A suplementação nutricional de ômega 3 promove diversos benefícios a saúde, e para gestantes e crianças com transtorno do espectro autista, conhecido popularmente como autismo, o ômega 3 é muito importante.

Para as gestantes existem diversos estudos relacionando a suplementação de ômega com o melhor desenvolvimento fetal, peso ideal ao nascer, menor tempo de internação após o parto e também menor risco de complicações durante a gestação. Enquanto para as crianças: melhora da interação social, desenvolvimento da linguagem mais cedo, e também melhora de sintomas comportamentais.

Porém para esses públicos também são comuns alguns sintomas gastrointestinais, como gastrite e refluxo. Veja a seguir a relação entre esses sintomas e a suplementação de ômega 3 para gestantes e crianças com transtorno do espectro autista.  

E para saber mais sobre o ômega 3 confira esse vídeo:

O que é gastrite?

A gastrite é definida como uma inflamação que pode ocorrer agudamente ou crônica na região das mucosas do estômago provocando grandes desconfortos na região abdominal. 

Os sintomas mais comuns relacionados a gastrite envolvem: dor e queimação abdominal, azia, náusea e vômitos. Porém outros sintomas podem estar relacionados, sendo necessário sempre um diagnóstico médico para confirmação.

Quem tem gastrite pode tomar ômega 3?

Como mencionamos anteriormente, iremos mostrar a relação dos sintomas envolvendo a gastrite para gestantes e crianças com o transtorno do espectro autista e como o suplemento age com relação aos sintomas comuns da gastrite.

Gestação e sintomas gastrointestinais associados ao ômega 3

Um estudo publicado em 2007, avaliou 57 gestantes e mulheres com crianças de até 6 meses, para verificar a tolerabilidade da suplementação de ômega 3. E para avaliar o quanto era tolerado a suplementação, as mulheres foram divididas em dois grupos, um grupo suplementado com ômega 3 e outro com uma substância placebo. Foram avaliados os seguintes sintomas: tontura, diarreia, náusea, enjoo, dificuldade em respirar, gosto ruim na boca, azia, refluxo e cansaço. Todos esses sintomas comuns ao período, e que estão relacionados ao diagnóstico de gastrite. 

Os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença no número total de sintomas entre os grupos, o que significou uma boa tolerância ao suplemento. E apesar de terem encontrado alguns desses sintomas com a suplementação, não ocorreram em maior frequência do que no grupo que não suplementou. Mostrando que o ômega 3 não provoca nenhum tipo de efeito colateral para esse público quando suplementado nas doses recomendadas. 

Transtorno do espectro autista e sintomas gastrointestinais associados ao ômega 3

Apesar de ser comum todos esses sintomas para as crianças com o transtorno, o ômega 3 é utilizado como uma terapia complementar alternativa por muitos familiares. Um estudo piloto relatou a importância de se comunicar esse tipo de tratamento para os profissionais da saúde que estão envolvidos no cuidado e desenvolvimento da criança, e viram que o ômega 3 continua sendo utilizado para questões comportamentais, mas outras suplementações são utilizadas para essa questão, como os suplementos de próbioticos. 

Mas o interessante é que tanto para essas crianças quanto para as gestantes, o ômega 3 não piora esses sintomas, e não interfere no tratamento com outros suplementos.

Dicas para evitar desconfortos gástricos associados ao Ômega 3

Apesar de muitos estudos não mostrarem piora para essas populações, quando analisamos individualmente, a população em geral, casos de náuseas, diarreia e enjoo são relativamente comuns. Portanto, separamos 3 dicas que vão te ajudar muito a evitar esses sintomas ao suplementar ômega 3:

  1. Não consuma ômega 3 em jejum;
  2. Prefira consumir o suplemento de ômega 3 junto as principais refeições;
  3. Evite consumir muito líquido no momento em que for suplementar. 

 

Quer saber mais?

Referências:

NATH, Debdeep. Complementary and alternative medicine in the school-age child with autism. Journal of Pediatric Health Care, v. 31, n. 3, p. 393-397, 2017.

FREEMAN, Marlene P.; SINHA, Priti. Tolerability of omega-3 fatty acid supplements in perinatal women. Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids, v. 77, n. 3-4, p. 203-208, 2007.

 «Gastritis». The National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK). 27 de novembro de 2013. Consultado em 10 de julho de 2019.