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Cúrcuma faz mal para os rins?

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7 minutos de leitura

Apesar dos seus inúmeros benefícios para a saúde, muitas pessoas têm dúvidas se a cúrcuma faz mal para os rins. Uma vez que ela é contraindicada para alguns casos específicos.

De modo geral, a cúrcuma apresenta diversas propriedades medicinais, devido ao seu alto poder anti-inflamatório e antioxidante.

O que a torna uma grande aliada para a prevenção e controle de doenças crônicas, como diabetes, pressão alta, Alzheimer e Parkinson.

Em contrapartida, embora haja o questionamento se a cúrcuma faz mal para os rins, não há dados na literatura que comprove se ela realmente prejudica as funções renais.

No entanto, o seu consumo deve ser moderado por pessoas com problemas nos rins. Devendo o uso ser feito apenas com orientação médica e nutricional.

Quem tem problema de rim pode usar cúrcuma?

A relação da cúrcuma com doenças renais ocorre porque esta raiz é fonte de potássio, um mineral que deve ser evitado por pacientes com doenças renais.

Já que estes indivíduos apresentam dificuldade em absorvê-lo e eliminá-lo.

Além disso, a cúrcuma contém altas concentrações de oxalato. Substância que, em excesso, pode favorecer a formação de pedras nos rins, especialmente em pessoas que têm predisposição genética.

Por essa razão, pessoas com problemas nos rins devem consumir a cúrcuma com moderação.

Devendo apenas utilizar pitadas na alimentação, e, de preferência, com orientação de um nutricionista.

Por outro lado, pessoas saudáveis não precisam parar de consumir cúrcuma temendo que ela cause problemas renais.

Pelo contrário, em doses ideais, ela pode até mesmo combater inflamações nos rins, prevenindo a formação de cálculos renais.

Qual o benefício da cúrcuma para os rins?

Por possuir ação anti-inflamatória e antioxidante, a cúrcuma induz o melhor funcionamento dos rins, ao combater a inflamação crônica e a oxidação excessiva gerada pelos radicais livres.

Por essa razão, ela pode ser consumida tanto para a prevenção como para o tratamento de doenças renais.

Entretanto, o ideal é consultar um nutricionista para ingeri-la em quantidades ideais, evitando o excesso.

Quem não pode tomar cúrcuma?

A cúrcuma é contraindicada para gestantes, lactantes, crianças, pessoas que fazem uso de medicamentos anticoagulantes e pacientes com doenças hepáticas.

Isso porque, ela pode favorecer a sangramento, parto prematuro, aborto espontâneo, dificuldade de crescimento e dificuldade de produção de leite materno. Podendo também piorar os casos de doenças no fígado.

Por outro lado, indivíduos com doenças renais e diabéticos não são contraindicados para consumir a cúrcuma.

Mas o uso deve ser feito apenas com orientação médica e nutricional, pois é preciso ter bastante moderação.

Qual a quantidade ideal de cúrcuma por dia?

Para garantir as propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes da cúrcuma, o ideal é consumir cerca de 250 a 500 mg de curcumina por dia.

Podendo obter essa quantidade em torno de 1 colher de sobremesa a 1 colher de sopa de cúrcuma por dia.

Por ser bastante, a suplementação de cúrcuma é uma opção, já que fornece altas concentrações de curcumina em apenas 1 ou 2 cápsulas.

No caso do suplemento, o recomendado é optar por um produto que tenha uma fonte de gordura na composição, como azeite de oliva, óleo de coco ou TCM (Triglicerídeos de Cadeia Média).

Qual é o melhor horário para tomar cúrcuma?

O melhor horário para tomar cúrcuma é junto das principais refeições, podendo salpicar por cima dos alimentos ou utilizar como tempero.

Além disso, também é possível optar por um suplemento de cúrcuma, o que facilita a ingestão de curcumina em concentrações ideais.

Neste caso, deve-se escolher um suplemento que tenha uma fonte gordurosa na composição, a fim de garantir uma melhor biodisponibilidade da curcumina.

Quais são os alimentos que fazem mal para os rins?

1 – Embutidos

Os embutidos, como calabresa, salsicha, presunto e peito de peru, são uns dos principais alimentos que fazem mal para os rins.

Isso ocorre porque eles são ricos em sódio, gorduras saturadas e aditivos químicos que favorecem a insuficiência renal.

Por isso, eles devem ser consumidos com muita moderação, e, se possível, evitados.

2 – Sal em excesso

O sal em excesso por si só já é um grande vilão para todo o organismo, favorecendo a doença renal crônica. Isso porque, ele pode levar a formação de pedras nos rins e a disfunção renal.

Por essa razão, pessoas com doenças renais devem ter o cuidado redobrado com o sal na alimentação. Uma vez que ele pode piorar o problema.

3 – Alimentos ricos em açúcar e carboidratos refinados

Os alimentos ricos em açúcar e carboidratos refinados, como pão branco, biscoitos, sorvetes e massas em geral, podem dificultar o processo de filtragem dos rins. O que, a longo prazo, pode levar a insuficiência renal.

Esse risco pode ser ainda mais aumentado em diabéticos. Já que a diabetes é mais um fator de risco para problemas renais.

4 – Carne bovina em excesso

Se consumida em excesso, a carne bovina pode ser um dos alimentos que fazem mal para os rins, pois ela é rica em gordura saturada. Que, por sua vez, favorece à doença renal crônica.

Além disso, pacientes com problemas nos rins devem consumir carne bovina com muita moderação. De preferência com orientação nutricional.

Mitos e verdades sobre a cúrcuma para os rins

1 – Cúrcuma causa pedras nos rins

MITO! Se consumida em doses ideais, a cúrcuma não causa pedra nos rins em pessoas saudáveis.

O que pode acontecer é ela aumentar os riscos de problemas renais em indivíduos com predisposição genética. Mas isso só ocorre se a ingestão for excessiva.

2 – Pessoas com doenças renais devem usar a cúrcuma com orientação médica

VERDADE! Por ser rica em potássio e oxalato, pessoas com doenças renais devem consumir a cúrcuma com moderação. Mas isso não significa que ela deve ser evitada!

Quer saber mais?

Referências

BADRELDIN, H. A. et al. A curcumina melhora a função renal e o estresse oxidativo na doença renal crônica experimental. Basic & Clinical Pharmacology & Toxicology. v. 122, p. 65-73, 2018.

GHOSH, S. S. et al. Curcumin and Chronic Kidney Disease (CKD): Major Mode of Action through Stimulating Endogenous Intestinal Alkaline Phosphatase. Molecules. v. 19, p. 20139-20156, 2014.

MARCHI, J. P. et al. CURCUMA LONGA L., O AÇAFRÃO DA TERRA, E SEUS BENEFÍCIOS MEDICINAIS. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR. v. 20, n, 3, p. 189-194, 2016.

VERMA, R. K. et al. Medicinal properties of turmeric (Curcuma longa L.): A review. International Journal of Chemical Studies. v. 6, n. 4, p. 1354-1357, 2018.

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Nutricionista pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e pós graduada em Comportamento Alimentar pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS).

Experiência acadêmica em pesquisa científica e produção de conteúdos com embasamento científico. Trabalha com marketing de conteúdo, com foco na divulgação de informação de qualidade baseada em ciência sobre alimentação e suplementação.

Marcações:

2 comentários em “Cúrcuma faz mal para os rins?”

  1. José Vianez dos Santos

    Utilizo a raiz do Açafrão como cha de infusão em um concentração baixa por nao ter meios de padronizar.
    Ralo uma quantidade aproximada de 1cm no fundo de uma chicara de 150ml, fundo tipo cone adiciono agua fervente aguardo uns 40 min. Filtro divido o conteúdo por 2.

    1. Boa tarde!

      Parece que você está fazendo uma infusão de raiz de açafrão para criar uma bebida. Açafrão (Curcuma longa) é conhecido por suas propriedades antioxidantes e potencial benefício para a saúde. Sua infusão pode ser uma maneira de aproveitar esses benefícios.

      No geral, a infusão de açafrão é uma maneira interessante de incorporar essa especiaria em sua dieta, mas a dosagem, o sabor e os benefícios podem variar. A experimentação e o acompanhamento profissional podem ser úteis ao incorporar novos elementos à sua rotina alimentar. 😉

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