A busca pela prevenção de doenças e promoção da saúde está se tornando cada vez mais personalizada. Nesse contexto, surgiram dois campos da pesquisa que buscam esclarecer a influência da alimentação no desenvolvimento de enfermidades: nutrigenômica e nutrigenética.

Assim como outras ciências, a nutrição está em constante evolução. Frequentemente, são identificados novas informações sobre o genoma humano que determinam como uma pessoa vai responder a determinado tratamento ou dieta. 

Aplicar esse conhecimento — que estão longe de ser ficção — em seu consultório é certamente um diferencial. Acompanhe este post e descubra mais sobre essas duas áreas da nutrição moderna!

O que é nutrigenômica?

Nosso organismo é composto por bilhões de células, cada uma com seu próprio material genético. Para manter todas as funções vitais, o DNA precisa ser lido e interpretado, dando origem a proteínas e outros componentes que permitem o correto funcionamento celular.

Diversos fatores influenciam esse processo, inclusive, a alimentação. Atualmente, é bem claro que nossas escolhas à mesa são capazes de influenciar mecanismos moleculares e fisiológicos do nosso organismo.

Para saber por que isso acontece, surgiu a nutrigenômica, a ciência que estuda como os nutrientes e outros compostos adquiridos por meio da dieta alteram os genes, seja por variações em sua expressão ou estrutura.

O que é nutrigenética?

Por mais que ninguém seja igual a ninguém, há apenas 0,1% de diferença entre os patrimônios genéticos de cada indivíduo. Além de afetar a cor dos olhos e o tom da pele, essa divergência aparentemente pequena também mexe com a forma como cada um responde a dietas ou rejeita certos alimentos.

O objetivo da nutrigenética é conhecer a informação contida nos genes e saber como isso influencia a maneira como uma pessoa reage ao que é ingerido. Em outras palavras, ela busca entender por que nem todo mundo apresenta as mesmas respostas a um determinado nutriente ou composto bioativo.

Qual é a importância da nutrigenômica e nutrigenética para a nutrição?

Não é nenhuma novidade que a alimentação e o desenvolvimento de doenças estão conectados. Um exemplo é a relação entre o consumo de café e o aparecimento de doenças cardíacas, que tende a aumentar em pessoas que metabolizam a cafeína mais lentamente.

Entretanto, isso não é razão para recomendar uma dieta livre de café para todos os pacientes. Com um teste de nutrigenética, é possível identificar quem tem a alteração que causa o retardo no metabolismo da cafeína e, a partir daí, decidir pela restrição à ingestão da bebida.

Veja alguns benefícios de usar informações da genômica e da genética na nutrição:

  • identificar alimentos que oferecem riscos à saúde;
  • escolher a melhor dieta com base no perfil dos genes;
  • usar a alimentação para prevenir ou desacelerar o progresso doenças crônicas.

Viu como a nutrigenômica e nutrigenética são grandes aliadas da medicina personalizada? Embora elas ainda não sejam amplamente aplicadas na rotina clínica, seus potenciais são imensos. Por isso, é muito importante ficar atento às inovações biotecnológicas.

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