Ômega 3, 6 e 9 | O que são e as diferenças

| | , ,

Talvez você já tenha ouvido falar em ômega 3, 6 e 9 e ficou se perguntando o que era cada um deles e para que eles serviam. Nesse post vamos te explicar as diferenças e semelhanças, benefícios e funções dessas gorduras. Confira:

O que os ômegas 3, 6 e 9 têm em comum?

  • Estrutura

O fator principal que faz com que essas moléculas sejam da mesma família, é a semelhança de suas estruturas químicas. Os ômegas 3, 6 e 9 são formados por uma cadeia de 18 a 22 carbonos, então, são denominados de cadeia longa.

Estruturas dos ômegas 9, 6 e 3
Estruturas dos ômegas 9, 6 e 3
  • Insaturação

O termo insaturação se refere à dupla ligação que os carbonos possuem em sua cadeia e, neste caso, todos os ômegas possuem pelo menos uma dupla ligação. Isso faz com que pertençam ao grupo dos ácidos graxos insaturados.

Quais as diferenças entre os ômegas 3, 6 e 9?

  • Posição da insaturação

Como já foi adiantado no tópico anterior, a posição em que aparece a primeira insaturação determina o tipo de ômega. Ou seja, se ela acontece no terceiro carbono da cadeia, a molécula se chama ômega 3, se aparece no sexto carbono da cadeia ele é ômega 6, se aparecer pela primeira vez no nono carbono da cadeia, ele é um ômega 9.

  • Número de insaturações

Dentre os ácidos graxos existe uma última divisão, os poli-insaturados. Esses são aqueles que possuem mais de uma insaturação, e os monoinsaturados, quando possuem apenas 1 insaturação.

Os ômegas 3 e 6 são ácidos graxos poli-insaturados, enquanto o ômega 9 é monoinsaturado.

  • Essencial e não essencial

Quando é necessário adquirir o nutriente por meio da alimentação, pois o nosso corpo não é capaz de produzi-lo, ele é chamado de essencial. Neste caso, é preciso ingerir a substância e estar atento às quantidades, pois o nutriente realiza a manutenção e o equilíbrio do organismo.

Os ômegas 3 e 6 não são produzidos pelo corpo, ou seja, são considerados essenciais, enquanto o ômega 9 é fornecido pelo corpo, caracterizado como não essencial.

  • PARA QUÊ SERVEM E QUAIS OS BENEFÍCIOS DOS ÔMEGAS 3, 6 E 9?

Como toda gordura, os ômegas são responsáveis por fornecer energia ao corpo, pela manutenção de órgãos e nervos em suas devidas posições e regularização da temperatura corporal. No entanto, eles se destacam por promoverem a formação de moléculas que desempenham papéis fundamentais no nosso corpo, como as prostaglandinas e os mediadores lipídicos.

E essas substâncias com nome estranho conseguem estimular a produção do colesterol HDL (considerado bom), e realizam o transporte de substâncias lipossolúveis (que se dissolvem em gordura) indesejadas pelo organismo, como o colesterol LDL (conhecido por ser o colesterol ruim), por isso essas gorduras estão associadas à diminuição do risco de doenças cardíacas.

Veja alguns benefícios dos ômega 3, 6 e 9:

  • Atuam na produção de hormônios e células do sistema de defesa do corpo;
  • Auxiliam no combate à infecções e inflamações;
  • Previnem doenças cardíacas;
  • Melhoram o desempenho cerebral;

Mas esta é a principal diferença entre os ômegas, enquanto as classes 3 e 9 estimulam a produção de células anti-inflamatórias que ajudam a combater inflamações, o ômega 6 promove um perfil pró-inflamatório, adequado para combater lesões e infecções agudas. Sendo assim, os ômegas desempenham funções opostas dentro do corpo.

  • Exemplos de ômega 3, 6 e 9

Você já ouviu falar de alguns nomes mega difíceis de ácidos que estão associados aos ômegas? Esses ácidos representam cada classe dos ômegas, portanto, são todos moléculas do grupo dos ômegas, mas de classes diferentes, vamos entender quem é quem?

Ômega 3: ácido eicosapentanoico (EPA), ácido decosahexaenoico (DHA), ácido alfalinolênico (ALA)

Ômega 6: ácido linoleico (LA) e ácido araquidônico (AA).

Ômega 9: ácido oleico

  • ALIMENTOS RICOS EM ÔMEGA 3, 6 E 9?

O ômega 9, além de ser produzido pelo nosso corpo, é facilmente encontrado em ingredientes bastante utilizados na culinária brasileira, como o azeite de oliva e óleo de dendê.

O ômega 6 também é facilmente encontrado nos alimentos e ingredientes utilizados na culinária, como óleos de girassol, milho, canola e em gordura de animais.

Já o ômega 3 é encontrado na gordura de peixes, crustáceos, algas marinhas e sementes como chia e linhaça. Apesar de serem alimentos conhecidos, eles não são consumidos com a frequência recomendada para se obter o mínimo da necessidade diária de ômega 3.

Outra maneira de suprir as necessidades do organismo pelo nutriente, é através da suplementação.

Tabela Resumo sobre Ácidos graxos insaturadosômega 3 6 9

Existe relação de consumo entre os ômegas 3, 6 e 9?

Sim, principalmente entre o ômega 6 e 3, pois não são produzidos pelo corpo. Recomenda-se uma proporção de 1:1 (para cada grama de ômega 6, uma de ômega 3) ou 2:1.

Na alimentação da cultura ocidental, foi visto uma proporção de 16:1 de ômega 6 e ômega 3, muito acima do recomendado. Isso acontece pela facilidade com que o ômega 6 é encontrado nos alimentos mais consumidos pelos ocidentais, somado a dificuldade de consumir os alimentos fontes ômega 3 nas quantidades adequadas.

Os alimentos fontes de ômega 3 como os peixes gordos, crustáceos e algas, além de não fazerem parte da alimentação diária dos brasileiros, ainda precisariam ser consumidos em quantidades maiores para atingir a quantidade de ômega 3 diária necessária para a manutenção da saúde.

Por isso, é muito difícil adequar consumo de ômega 3 apenas através dos alimentos. 

Quer saber mais?

Que tal um desconto especial para experimentar um ômega 3 de altíssima qualidade?

Para conhecer um ômega 3 de qualidade e com certificação internacional comprovando ser livre de contaminação de metais pesados e diversos laudos técnicos de qualidade, conheça o Ômega 3 da Vhita!

 
Anterior

Ômega 3 emagrece?

Nutricionista: Como criar um site para o seu negócio

Próximo

Deixe um comentário