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Sintomas de fibromialgia: Quais são e como tratar? 

mulher com dores nos ossos da coluna
7 minutos de leitura

A fibromialgia é um enigma que assola milhões de pessoas ao redor do mundo. Ela se manifesta como uma dor crônica propagada pelo corpo, acompanhada por uma série de sintomas debilitantes.

Dessa forma, os sintomas de fibromialgia podem comprometer drasticamente a qualidade de vida e o bem-estar do indivíduo.

Por isso, a seguir, abordaremos todos os detalhes sobre essa condição e o que a ciência propõe para um tratamento mais eficaz. Confira!

Afinal, o que é a fibromialgia?

A fibromialgia é uma condição caracterizada por uma sensibilidade aumentada à dor. Portanto, ela é definida como uma dor crônica que se difunde por todo o corpo, tendendo a piorar no final do dia.

Desse modo, a dor na fibromialgia é tipicamente descrita como profunda e penetrante. Muitos pacientes relatam que sentem uma dor extrema “nos ossos” ou nos tecidos musculares.

Além disso, a doença também pode ser acompanhada por diversos outros sintomas, como sensação de inchaço, rigidez muscular, fadiga profunda, problemas cognitivos, alterações do humor e distúrbios do sono.

Bem como, tais sintomas podem variar em intensidade e frequência, mas são comumente incapacitantes, dificultando a realização das atividades diárias.

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Quais os sintomas de fibromialgia?

Os sintomas de fibromialgia podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns dos mais comuns são:

  • Dor crônica disseminada por todo o corpo, principalmente nas articulações, músculos e tendões;
  • Fadiga profunda e cansaço constante;
  • Distúrbios do sono, como insônia, sono fragmentado e sono não reparador;
  • Rigidez muscular, especialmente pela manhã;
  • Sensação de inchaço nas articulações;
  • Dor de cabeça;
  • Sensibilidade aumentada ao toque e à dor;
  • Tontura e vertigem;
  • Dormência e formigamento nos pés e nas mãos;
  • Mudanças de humor, como ansiedade e depressão;
  • Dificuldade de concentração, memória e atenção;
  • Problemas gastrointestinais, como dor abdominal, prisão de ventre, diarreia e síndrome do intestino irritável.

Qual o nível da dor na fibromialgia?

A intensidade da dor na fibromialgia pode variar de leve a incapacitante, e pode ser descrita como uma sensação profunda nos músculos ou na região das articulações.

Além disso, a dor tende a piorar ao longo do dia e pode ser acompanhada por uma sensação de inchaço, embora não haja inflamação nas articulações.

O que causa a fibromialgia?

Ainda não se sabe ao certo o que causa a fibromialgia, mas acredita-se que seja uma combinação de fatores genéticos, psicológicos e ambientais.

Além disso, existem evidências sugerindo que mudanças na composição química do cérebro estão associadas à fibromialgia.

Isso porque, é comum que pacientes apresentem desequilíbrios nos níveis de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e noradrenalina, os quais afetam a sensação de dor e humor.

Assim como, eventos traumáticos emocionais ou físicos também podem ser desencadeadores da fibromialgia. Por exemplo, um acidente, uma lesão ou um evento traumático podem levar aos sintomas da doença.

Para mais, é importante mencionar que infecções e algumas condições médicas, como a artrite reumatoide e demais doenças reumáticas, podem aumentar as chances da fibromialgia.

Bem como, indivíduos afetados por transtornos do sistema nervoso central podem ter riscos aumentados de desenvolver fibromialgia, já que tendem a apresentar uma resposta exacerbada à dor.

Como funciona o tratamento da fibromialgia?

Embora a fibromialgia não tenha cura, o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Neste caso, a fisioterapia pode ajudar a melhorar a flexibilidade, a força muscular e a amplitude de movimento.

Além disso, é importante que haja mudanças no estilo de vida, como manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente, gerenciar o estresse e manter uma boa noite de sono, pois ajudam a melhorar os sintomas de fibromialgia.

Assim como, o tratamento psicológico também pode ajudar a lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão, que são sintomas comuns da doença.

Em alguns casos, também pode ser necessário o uso de remédios antidepressivos e anticonvulsivantes para ajudar a melhorar o humor e aliviar a dor.

Coenzima Q10: nova aliada promissora para combater os sintomas de fibromialgia

A coenzima Q10, também conhecida como CoQ10, é uma substância vital encontrada em todas as células do nosso corpo.

Com isso, ela exerce um papel importante na produção de energia e na proteção das células contra os radicais livres.

Desse modo, estudos recentes sugerem que a CoQ10 apresenta efeitos positivos na redução da dor na fibromialgia, devido às suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, que reduzem a inflamação e o estresse oxidativo associados à condição.

Além disso, a substância ajuda a reduzir a fadiga, já que melhora a função mitocondrial. Motivo pelo qual também a torna importante para combater a rigidez muscular.

Bem como, a suplementação com coenzima Q10 pode ajudar a melhorar a qualidade do sono, pois contribui para a regulação dos ritmos circadianos e para a produção adequada de melatonina.

No mais, um outro ponto de destaque da CoQ10 na fibromialgia é que ela pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico, que tende a ficar fragilizado com a condição.

Dessa forma, ela reduz a incidência de infecções e promove a recuperação mais rápida de doenças.

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Suplementação de magnésio na fibromialgia

Além da coenzima Q10, o magnésio é um outro nutriente que apresenta resultados promissores no alívio dos sintomas de fibromialgia.

Isso ocorre, pois, o magnésio é um mineral que exerce funções essenciais em diversos processos fisiológicos, como a produção de energia, a contração muscular, a função nervosa e a regulação da pressão arterial.

Logo, o magnésio oferece uma série de benefícios para pessoas com fibromialgia, como alívio da dor, redução da fadiga e melhora do sono e do humor.

Além disso, estudos sugerem que pessoas com fibromialgia podem ter níveis mais baixos de magnésio no sangue e nos músculos. O que torna-se mais um motivo para a necessidade da suplementação.

Um estudo publicado na revista Rheumatology International avaliou o efeito da suplementação com magnésio em 60 mulheres com fibromialgia.

Com isso, as participantes que receberam o suplemento por oito semanas apresentaram uma redução significativa na dor, na fadiga e na ansiedade, além de uma melhora na qualidade do sono.

Quer saber mais?

Referências

BOULIS, M.; BOULIS, M.; CLAUW, D. Magnesium and Fibromyalgia: A Literature Review. Journal of Primary Care & Community Health, v. 1, n. 2, p. 1-7, 2021.

MACIAN, N. et al. Short-Term Magnesium Therapy Alleviates Moderate Stress in Patients with Fibromyalgia: A Randomized Double-Blind Clinical Trial. Nutrients, v. 14, n. 2088, p. 1-15, 2022.

MARISCAL, F. M. G. et al. Coenzyme Q10 Supplementation for the Reduction of Oxidative Stress: Clinical Implications in the Treatment of Chronic Diseases. International Journal of Molecular Sciences, v. 71, n. 7870, p. 1-19, 2020.SIRACUSA, R. et al. Fibromyalgia: Pathogenesis, Mechanisms, Diagnosis and Treatment Options Update. International Journal of Molecular Sciences, v. 22, n. 3891, p. 1-31, 2021.

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Nutricionista pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e pós graduada em Comportamento Alimentar pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS).

Experiência acadêmica em pesquisa científica e produção de conteúdos com embasamento científico. Trabalha com marketing de conteúdo, com foco na divulgação de informação de qualidade baseada em ciência sobre alimentação e suplementação.

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