A depressão tem se tornado uma doença cada vez mais recorrente na vida das pessoas. As patologias e os transtornos da mente estão altamente ligados a medicamentos, psicoterapia ou, em alguns casos, a combinações dos dois. Conheça uma nova proposta que pode ajudar no tratamento.

Mas antes, saiba o que é ômega 3, nesse vídeo da Dra Priscila Gontijo.

Ômega 3 e depressão

O ômega 3 foi relacionado com a depressão em 1998, quando cientistas notaram níveis mais baixos da substância no sangue dos pacientes que tinham a doença. Eles também notaram que em países onde o consumo médio de peixe é mais alto, os casos de depressão são menos recorrentes.

Em um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, foi revelado que idosos com depressão apresentam baixa concentração de ômega 3 no organismo.  

Na pesquisa, foram avaliadas 35 idosas diagnosticadas com depressão e em tratamento medicamentoso, e 35 idosas sem depressão, com idade média de 74 e 73 anos, respectivamente. 

Foram coletadas amostras sanguíneas das participantes para dosagem dos ácidos graxos e o grupo com depressão apresentou 1,97% de concentrações de ômega 3 no soro, enquanto o grupo controle apresentou 2,44%.

Já os índices de outro ácido graxo essencial (DHA) foram de 1,01% e 1,35%, respectivamente. Para Marina Balieiro Cetrulo, autora do estudo, esses resultados são inéditos no Brasil e são semelhantes aos da população europeia. 

Para sites internacionais como o Pubmed, há uma grande relação entre o consumo de ômega 3 e a depressão, porém ainda são necessários mais estudos para a validação desse resultado. O problema que está por trás das análises sobre o tema é a subjetividade do ser humano e da doença.

Para conseguir um diagnóstico completo e sem erros, seria necessário um aprofundamento no estudo envolvendo o estilo de vida do individuo (incluindo alimentação e exercícios físicos), o ambiente social, econômico e familiar, o estado emocional, suas relações atuais e passadas, além de muitos outros fatores.

Como o ômega 3 atua no corpo?

Quando o DHA encontrado no ômega 3 é incorporado pelas membranas celulares dos neurônios, o resultado é uma melhora da ligação dos neurotransmissores aos seus receptores.

Um estudo divulgou um aumento da oxigenação e nutrição para o cérebro causado pelo EPA, mostrando que esse tipo de ômega 3 também pode beneficiar a comunicação entre as células cerebrais. 

O DHA também está relacionado com o estímulo da produção de hormônios que estão em baixas concentrações no indivíduo depressivo, melhorando a atividade do eixo hipotalâmico da adrenal pituitária, o qual integra o sistema neuroendócrino, que regula o humor, a agressão e as respostas de luta ou fuga que têm relação com a ansiedade.

Pesquisas realizadas em animais mostram que baixos níveis de ômega 3 refletem em baixos níveis cerebrais de serotonina e dopamina, que são hormônios responsáveis pela regulação do humor.

Sendo assim, é possível que o consumo adequado do ômega 3 melhore o controle das emoções e do humor do indivíduo, reduzindo sintomas depressivos, falta de libido e insônia, que são sintomas encontrados com frequência em pacientes com depressão e ansiedade.

 

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Referências:

HSU, Mei-Chi; TUNG, Chia-Yi; CHEN, Hsing-E. Omega-3 polyunsaturated fatty acid supplementation in prevention and treatment of maternal depression: Putative mechanism and recommendation. Journal of affective disorders, v. 238, p. 47-61, 2018.

Comparação dos níveis séricos de ômega 3 de idosos com depressão em tratamento e saudáveis