O transtorno do espectro autista (TEA), conhecida popularmente como autismo, apresenta como principais características um comprometimento da interação social, além da comunicação verbal e não verbal. Começando normalmente antes de três anos de idade, porém com casos de desenvolvimento do transtorno após essa idade. 

Aqui você saberá qual a relação do ômega 3 com o transtorno, os fatores relacionados ao seu desenvolvimento e como o ômega 3 pode ajudar o tratamento da criança com transtorno do espectro autista.

Para saber mais funções e benefícios do ômega 3 veja a explicação da nutricionista Dra. Priscila Gontijo

Relação do Ômega 3 com Transtorno do Espectro Autista 

Acredita-se que a relação do ômega 3 com o transtorno se deva pelo modo como nos alimentamos. O que queremos dizer é que cada vez mais ingerimos alimentos ultraprocessados e de baixo valor nutricional.

Com isso, sobe junto o consumo de gorduras poliinsaturadas como o ômega 6 e diminui a quantidade de ômega 3. Esse aumento de ômega 6 associado ao baixo consumo de ômega 3, desregula o equilibrio entre as gorduras favorecendo o quadro de inflamação no organismo. E isso acaba por afetar o sistema nervoso central, e pode ser um dos fatores associados ao desenvolvimento da doença.

Fatores associados ao desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista

Alguns fatores associados a gravidez são descritos pelos estudiosos da área. Pesquisadores de Nova York afirmam que o parto prematuro, baixo peso ao nascer, infecções materna, tratamentos de infertilidade, poluentes ambientais, obesidade e diabetes, aumentam o risco da criança desenvolver TEA. 

Ômega 3 para o Transtorno do Espectro Autista

A suplementação de ômega 3 tem sido estudada como terapia complementar aos sintomas cognitivos da criança com TEA. E apesar de algumas limitações, os resultados são muito relevantes para essas crianças e suas família. 

Por exemplo, Médicos americanos dividiram 31 crianças de 11meses a 3 anos com sintomas de TEA em 2 grupos. Um grupo que suplementou por 3 meses com um suplemento que continha omêga 3 (338mg de EPA e 225mg de DHA), ômega 6 (83mg de GLA) e ômega 9 (306mg).

E outro grupo controle, sem intervenção de qualquer suplemento. Eles avaliaram as crianças sobre aspectos do desenvolvimento da linguagem, e concluiram que as crianças que suplementaram apesar de não ter desenvolvido a produção de palavras, aumentou o uso de gestos.  

Enquanto outro estudo fez uma revisão de vários estudos e concluiram que não melhora aspectos de funcionalidade na criança com TEA. Contudo, melhora sintomas como hiperatividade, letargia e estereotipia. Além desses sintomas, sinais de raiva, também se tornaram menos frequente com a suplementação.

Ômega 3 para Síndrome de Asperger

A síndrome de Asperger é um estado do espectro autista, com maior interação social e funcionalidade motora. Normalmente são desajeitadas com as relações pessoais e possuem interesses específicos os quais querem saber o máximo possível. 

Acredita-se que os resultados obtidos para o TEA também são observados nesse estado. Porém, assim como pro TEA a suplementação de ômega 3 para a síndrome de Asperger não é consenso de eficácia, porém alguns resultados positivos apoiam a ideia de se usar a suplementação de ômega 3 como terapia complementar.

Dosagem ômega 3 para o Transtorno do Espectro Autista

Não existe uma recomendação específica para esse grupo, o ideal é seguir a recomendação por idade que exigem maiores concentrações de DHA até os 2 anos de idade devido o desenvolvimento de orgãos como o cérebro. A recomendação diária varia de 0.6 a 1.200 mg de ômega 3, principalmente EPA e DHA.

Melhor ômega 3 para o Transtorno do Espectro Autista

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Referências:

CHENG, Yu-Shian et al. Supplementation of omega 3 fatty acids may improve hyperactivity, lethargy, and stereotypy in children with autism spectrum disorders: A meta-analysis of randomized controlled trials. Neuropsychiatric disease and treatment, v. 13, p. 2531, 2017.

FARAS, Hadeel; AL ATEEQI, Nahed; TIDMARSH, Lee. Autism spectrum disorders. Annals of Saudi medicine, v. 30, n. 4, p. 295-300, 2010.

MODABBERNIA, Amirhossein; VELTHORST, Eva; REICHENBERG, Abraham. Environmental risk factors for autism: an evidence-based review of systematic reviews and meta-analyses. Molecular autism, v. 8, n. 1, p. 13, 2017.

SHEPPARD, Kelly W. et al. Effect of omega-3 and-6 supplementation on language in preterm toddlers exhibiting autism spectrum disorder symptoms. Journal of autism and developmental disorders, v. 47, n. 11, p. 3358-3369, 2017.

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MAZAHERY, Hajar et al. A randomised controlled trial of vitamin D and omega-3 long chain polyunsaturated fatty acids in the treatment of irritability and hyperactivity among children with autism spectrum disorder. The Journal of steroid biochemistry and molecular biology, v. 187, p. 9-16, 2019.

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