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Ômega 3 TG ou EE – Entenda a diferença

ômega 3 TG ou EE.
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O ômega 3 é um dos suplementos mais consumidos atualmente, com uma ampla variedade de marcas que o comercializam. Os suplementos de cada marca variam em preço, qualidade da matéria prima, quantidade de ômega 3 por cápsula, entre outros.

Essas diferenças geram dúvidas no consumidor, que muitas vezes não sabe por onde começar para escolher o melhor ômega 3 para sua rotina. Uma dessas dúvidas é na escolha do ômega 3 TG ou EE.

O ômega 3 é uma gordura, e seus suplementos são feitos a partir de óleo de peixe. Triglicerídeos reesterificados (TG) e ésteres etílicos (EE) são diferentes formas de composição do suplemento de ômega 3. 

Qual a diferença entre TG e EE para EPA e DHA?

Não confunda TG e EE com ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosaexaenoico (DHA), as formas naturais do ômega 3. EPA e DHA são as formas encontradas em alimentos, e responsáveis por todos os benefícios do nutriente.

O óleo de peixe, matéria prima do suplemento de ômega 3, oferece quantidades muito pequenas de EPA e DHA por cápsula (1000mg) em sua forma natural. Com isso, a indústria farmacêutica percebeu que seria possível aumentar a concentração de EPA e DHA por cápsula alterando a estrutura da matéria-prima.

Dessa forma, para que o suplemento de ômega 3 ofereça boas quantidades do nutriente e seja efetivo ao corpo humano, é preciso que o óleo de peixe passe por alguns processos.

Como é formado o ômega 3 EE

O EPA e DHA são ácidos graxos, moléculas de gordura pequenas. No óleo de peixe natural existem moléculas de gorduras maiores, conhecidas como glicerol, formadas pela ligação dos próprios ácidos graxos.

Ao quebrar essa molécula grande do glicerol, separando seus ácidos graxos, é possível retirá-los e substituí-los por outros ácidos graxos, no caso EPA e DHA. Esse processo aumenta a oferta de ômega 3 em até 60% no óleo de peixe.

O nome EE vem do uso de etanol no processo, que permite a estabilização da matéria-prima para fazer a troca das gorduras. Assim os ácidos graxos se tornam ésteres etílicos (EE)

Nesse formato de EE, quando o suplemento de ômega 3 é ingerido, nosso organismo consegue absorver e utilizar 44%, o que chamamos de biodisponibilidade do nutriente.

Como é formado o ômega 3 TG

Para formar o ômega 3 TG, o processo ganha uma nova etapa depois de se tornar EE, que é a retirada da molécula de etanol junto com a adição das moléculas de glicerol.

Glicerol é a molécula de gordura grande quebrada para a substituição de seus ácidos graxos por EPA e DHA. Quando ela é retornada para a composição do óleo de peixe, a matéria-prima fica mais próxima da sua forma natural.

Como o EE, o ômega 3 TG fornece 60% mais ômega 3 no óleo de peixe do que sua composição original. No entanto, o que muda aqui é a absorção e aproveitamento pelo corpo. O ômega 3 TG tem uma biodisponibilidade de 72%, 30% a mais que a forma EE.

Ômega 3 TG ou EE: qual é melhor?

Após entender as diferenças técnicas entre as composições do suplemento de ômega 3, fica fácil escolher qual o melhor. O ômega 3 TG fornece um maior percentual de absorção e aproveitamento do nutriente, com consequente aumento dos benefícios para o nosso corpo.

Além da escolha da melhor composição, outros diferenciais entre marcas também influenciam na qualidade do suplemento. Esteja sempre atento ao rótulo para fazer a melhor escolha.

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Nutricionista e Mestre em Ciências pela UNIFESP.

Experiência acadêmica em pesquisa científica. Atua como professora convidada em cursos de graduação e pós graduação na área da saúde.

Profissional com sólida formação em pesquisa e inovação. Atua na interseção entre o desenvolvimento de produtos com base em ciências e inovação para a saúde, e o marketing de conteúdo.

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