Considerada uma doença crônica, a osteoartrite (OA) pode levar à incapacidade funcional dos movimentos progressivo. Sua prevalência se verifica entre indivíduos com mais de 60 anos de idade.

É causada por um desequilíbrio entre a formação e a destruição das articulações, associada a uma variedade de condições como: sobrecarga mecânica, alterações bioquímicas da cartilagem e membrana sinovial e fatores genéticos. O principal sintoma é a dor, que normalmente piora com esforço físico e alivia com repouso.

O tratamento deve ser multidisciplinar e inclui uma combinação de terapias, com e sem medicamentos. Conheça agora 4 tipos de tratamentos não medicamentosos para a osteoartrite:  

  1. Exercício físico

Pode parecer estranha a ideia de praticar exercícios físicos com as dores que da OA, porém um regime de exercícios individualizados pode contribuir para o fortalecimento dos músculos e torno da articulação, evitando maior desgaste da região e a dor durante o movimento. Quanto mais flexível é a musculatura ao redor das articulações, mais estáveis elas ficam, assim, diminuindo o atrito entre os ossos, a dor e inflamação.    

  1. Controle de peso

Além de também ser considerado um fator de risco, o excesso de peso pode prejudicar pacientes com OA devido ao esforço que o joelho faz para a sustentação extra do peso corporal. O controle de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade que apresentam OA é essencial, pois além de diminuir a pressão aos joelhos, pode reduzir a dor e melhorar a capacidade funcional.

  1. Repouso

O repouso pode ser necessário, pois descansar a articulação pode aliviar a dor. O tempo de repouso é indicado por um profissional habilitado, pois um tempo prolongado, também, pode prejudicar, levando à  atrofia muscular e diminuição da mobilidade articular.    

  1. Alimentação e suplementação

Uma alimentação balanceada contribui para o fortalecimento das articulações, a diminuição da inflamação e a melhora da saúde óssea.

Entre os nutrientes benéficos, como ômega-3, cálcio, vitamina D e magnésio, encontra-se o colágeno tipo 2, que corresponde a 95% do peso da cartilagem desidratada. A deficiência do colágeno tipo 2 está associada com a diminuição da densidade óssea, e redução da elasticidade e força motora das articulações e dos ligamentos.