Com a quantidade de suplementos que existem atualmente, decidir qual comprar se torna uma tarefa difícil. Essa indecisão também acontece quando o assunto é ômega 3, afinal de contas o óleo de peixe apresenta inúmeras variações, como o TG e EE.

Mas antes, saiba um pouco mais do que é ômega 3, no vídeo da Dra Priscila Gontijo:

Se você não faz ideia do que significam essas siglas, não se preocupe. A ideia deste artigo é explicá-las e, claro, permitir que você entenda como avaliar a melhor opção de suplemento para a sua saúde, considerando as diferenças entre eles.

Quais são os tipos de Ômega 3 do mercado?

Os suplementos de ômega 3 podem conter o nutriente em diferentes composições. As mais conhecidas são triglicerídeos naturais, ácidos graxos livres, ésteres etílicos, triglicérides reesterificados e fosfolipídios.

Para entender a diferença entre ômega 3 TG ou EE você precisa focar em dois deles: os triglicerídeos reesterificados (TG) e nos ésteres etílicos (EE). Então, vamos explicar tudo sobre esses dois agora.

Para isso, contudo, é bacana que você entenda como chegamos a essas composições.

Quais as substâncias que tornam o Ômega 3 tão benéfico ao nosso corpo?

Dentre os tipos de ômega 3, dois deles são fundamentais para você encontrar os benefícios todos que você espera do suplemento: o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosaexaenoico (DHA).

O ômega 3 natural, que são os triglicerídeos naturais (EPA e DHA) encontrados em alimentos como peixe, é a composição mais simples do nutriente, sendo a forma química melhor assimilada pelo nosso organismo. No entanto, o ômega 3 natural oferece quantidades muito pequenas de EPA e DHA por cápsula (1000 mg) de óleo de peixe.

Com isso, a indústria farmacêutica percebeu que seria possível aumentar a concentração de ômega 3 (EPA e DHA) por cápsula alterando a estrutura química do óleo de peixe.

Dessa forma, para o suplemento de ômega 3 ofereça boas quantidades do nutriente e seja efetivo ao corpo humano, é preciso que o óleo de peixe passe por alguns processos químicos. O primeiro deles é a quebra da molécula de glicerol (substância existente na versão original do óleo de peixe).

A quebra da molécula do óleo de peixe permite a criação do Ômega 3 EE

A quebra da molécula de glicerol é feita por meio de um processo hidrolisador, ou seja, a quebra da estrutura da molécula em pedaços menores. Na prática, é como se existissem três fileiras de elementos que, unidas, formam o glicerol. Com a separação, torna-se possível retirar alguns ácidos graxos e substitui-los por DHA e EPA (os ácidos essenciais que representam a quantidade de ômega 3 no suplemento).

Nesse processo, é necessário o uso de etanol para estabilizar os elementos, fator que torna os ácidos graxos ésteres etílicos (EE). O ômega 3 EE aumenta a oferta de ômega 3 em até 60% na cápsula de óleo de peixe, e dessa oferta, consegue disponibilizar até 110 mg de ômega 3 em 250 ml de sangue.

Ou seja, essa forma oferece 44% de biodisponibilidade para o corpo, o que representa o quanto de ômega 3 consegue ser absorvido para o sangue e oferecido para o corpo utilizar.

E como se forma o Ômega 3 TG?

Para formar o ômega 3 TG, o processo ganha uma nova etapa depois de se tornar EE, que é a retirada da molécula de etanol.

Essa retirada faz com que os triglicerídeos sofram uma nova mudança na composição pela adição da molécula de glicerol novamente. Lembra dela? Aquela que já existia na composição original do óleo de peixe? Pois é, agora ela se assemelha com o ômega 3 natural de novo.

Assim como o ômega 3 EE, o ômega 3 TG também consegue oferecer até 60% de ômega 3 na cápsula de óleo de peixe. No entanto, oferece 72% de biodisponibilidade de ômega 3 para o corpo, 30% a mais quando comparado ao ômega 3 EE.

Ômega 3 TG ou EE: qual é melhor?

Já entendemos quais as diferenças na formação técnica desses dois tipos de Ômega 3. No entanto, qual a implicação prática desse processo todo? Qual é melhor para você consumir? O Ômega 3 TG ou EE?

Existem diversos estudos na área sobre esse tema, mas de modo geral, a maioria aponta para máximo aproveitamento dos benefícios utilizando da versão TG do ômega 3. Essas pesquisas sugerem a maior biodisponibilidade do ômega TG em relação ao EE

Ou seja, na dúvida entre o TG ou EE, a primeira opção é mais interessante. É com ela que seu corpo aproveitará melhor o nutriente e você poderá obter os máximos resultados do suplemento. No entanto, precisamos destacar que qualquer versão do óleo de peixe que você consumir já será útil na tentativa de aumentar os níveis de EPA e DHA no sangue.

Não deixe de avaliar os rótulos e, claro, os preços de cada produto. Existem ótimas opções no mercado com excelente custo x benefício do suplemento de ômega 3.

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