Pular para o conteúdo
Home » Todos os posts » Ocitocina: conheça os 11 principais efeitos do hormônio do amor!

Ocitocina: conheça os 11 principais efeitos do hormônio do amor!

ocitocina
7 minutos de leitura

Conhecida popularmente como hormônio do amor, a ocitocina é um neuro-hormônio produzido pelo hipotálamo, cujas funções principais são facilitar o parto e a amamentação, além de regular a libido e a expressão de sentimentos.

Já nos homens, a ocitocina tem o papel de aumentar a sensibilidade do pênis ao contato e facilitar a ejaculação.

Mas, além disso, este hormônio tem outras funções interessantes, porém pouco faladas, sendo um dos principais elementos responsáveis pela sensação de prazer, felicidade e bem-estar.

Pensando nisso, decidimos trazer os 12 principais efeitos da ocitocina para que você saiba a importância deste neuro-hormônio no nosso corpo. Confira!

Mas, afinal, quais são os benefícios desse hormônio?

Vamos, a seguir, aos benefícios desse hormônio.

1. Estimula o parto normal

Durante o trabalho de parto, a ocitocina age como um hormônio uterotônico. Ou seja, ela estimula as contrações do útero, induzindo o progresso da dilatação cervical e a saída do bebê.

Além disso, ela previne o sangramento excessivo após o parto. Por essa razão, em alguns casos, a ocitocina sintética costuma ser utilizada para induzir o trabalho ou combater hemorragia.

2. Atua na liberação do leite materno

Após o parto, a ocitocina exerce uma outra função crucial na amamentação. Durante a sucção do bebê, os seios da mãe geram impulsos nervosos que chegam ao cérebro e estimulam a liberação.

Ela, por sua vez, segue pela corrente sanguínea e chega às glândulas mamárias, onde estimula a liberação do leite materno por meio dos ductos mamários.

Com isso, o bebê também acaba ingerindo ocitocina através do leite materno, o que fortalece o vínculo entre mãe e filho, promovendo sensações de bem-estar, carinho, satisfação e afeto.

Toda essa resposta neuroendócrina é importante para um fluxo eficiente de leite materno, facilitando a alimentação do recém-nascido.

3. Regula a libido e aumenta o prazer sexual

Não é à toa que a ocitocina é conhecida como hormônio do amor. Isso porque, diversos estudos trazem que ela age em conjunto com a progesterona, na mulher, e a testosterona, no homem, para aumentar a libido e o prazer sexual.

Com isso, a ocitocina é liberada durante o contato íntimo, intensificando os vínculos emocionais e promovendo a intimidade.

Dessa forma, ela influencia na resposta sexual, estimulando a excitação e promovendo o orgasmo. Na mulher, ela facilita a lubrificação vaginal, enquanto que, no homem, favorece a ereção.

ocitocina

4. Melhora a sensibilidade do pênis e aumenta o volume do esperma

Por estimular o contato íntimo e a relação sexual, algumas pesquisas sugerem que a ocitocina também é responsável por melhorar a sensibilidade do pênis ao contato, permitindo que a ereção dure por mais tempo.

Além disso, um outro efeito observado nos homens é o aumento do volume de esperma. Acredita-se que ela atua estimulando as funções testiculares e favorecendo níveis hormonais sexuais adequados.

5. Reduz a agressividade nos homens

Estudos sugerem que a ocitocina está associada a comportamentos mais afiliativos e menos agressivos nos homens, uma vez que essa substância é liberada em resposta a interações sociais positivas, gerando empatia, confiança e cooperação.

No entanto, até o momento, os mecanismos de como isso acontece ainda não são completamente claros. Porém, acredita-se que ela atua regulando os efeitos da testosterona na agressividade.

6. Alivia dores

A liberação de ocitocina está relacionada a uma redução na percepção da dor, possivelmente agindo por meio de interações com o sistema nervoso central.

Além disso, acredita-se que a substância pode modular respostas emocionais à dor, contribuindo para uma sensação geral de bem-estar.

Por essa razão, algumas pesquisas têm investigado se ocorre redução nos níveis na fibromialgia, e se o uso de ocitocina sintética pode ser benéfico no tratamento da doença.

7. Fortalece o apego entre pais e filhos

Os efeitos não se limitam apenas a pais biológicos, mas também a pais adotivos.

No entanto, em se tratando da mãe biológica, alguns estudos indicam que, quanto mais ocitocina a mãe produz durante o primeiro trimestre da gravidez, mais ela tende a se envolver afetuosamente com o filho.

Já quanto à paternidade, acredita-se que a ocitocina é liberada a partir do envolvimento carinhoso com a criança, desde a barriga da mãe.

8. Combate a ansiedade e depressão

A ocitocina exerce um papel fundamental no combate à ansiedade e depressão, pois atua como um modulador neuro-hormonal.

Assim, como a substância está associada a estados emocionais mais positivos, sensação de bem-estar e menor resposta ao estresse, pesquisas sugerem que remédios à base de ocitocina podem ter efeitos antidepressivos e ansiolíticos.

Você conhece o Ômega 3 da Vhita e os seus diversos benefícios?

ômega 3

9. Diminui o estresse

A ocitocina atua no sistema nervoso central, reduzindo a resposta ao estresse e promovendo sensações de segurança e calma.

Dessa forma, ela regula a liberação de cortisol, diminuindo o estresse excessivo. O que, consequentemente, previne a ansiedade, depressão e fobia social.

10. Promove as interações sociais

A ocitocina intensifica a ligação emocional entre indivíduos, mediante a resposta de atividades sociais positivas, como carícias, abraços e beijos.

Assim, ela facilita a formação de vínculos afetivos, promovendo a confiança e a empatia.

11. Fortalece as relações amorosas

Nas relações amorosas, a ocitocina é liberada através de contato físico, como carinhos, olhares, abraços e beijos. Assim, ela aumenta as sensações de felicidade, prazer e bem-estar.

Alguns estudos sugerem que ela também pode estar envolvida com a fidelidade. Dessa forma, quanto mais estímulo desta substância existir, mais as pessoas tendem a se sentir atraídas por seus parceiros.

O que diminui a produção de ocitocina?

Alguns fatores que podem levar a redução na produção de ocitocina são:

  • ansiedade;
  • depressão;
  • estresse crônico;
  • solidão;
  • envelhecimento;
  • falta de estímulos externos;
  • deficiências hormonais, como testosterona, GH e estradiol;
  • hábitos não saudáveis (alcoolismo, tabagismo, sedentarismo e alimentação inadequada com excesso de carboidratos refinados, açúcar e gorduras saturadas e trans).

Como estimular a liberação de ocitocina?

O estímulo depende de vários fatores, como as condições de saúde de cada pessoa e o ambiente mais ou menos propício para a sua liberação.

No geral, estresse, depressão, ansiedade e solidão são agentes inibitórios de ocitocina. Enquanto que afeto, alegria, contato sexual e carinho são fatores estimulantes.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso da ocitocina sintética por meio de medicamentos, mediante orientação médica.

Gostou deste texto e quer continuar investindo em sua saúde e no seu bem-estar? Então siga a Vhita nas redes sociais!

Quer saber mais?

ômega 3

Referências

ALVES, A. L. et al. Hemorragia pós-parto: prevenção, diagnóstico e manejo não cirúrgico. FEMINA, v. 48, n. 11, p. 671-679, 2020.

LIMA, L. C. S. Concentrações de ocitocina, vasopressina e óxido nítrico no líquido cefalorraquidiano de mulheres com Migrânea e Fibromialgia. Tese (doutorado) – UFPE, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2017.

RUSSO, J. A.; NUCCI, M. F. Parindo no paraíso: parto humanizado, ocitocina e a produção corporal de uma nova maternidade. Interface (Botucatu), v. 24, p. 1-14, 2020.

SANTOS, K. K. C. et al. OCITOCINA, RECOMPENSA E A PSICOBIOLOGIA DAS DECISÕES SOCIAIS. Revista PsicoFAE (Pluralidades em Saúde Mental), v. 6, n. 1, p. 61-76, 2017.

5/5 - (1 voto(s))

Nutricionista pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e pós graduada em Comportamento Alimentar pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS).

Experiência acadêmica em pesquisa científica e produção de conteúdos com embasamento científico. Trabalha com marketing de conteúdo, com foco na divulgação de informação de qualidade baseada em ciência sobre alimentação e suplementação.

Marcações:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezessete + um =


The reCAPTCHA verification period has expired. Please reload the page.