O colágeno tipo 2 atua principalmente em dores relacionadas a cartilagem e articulações. Essas dores, são denominadas como dores reumáticas (dores relacionadas a processos inflamatórios no organismo).

Nesse post vamos te trazer tudo o que precisa saber para que serve o colágeno tipo 2, quais as principais doenças beneficiadas, 10 sinais de dores que o colágeno tipo 2 pode auxiliar a diminuir e prevenir além das recomendações para a sua suplementação.   

O que é o colágeno tipo 2?

O colágeno tipo 2 é uma proteína presente em nosso organismo e produzida por condrócitos. Os condrócitos são células do tecido cartilaginoso presente na matriz extracelular, que compõem mais de 50% da cartilagem de hialina. E  cartilagem de hialina, está presente como revestimento em nossos ossos nos locais de impacto, auxiliando os movimentos.

Dos colágenos existentes nas cartilagens, o do tipo 2 é o mais abundante. Para você ter uma ideia do quanto ele representa, basta analisar os dados sobre o peso de uma cartilagem desidratada, em que o colágeno tipo 2 corresponde a 95% do peso total, e os 5% restantes correspondem aos colágenos dos tipos 6, 9, 10 e 11.

principal função do colágeno tipo 2 é fornecer a estrutura das cartilagens, permitir os movimentos articulares e evitar o contato direto entre os ossos.

Com o passar dos anos, nosso corpo perde naturalmente o ritmo da produção do colágeno, e a herança genética e fatores ambientais como: a pratica intensa e frequente de atividade física de alto impacto e doenças como a obesidade, contribuem para a redução do colágeno tipo 2 presente nas articulações.

Colágeno tipo 2 serve para quais tipos de dores?

O colágeno tipo 2 é recomendado principalmente para doenças que envolvem dores nas regiões das articulações, como: ombros, cotovelos, mãos, quadril, joelho e tornozelo. Que são classificadas como doenças reumáticas.

Existem muitas doenças reumáticas, as mais frequentes são: artrose (ocasionada devido ao desgaste da cartilagem), fibromialgia (dores generalizadas no corpo) e osteoporose (perda de massa óssea e má absorção de minerais e cálcio).

Mas essas doenças não são exclusivas para a população idosa, é comum em todas as faixas etárias. Desde muito cedo, a dor é presente no cotidiano dos brasileiros, o que muda é como a percebemos e tratamos.

De forma breve, vamos mostrar quais são os fatores de risco para o desenvolvimento dessas doenças e como prevenir, além de mostrar o porquê o colágeno tipo 2 pode favorecer o tratamento.

Fatores de risco e prevenção de dores articulares

O consumo de álcool, tabaco, estresse, sedentarismo, controle inadequado do peso ou alto nível de atividade física são agravantes para o desenvolvimento de dores em adultos e idosos.

Já para crianças ainda não é bem explicado pela comunidade científica, mas, sabe-se que o alto nível de atividade física e obesidade são fatores de risco para essa população.

A prevenção é controlar os fatores de risco, adotando uma dieta saudável, intercalar exercícios de alta intensidade com exercícios de baixo.

Nos próximos tópicos vamos apresentar as principais doenças e como utilizar o colágeno tipo 2.

Principais doenças articulares em adultos e idosos

As dores articulares envolvendo os adultos são as mesmas que se prorrogam até a terceira idade. Dentre as diversas dores escolhemos 3 para esclarecer um pouco mais, sendo elas: dores nas costas, tendinite e artrite.

Dor nas costas:

Importante ressaltar que existe mais de 70 causas descritas pela comunidade médica para dores nas costas e nem todas são de causas reumáticas (com características inflamatórias). Mas de modo geral são de especialidade do médico reumatologista.

Sintomas de dor nas costas reumatológica: A dor quando localizada na região da lombar e com inchaço na região, va melhorando durante a movimentação do dia e é pior ao acordar e ao dormir.

Segundo especialistas a dor pode chegar as nádegas, dura vários dias e melhora com anti inflamatórios (Sempre procure um médico antes de tomar qualquer medicação).

Tratamento: Atendimento médico é fundamental para identificar a causa da dor. Além disso, o tratamento complementar com os demais profissionais da saúde como fisioterapeuta para exercícios para aliviar a dor aguda e um bom planejamento alimentar prescrito por nutricionista auxiliam a diminuir o processo inflamatório. Os tratamentos propostos auxiliam a diminuir dor momentânea e de forma crônica auxilia a redução dos sintomas.

Dor nas costas e exercício: Dor nas costas é uma queixa comum em praticantes de atividade física regular, principalmente aquelas de alto impacto como: Crossfit®, corrida e tênis. A recomendação é melhorar a qualidade do sono entre os treinos, alimentação saudável e em casos de dores agudas persistentes, consultar o médico especialista.

Dor nas costas e trabalho: Sentir dor nas costas por posições e movimentos desconfortáveis durante a rotina do trabalho é uma condição comum.

Estudos científicos analisaram estratégias a serem utilizadas no ambiente de trabalho para diminuir a incidência de afastamento por essa causa, e ainda não chegaram a um consenso de uma medida efetiva.

Porém, promover projetos envolvendo ginástica laboral e ter um bom ambiente de trabalho são medidas simples e baratas que irão fazer muita diferença no seu dia a dia com relação a dores nas costas.

Tendinite:

Tendinite é um quadro inflamatório em um ou mais tendões por degeneração e traumas. Toda região de tendão do corpo pode desenvolver uma tendinite, as mais comuns são: Pé, joelho, mão e punho.

Tratamento: O tratamento para todos os tipos de tendinite envolvem repouso e fisioterapia.

Tendinite e exercício: Que algumas tendinites são comuns em algumas modalidades esportivas não é novidade, práticas que envolvem muitos saltos são mais propensas a desenvolver esse quadro, como: volêi, basquete e corrida.

Artrite:

A artrite se difere da tendinite por ser uma dor localizada na articulação, enquanto a tendinite é uma dor envolvendo toda região da articulação.

Tratamento: Os mesmos cuidados envolvendo a tendinite com possibilidade de intervenções cirúrgicas. Sempre avaliado junto ao médico.

Artrite e exercício: o ideal é usar como estratégia, exercícios leves e com o auxílio de um fisioterapeuta para montar o planejamento individualizado de acordo com as suas necessidades.

Principais doenças articulares em idosos

Apesar de não serem de modo geral fatais, essas doenças impactam diretamente na qualidade de vida do idoso. Dores muitas vezes diárias e persistentes, que além do problema relacionado a dor, também associa-se com o desenvolvimento de depressão e alterações no humor de forma negativa.

Comorbidades e doenças reumáticas em idosos

Associar uma doença reumática com comorbidades é mais um fator prejudicial para a qualidade de vida, já que limita movimentos e interage com outras condições.

A artrite por exemplo está presente em 49% dos adultos com doença cardíaca, 47% daqueles com diabetes mellitus e 31% dos com obesidade, 3 condições com grande impacto na saúde.

Além disso, a ansiedade e depressão são comuns em idosos com doenças reumáticas, o que prejudica a adesão a todas as formas de tratamento apresentadas nesse texto.

Dores inflamatórias e exercício físico – qual o melhor?

Especialistas de Harvard indicam:

Condicionamento aeróbico:

Exercícios que aumentem a frequência cardíaca e de baixo impacto como natação, ciclismo e caminhada leve. Esse tipo de exercício, é capaz de desenvolver adaptações benéficas ao corpo ajudando a ter uma menor chance de incidências de doenças cardíacas e diabetes.

Treinamento de resistência:

O fortalecimento dos músculos é fundamental para estabilidade da articulação.  Exercícios de contração dos músculos envoltos na articulação são primordiais para o controle da dor.

A medida que a dor é controlada, nada impede de realizar exercícios de musculação em academias, com aumento de cargas de modo progressivo e acompanhado por profissionais da área.

Exercícios de alongamento, flexibilidade e equilíbrio:

Para ajudar a desenvolver a amplitude do movimento, exercícios que envolvam alongamento são recomendados, como: yoga, aulas de alongamento e tai chi chuan.  

Porque colágeno tipo II e não I

Na verdade a associação de ambos é a melhor estratégia nutricional para a promoção da saúde, mas quando envolve suplementação e o nível de evidencia científica para recomendação, o colágeno tipo 2 conta com estudos científicos mostrando sua ação específica na região das articulações, enquanto o tipo 1 está envolvido com melhora da pele, unhas e fortalecimento do cabelo.

Um estudo piloto publicado em 2011 detectou uma melhora na cartilagem da região do joelho de 30 pacientes com osteoartrite após a suplementação de 10g de colágeno tipo 2 por um período de 48 semanas. O que reforça a sua suplementação de forma continua para aqueles que apresentam esse tipo de doença.

10 sinais de dores que a suplementação de colágeno tipo 2 pode ajudar:

  1. Dor no joelho
  2. Dor nas mãos ao digitar
  3. Dores generalizadas ao acordar e deitar
  4. Fraqueza inexplicável
  5. Dor no pé após exercício físico
  6. Dores de crescimento (para as crianças, principalmente de 8-12 anos)
  7. Dormências e formigamento pelo corpo constantes
  8. Tensão nos ombros
  9. Estalos constantes
  10. Fraturas constantes 

Recomendações de colágeno tipo 2

As recomendações segundo os pesquisadores da área são de 10g ao dia de colágeno tipo 2, todos os dias. O uso do suplemento não deve ser interrompido, usado diariamente, recomendação essa segura para a saúde.

Colágeno tipo 2 e dores articulares

Por fim, importante lembrar que as recomendações e o uso de suplementos alimentares devem ser avaliados de forma individual. E quando existir dúvidas sobre os seus benefícios para o organismo, procure acompanhamento profissional e orientação especializada baseada em artigos científicos e resultados comprovados para garantir a sua segurança.

Quer saber mais?

Que tal um desconto especial para experimentar um suplemento de colágeno de altíssima qualidade específico para as articulações e cartilagens?

Referências:

YEN, Yi-Meng. Assessment and treatment of knee pain in the child and adolescent athlete. Pediatric Clinics, v. 61, n. 6, p. 1155-1173, 2014.

COHEN, Ezra M. et al. A systematic review of psychosocial therapies for children with rheumatic diseases. Pediatric Rheumatology, v. 15, n. 1, p. 6, 2017.

SCHAAFSMA, Frederieke G.; ANEMA, Johannes R.; VAN DER BEEK, Allard J. Back pain: Prevention and management in the workplace. Best Practice & Research Clinical Rheumatology, v. 29, n. 3, p. 483-494, 2015.

ANDERSSON, G. B. Epidemiologic aspects on low-back pain in industry. Spine, v. 6, n. 1, p. 53-60, 1981.

OHANSSON, Melker Staffan et al. Incidence and prognosis of mid‐back pain in the general population: A systematic review. European Journal of Pain, v. 21, n. 1, p. 20-28, 2017.

THEIS, Kristina A.; BRADY, Teresa J.; HELMICK, Charles G. No one dies of old age anymore: a coordinated approach to comorbidities and the rheumatic diseases. Arthritis care & research, v. 69, n. 1, p. 1-4, 2017.

MCALINDON, T. E. et al. Change in knee osteoarthritis cartilage detected by delayed gadolinium enhanced magnetic resonance imaging following treatment with collagen hydrolysate: a pilot randomized controlled trial. Osteoarthritis and Cartilage, v. 19, n. 4, p. 399-405, 2011.