Ômega 3 e ansiedade: entenda a relação

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Ômega 3 e a ansiedade: entenda a relação

A ansiedade como um transtorno mental se diferencia da ansiedade natural que temos em relação a expectativa de algum acontecimento. No caso do transtorno ele se dá por uma premeditação incômoda, constante e exagerada de perigo sobre algum tipo de situação específica ou generalizada, prejudicando as atividades diárias da pessoa.

Mas o transtorno de ansiedade não é igual para todo mundo. Existem diferentes tipos, como por exemplo:

  • Transtorno do pânico: se dá pelo medo e sensação acentuada de que a pessoa irá morrer, como se fosse ter uma parada cardíaca. A pessoa entra em desespero, achando que está fora de controle, perdendo a consciência e enlouquecendo. Isso pode gerar um ciclo a partir do medo de novos ataques;
  • Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): neste caso, diferente do pânico, as sensações não são físicas, mas sim uma preocupação excessiva com acontecimentos futuros tendo estes como algo catastrófico premeditado a acontecer, o que gera uma ansiedade devido ao sentimento de ameaça oriundo desses “fatos”;
  • Fobia Social: esta é uma das mais comuns pois se trata da ansiedade perante algum acontecimento público, seja desde fazer um discurso ou apresentação, até uma conversa informal. Essa ansiedade se dá principalmente pelo medo do julgamento negativo do público ou pessoa que a está assistindo;
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): esse é um transtorno que se trata da consequência de um acontecimento anterior que, dentro da mente da pessoa, pode vir a gerar algum mal para ela ou para terceiro, fazendo-a se sentir culpada. Um exemplo disso é preocupação excessiva com a sujeira, germes ou contaminação;
  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): esse tipo de transtorno é comum em eventos do passado da pessoa que lhe causaram um trauma muito acentuado, que a pessoa cria um medo de estar em uma situação semelhante lhe acarretando lembranças, pensamentos ou sintomas relacionados ao trauma que viveu.

Mas agora que entendemos e descobrimos um pouco mais sobre o transtorno de ansiedade, qual a relação do ômega 3 com ele? Será que ajuda? É o que você irá descobrir a seguir.

O ômega 3 é bom para ansiedade?

Assim como a depressão, e demais outros transtornos mentais, a ansiedade também se dá por alguns fatores cerebrais no qual o ômega 3 se coloca como preventivo e auxiliador nos tratamentos a essas doenças.

A ciência mostra que a causa da ansiedade está relacionada a um desequilíbrio de neurotransmissores no cérebro, no caso há uma queda abrupta de serotonina (conhecida como o hormônio da felicidade), permitindo uma maior sensibilidade aos estímulos temidos pela pessoa com o transtorno.

Isso é decorrente de uma inflamação cerebral que pode ser acarretada pelo grande desbalanceamento entre os níveis de ômega 3 (que tem efeito anti-inflamatório) e ômega 6 (efeito inflamatório), o que é comum devido ao fato da dieta ocidental ser mais rica em em ômega 6 do que 3.

O ômega 3 auxilia na formação da bainha de mielina, uma capa que reveste o neurônio e ajuda na melhora da sinapse, ou seja, a comunicação entre neurotransmissores. Além disso, o EPA e o DHA, tem um papel fundamental juntos devido ao seu efeito anti-inflamatório no corpo e no cérebro.

Além disso, o ômega 3 também auxilia na produção de hormônios ligados a felicidade e bem-estar, que é o caso da dopamina e serotonina.

Ou seja, o ômega 3 é muito bom para a ansiedade.

O ômega 3 serve para ansiedade?

Como dissemos anteriormente, o ômega 3 é muito bom para a ansiedade, e agora iremos mostrar porque que ele é eficiente junto ao tratamento da ansiedade a partir de estudos.

Em 2014, a Universidade de Catania (Itália) realizou uma pesquisa para averiguar se os baixos níveis de ômegas 3 e 6 estavam relacionados com uma propensão maior de desenvolvimento de transtornos mentais.

O que foi constatado é que o desbalanço dos níveis de ômegas 3 e 6 causavam uma inflamação cerebral, provocando transtornos mentais como ansiedade e/ou depressão.

Em 2018, uma pesquisa holandesa realizou uma análise dos níveis de ômega 3 em 584 pacientes com ansiedade, 304 com depressão e 529 com ambos os transtornos. O resultado foi que todos apresentaram baixas nos níveis de ômega 3 no sangue, o que apontou uma possível relação da desordem psiquiátrica com o ômega 3.

Em 2019, foi feita uma meta-análise de estudos entre 1980 e 2019 que apontou uma relação da baixa ingestão de peixes gordurosos (ricos em ômega 3) em pessoas com quadros depressivos e ansiosos.

O ômega 3 ajuda na ansiedade?

Devido aos seus efeitos anti-inflamatórios, o auxílio na formação da capa de proteção dos neurônios (a bainha de mielina) e a ação em conjunto do EPA e DHA, que já citamos anteriormente, é possível observarmos que o ômega 3 ajuda sim na ansiedade.

Porém, estudos preliminares apontam que, no caso do EPA e do DHA, a proporção de concentração para efeito benéfico em relação a ansiedade seja de até 60% de EPA em uma dose de 2000 mg/dia de ômega 3.

Outro fator que nos permite afirmar que o ômega 3 ajuda na melhora de quadros ansiosos é que ele também tem um importante papel na produção do hormônio de crescimento do cérebro, conhecido pela sigla em inglês BDNF. Esse hormônio é essencial para a prevenção da morte de células cerebrais. 

O ômega 3 cura a ansiedade?

É importante deixar claro que a ansiedade e qualquer outro transtorno mental deve ser avaliado primeiramente por um médico psiquiatra, onde este sim saberá a melhor forma de tratar e em que momento iniciar o uso do ômega 3 para o tratamento.

O ômega 3 não cura a ansiedade, porém, ele é um potencial e importante auxiliador no tratamento e prevenção de transtornos mentais, como mostramos no decorrer deste post.

É importante a ingestão do ômega 3 para uma boa prevenção, através de alimentação ou suplementação, e durante o tratamento, seja ele junto a terapias com ou sem medicamentos.

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Referências:

Ta-Wei Guu, et al. A multi-national, multi-disciplinary Delphi consensus study on using omega-3 polyunsaturated fatty acids (n-3 PUFAs) for the treatment of major depressive disorder. 15 de março de 2020. PubMed. Disponível em <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32090746/> Acessado em 31/07/2020;

Aiguo Wu,  Zhe Ying. Dietary omega-3 fatty acids normalize BDNF levels, reduce oxidative damage, and counteract learning disability after traumatic brain injury in rats. 21 de outubro de 2004. PubMed. Disponível em <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15672635/> Acessado em 03/08/2020;

Vhita. Ômega 3 e depressão: qual é a relação?. 28 de maio de 2019. Blog Vhita. Disponível em <https://blog.vhita.com.br/omega-3-e-depressao/> Acessado em 03/08/2020;

Vhita. Como escolher o melhor ômega 3 do mercado | Veja dicas. 27 de março de 2019. Blog Vhita. Disponível em <https://blog.vhita.com.br/melhor-omega-3-do-mercado/> Acessado em 03/08/2020;

Vhita. Campanha Setembro Amarelo e Transtornos Mentais. 28 de julho de 2020. Blog Vhita. Disponível em <https://blog.vhita.com.br/campanha-setembro-amarelo/> Acessado em 03/08/2020.

 
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