostos anti inflamatórios é alvo de diversos estudos para a prevenção do câncer em geral, mas, será que o ômega 3, um nutriente reconhecido como um potente anti inflamatório natural, realmente previne o câncer?

Vamos ver o que a ciência diz sobre isso?  Vamos lá:

Uma metanálise realizada com estudos publicados até dezembro de 2019, englobando estudos sobre ingestão de ômega 3 e cânceres do sistema digestivo, inclui a análise de 25 estudos (8 estudos de caso-controle e 17 estudos de coorte) envolvendo 1.247.271 de participantes e 23.173 pacientes com câncer do sistema digestivo.

Vejam que curioso, essa análise mostrou que o risco de câncer do sistema digestivo diminuiu 17% em indivíduos que consumiam ômega-3, de forma que a incidência de câncer diminui com o aumento da ingestão de ômega-3 para a maioria dos locais de câncer do sistema digestivo.

Para alguns tipos de câncer, as evidências atuais ainda são insuficientes, como no caso do câncer de próstata, no qual uma associação entre maior ingestão de ômega-3 e diminuição da mortalidade por esse tipo de câncer pode estar presente, mas mais pesquisas são necessárias.

Aqui no blog temos um conteúdo dedicado especialmente para esse tema e você pode saber mais sobre ômega 3 e diferentes tipos de câncer clicando aqui.

Contudo, o fato é que o ômega 3 é considerado um imunonutriente (nutriente que melhora a imunidade), sendo comumente usado ​​na terapia nutricional de pacientes com câncer devido aos seus amplos efeitos biológicos.

Uma revisão da revista Nutrients, uma revista muito conceituada na área da nutrição, afirma que evidências científicas revelam que o ômega-3 pode modular as complicações secundárias ao câncer, como a desnutrição severa, indicando que este é um campo de conhecimento promissor a ser explorado.

Quer saber mais?

Que tal um desconto especial para experimentar um ômega 3 de altíssima qualidade?

 

Referências

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Brasil, Ministério da Saúde. Como prevenir o câncer.  Site do Instituto Nacional de Câncer. Última atualização: 17 de dezembro de 2019. Disponível em: https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/como-prevenir-o-cancer 

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