A depressão é tida por muitos profissionais da saúde como o “mal do século”. Isso porque, essa doença é muito incapacitante e, se não tratada de forma eficaz, pode se tornar crônica e durar a vida inteira.

Então, se pudermos preveni-la ou tratá-la logo no começo, o ganho será imenso, não é mesmo? Pensando nisso, preparamos para você um post sobre a influência do ômega 3 na depressão. Será que ele funciona mesmo? 

O que é depressão?

Muitas pessoas confundem depressão com tristeza, mas são coisas diferentes. Embora a tristeza seja um dos sintomas da depressão, ela está longe de ser o único.

Enquanto a tristeza é um sentimento que faz parte de nossas emoções, a depressão é uma doença que se caracteriza por sintomas como melancolia, desânimo, incapacidade de sentir prazer em coisas que antes sentia, alterações do sono e apetite, falta de esperança, pensamentos negativos, angústia e, na maioria das vezes, tristeza.

As causas da depressão incluem: fatores genéticos, orgânicos e psicológicos. Em geral, o tratamento da depressão inclui medicamentos psicotrópicos (popularmente conhecidos como “controlados”) e terapia.

Ômega 3 e depressão, qual é a influência?

É cada vez maior o número de cientistas interessados em encontrar uma forma de prevenir e tratar a depressão de modo natural. Uma das descobertas é de que as populações que consomem mais peixes de água fria estão entre os que menos apresentam quadros depressivos.

A explicação seria a melhora da saúde cerebral pela atuação do EPA e do DHA. Isso porque, ambos os ácidos graxos ajudam a manter estáveis os níveis da dopamina (um neurotransmissor) no cérebro, estimulando o crescimento dos neurônios cerebrais, além de melhorar o fluxo sanguíneo nessa área.

O ômega 3 ainda pode potencializar o efeito do antidepressivo e melhorar os sintomas do transtorno bipolar. Vários estudos demonstram seus benefícios. 

Estudos sobre os efeitos do Ômega 3 na depressão

Um estudo¹ avaliou os níveis sanguíneos de ômega 3 e ômega 6 em indivíduos com transtornos depressivos e sintomas de ansiedade, e observaram que os pacientes com um episódio depressivo grave apresentaram níveis mais baixos de ômega 3 do que as pessoas com depressão leve ou sem a doença. Com relação aos níveis de ômega 6, não foram detectadas alterações.

Uma outra pesquisa² relacionando ômega 3 e depressão com evidências científicas e mecanismos biológicos, mostrou que as taxas da substância no sangue de pessoas com transtornos depressivos unipolares e bipolares eram muito menores entre as pessoas que consumiam peixes como salmão. 

Ômega 3 ajuda no tratamento da depressão?

Após ler os estudos acima, só podemos concluir que o ômega 3 pode ajudar a tratar a depressão — ainda que esses estudos não consigam explicar por qual mecanismo os ômegas 3 DHA e, principalmente o EPA, agem.

Convém lembrar que, uma pessoa em tratamento para a doença não deve abandonar os medicamentos tradicionais prescritos pelo médico psiquiatra para usar apenas suplementos. Porém, é muito válido que o ômega 3 seja usado como coadjuvante no tratamento, bem como que se aumente a ingestão de peixes como salmão, sardinha e atum.

Qual é a quantidade de EPA e DHA diária para a suplementação?

E já que o ômega 3 ajuda no tratamento da depressão, qual é a quantidade de EPA e DHA  diária para a suplementação?

O guia alimentar para população brasileira indica a ingestão de duas a três porções de peixe semanalmente. Com isso, espera-se que seja alcançado o mínimo necessário de ômega 3 para manter a saúde de um indivíduo.

No entanto, sabemos que para alcançar o objetivo de auxiliar a tratar doenças, é preciso uma quantidade maior de ômega 3 na corrente sanguínea. Por isso, muitos profissionais recorrem a prescrição de suplementos de ômega 3.

Quanto maior for a concentração de DHA e EPA no suplemento, mais puro e concentrado é o óleo. Dito isso, vamos às dosagens diárias!

Os pacientes com histórico de problemas cardíacos, o consumo indicado é de em média 1g de EPA e DHA por dia. Já para as pessoas com níveis elevados de triglicérides e sintomas de depressão e também ansiedade, o indicado é consumir entre 2 a 4g de ômega 3 de boa qualidade diariamente — quantidade obtida por meio de suplementação e com acompanhamento médico ou nutricionista.

Por quanto tempo é necessário suplementar a pessoa depressiva com ômega 3?

Para notar os efeitos da suplementação, é preciso uma dose de paciência, pois são necessários seis meses para os efeitos aparecerem. A partir daí, o médico ou nutricionista receitarão a dose de manutenção indicadas conforme a necessidade do organismo do indivíduo.

Vale ressaltar, que uma suplementação diária de 500mg de Ômega 3 não possui tempo limite de suplementação, a não ser para pessoas com hemofilia ou com qualquer outro problema relacionado a coagulação sanguínea, para gestantes sem acompanhamento médico ou de nutricionista e também para alérgicos a peixe. Pessoas com prótese cardíaca também devem evitar o consumo do nutriente.

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Referências:

1- THESING, Carisha S. et al. Omega-3 and omega-6 fatty acid levels in depressive and anxiety disorders. Psychoneuroendocrinology, v. 87, p. 53-62, 2018.

2- GROSSO, Giuseppe et al. Omega-3 fatty acids and depression: scientific evidence and biological mechanisms. Oxidative medicine and cellular longevity, v. 2014, 2014.