A falta de vitamina D na gravidez é prejudicial não só durante a gestação, mas sabia que também traz consequências durante a amamentação e até mesmo na infância?

Aqui nesse post você vai saber de acordo com os estudos, que estão sempre referenciados aqui no final do nosso post, o que pode causar a falta de vitamina D na gravidez, quais são os riscos, e como prevenir a falta de vitamina D na gravidez. 

O que pode causar a falta de vitamina D na gravidez

A prevalência da deficiência de vitamina D durante a gravidez chega a 50% entre as gestantes, e isso acontece por dois principais dois motivos:

1°- Baixa exposição solar

2°- Baixo consumo de alimentos fontes de vitamina D

E isso pode acontecer por diferentes motivos, como:

  • Motivos e causas da baixa exposição solar que levam a falta de vitamina D na gravidez

Apesar de ser extremamente importante o uso de protetores solares, a utilização de protetores solares com fator de proteção a partir de 30 reduz a nossa produção de vitamina D em cerca de 95%(1).

Pessoas de pele mais escura possuem naturalmente maior proteção contra os raios solares, inclusive aos raios UVB, que são os responsáveis pela produção em nosso corpo de vitamina D. Além disso o envelhecimento também diminui naturalmente a produção de vitamina D.

A poluição e nebulosidade são outros responsáveis pelo bloqueio da chegada dos raios UVB em nossa pele que nos impossibilita de ter as quantidades adequadas de vitamina D durante a gravidez(2).

  • Motivos e causas do baixo consumo de alimentos fontes de vitamina D

Esse motivo é comum não só para as grávidas, mas como para toda a população. Pois os alimentos que são considerados fontes de vitamina D, aqui no Brasil são limitados.

A principal fonte de alimentos ricos em vitamina D são os peixes gordurosos como salmão, sardinha e cavala por exemplo. Mas além dos peixes gordurosos, também existem alguns fungos e cogumelos como o shiitake que são ricos em vitamina D. 

A grande questão é que esses alimentos não são comuns na alimentação da maioria dos brasileiros, e de grande parte da população mundial também. Em alguns países, existem políticas públicas de enriquecimento de alimentos lácteos com vitamina D, como leite e ovos, mas no Brasil esse tipo de política pública não existe. 

  • Outras causas e motivos da deficiência de vitamina D na gravidez

Mas além dessas duas principais causas, a falta de vitamina D na gravidez também pode acontecer em gestantes nas seguintes situações:

  • Apresenta alguma doença digestiva.
  • Utilize medicamentos anticonvulsivantes, glicocorticoides ou esteja em tratamento de HIV.
  • Insuficiência hepática grave, doença crônica granulomatosa, alguns tipos de câncer e no hipoparatireoidismo.

Riscos da falta de vitamina D na gravidez 

Os principais riscos que a falta de vitamina D na gravidez pode trazer para a gestante é o maior risco de pré-eclâmpsia, em que os principais sintomas são o aumento da pressão arterial e aumento de proteínas na urina.

A pré-eclâmpsia pode se desenvolver e resultar em eclampsia, em que ocorrem convulsões que podem levar tanto a gestante quanto o feto à óbito.

Além disso, a falta de vitamina D na gravidez é relacionada também com maior resistência à insulina, diabete gestacional e maiores chances da necessidade de um parto prematuro e necessidade de cesariana(3). 

Riscos da deficiência de vitamina D durante a infância 

Nos filhos de mães que tiveram deficiência de vitamina D durante a gestação, alguns estudos relacionam maiores quadros de resfriados e sintomas relacionados até os 5 anos de vida. Além de quadros alérgicos, como asma, eczema e rinite(4).

Como prevenir e tratar a falta de vitamina D na gravidez

A suplementação de vitamina D é amplamente recomendada durante a gestação para diminuir todos os riscos associados a deficiência. Mas ainda não existe uma dose exata recomendada para o período, pois depende do nível de vitamina D no sangue encontrado. 

O ideal é a busca de orientação médica para adequada prescrição. Mas caso o consumo seja apenas para manutenção dos níveis adequados de vitamina D no organismo é recomendado a utilização de um suplemento, e não medicamento.

A grande diferença entre um suplemento e um medicamento é que o suplemento de vitamina D terá no máximo 2000 UI. Enquanto um medicamento apresenta doses maiores que podem trazer efeitos colaterais quando não existe um quadro de deficiência na gestante.

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Referências:

1- MULLIGAN, Megan L. et al. Implications of vitamin D deficiency in pregnancy and lactation. American journal of obstetrics and gynecology, v. 202, n. 5, p. 429. e1-429. e9, 2010.

2- URRUTIA‐PEREIRA, Marilyn; SOLÉ, Dirceu. Deficiência de vitamina D na gravidez e o seu impacto sobre o feto, o recém‐nascido e na infância. Revista Paulista de Pediatria, v. 33, n. 1, p. 104-113, 2015.

3- KAUSHAL, Manila; MAGON, Navneet. Vitamin D in pregnancy: A metabolic outlook. Indian journal of endocrinology and metabolism, v. 17, n. 1, p. 76, 2013.

4- CAMARGO, Carlos A. et al. Cord-blood 25-hydroxyvitamin D levels and risk of respiratory infection, wheezing, and asthma. Pediatrics, v. 127, n. 1, p. e180-e187, 2011.