É muito comum escutar que o colágeno faz bem para a saúde a ponto de ajudar no tratamento de algumas doenças. Uma das indicações mais ouvidas é sobre o uso do colágeno para tratar artrose. Entenda a seguir porquê o colágeno pode ser um excelente adjuvante no tratamento da artrose. 

Tomar colágeno para artrose

Tomar colágeno é bom para tratar artrose porque o colágeno é uma proteína fundamental para a manutenção de vários tecidos, incluindo as cartilagens e as articulações.

Existem diferentes tipos de suplementos de colágeno como os peptídeos de colágeno e a proteína não desnaturada de colágeno tipo 2 (comercialmente conhecida por UC-II ou B2cool), que se mostram eficazes para tratar e prevenir doenças articulares

Acompanhe a seguir, como cada um deles age:

Peptídeos bioativos de colágeno

Os peptídeos bioativos são pequenas estruturas de colágeno que passaram por dois processos de hidrólise, a térmica (ação da temperatura) e a enzimática (ação de enzimas).

Na hidrólise enzimática ocorre a quebra do colágeno em partes menores, resultando em estruturas que contém menos de 50 aminoácidos, denominado de peptídeos bioativos de colágeno.

Devido ao baixo peso molecular e à sua alta biodisponibilidade, os suplementos de peptídeos bioativos possuem absorção e ação superior a de proteínas de colágeno que consumimos dos alimentos ou dos suplementos de colágeno hidrolisado inespecífico.

Além de melhor absorvidos, os peptídeos bioativos de colágeno tipo 2 são mais compatíveis com cartilagens e articulações. Essa característica garante os benefícios do colágeno para tratar artrose.

Os suplementos a base de peptídeos bioativos estimulam a produção de colágeno para as áreas do corpo que precisam resistir à grandes pressões, como as cartilagens, articulações, discos intervertebrais, estrutura óssea e até os olhos.

Os peptídeos bioativos de colágeno são recomendados no tratamento ou prevenção das lesões nas cartilaginosas e articulares, ou seja, o colágeno é bom para tratar artrose. Ele ainda é muito útil para aquelas pessoas que não possuem lesões e desejam manter a cartilagem saudável.

Por isso, seu uso é recomendado para atletas, praticantes de exercício físico e pessoas com sobrepeso e obesidade, bem como para as pessoas que se preocupam com a saúde e com a estética do seu corpo.

Proteína não desnaturada de colágeno tipo 2 (B2Cool ou UC-II)

Esse tipo de colágeno não desnaturado é feito de múltiplas cadeias polipeptídicas ligadas entre si formando uma estrutura tridimensional, conhecida como tripla hélice. Essa característica faz com que a proteína seja uma substância resistente, ou seja, ela não é facilmente degradada.

Para manter essa estrutura intacta, evitando a perda da sua atividade biológica, a proteína não desnaturada é produzida em um processo de fabricação em baixas temperaturas e não-enzimático.

A ação desse tipo de colágeno para tratar artrose é enviar mensagens às articulações para limpar os tecidos articulares desgastados. Com isso, um novo tecido articular (cartilagem) será formado.

A cartilagem recém-criada colabora para melhorar a movimentação e o conforto da articulação.

Estudos comprovam o efeito dos peptídeos bioativos de colágeno e da proteína não desnaturada de colágeno tipo 2

Embora atuem de formas diferentes, ambos já se mostraram eficazes no tratamento da osteoartrite. A seguir, os estudos que comprovam seus benefícios.

Peptídeos bioativos de colágeno

Uma revisão de literatura mostra que os peptídeos bioativos de colágeno quando consumidos regularmente por pelo menos 12 semanas, melhoram a síntese de colágeno para as regiões das cartilagens e demais componentes que mantém a saúde das articulações. 

Isso sugere que a suplementação com peptídeos bioativos do colágeno, pode ajudar pessoas com distúrbios articulares, como artrose, artrite, osteoartrose e osteoartrite.

  • Para dores articulares

Um estudo demonstrou a eficácia da suplementação dos peptídeos por 6 meses em pacientes com dor articular nas pernas, nos braços ou na coluna lombar. A melhora obtida foi de pelo menos 20% na resposta clínica dos pacientes.

Ainda sobre o efeito analgésico, outros estudos demonstram que os peptídeos bioativos de colágeno é melhor absorvido e distribuído para os tecidos articulares, aliviando as dores e a inflamação que acomete a região afetada.

O estudo demonstrou que os peptídeos de colágeno são potenciais agentes terapêuticos como suplementos nutricionais para o manejo da osteoartrite e manutenção da saúde articular.

  • Para os joelhos

Outro estudo apontou melhora na sensação de desconforto articular nos joelhos em pessoas que fazem exercícios ao usarem suplementação de peptídeos bioativos de colágeno especificamente do tipo 2.

Uma segunda pesquisa mostrou que o uso do colágeno tipo 2 trouxe, igualmente, conforto na articulação do joelho, mesmo em pessoas que não se exercitam regularmente. Pacientes com maior deterioração nas articulações, e com menor consumo de proteína animal em sua alimentação, foram os que mais se beneficiaram da suplementação.

Outra pesquisa demonstrou que os peptídeos bioativos de colágeno têm potencial para atuar como terapêuticos se usados como suplementos nutricionais na manutenção da saúde articular e para tratar a artrose.

Proteína não desnaturada de colágeno do tipo 2 (B2Cool ou UC-II)

Uso de colágeno tipo 2 para artrose de joelho

Um ensaio clínico demonstrou a segurança e a eficácia do uso da proteína não desnaturada do colágeno tipo 2 para tratar artrose do joelho.

Os pacientes tomaram a proteína não desnaturada de colágeno tipo 2 durante 90 dias, resultando no aumento significativo das suas atividades cotidianas diárias apontando uma melhora na qualidade de vida.

Uso de colágeno tipo 2 na prevenção da deterioração da cartilagem

O objetivo de um estudo era determinar a capacidade do colágeno não desnaturado tipo 2 de frango na prevenção da deterioração excessiva da cartilagem articular em ratos.

Os resultados demonstram que uma dose diária, quando aplicada imediatamente após a lesão, pode melhorar a função mecânica do joelho lesionado e prevenir a deterioração da cartilagem.

Uso de colágeno tipo 2 em comparação com glucosamina e condroitina para o joelho

Foi avaliado a eficácia e o quanto as pessoas toleravam da proteína não desnaturada de colágeno tipo 2 sem efeitos adversos para tratar osteoartrite do joelho (OA), visando melhorar a dor e outros sintomas em comparação com placebo e com as substâncias comumente usadas juntas: cloridrato de glucosamina e sulfato de condroitina (GC).

A proteína não desnaturada de colágeno tipo 2 melhorou os sintomas da articulação do joelho em indivíduos com artrose do joelho e foi bem tolerado.

Uso em atividades físicas extenuantes

Os praticantes de atividades físicas extenuantes vão gostar de saber sobre uma pesquisa que mostrou que a suplementação diária com 40 mg da proteína não desnaturada do tipo 2 levou à melhora da extensão da articulação do joelho em pessoas saudáveis.

A proteína não desnaturada de colágeno tipo 2 ainda prolongou o período de esforço extenuante sem dor, bem como aliviou a dor nas articulações que, ocasionalmente, surgem com tais atividades. Ou seja, é uma boa opção usar colágeno para prevenir artrose em atletas.

Colágeno tipo 2 x Glucosamina e a Condroitina

A eficácia terapêutica do colágeno tipo 2 não desnaturado em comparação glucosamina e a condroitina em cavalos com artrite foi alvo de um estudo.

Os cavalos foram avaliados quanto a dor global, dor na manipulação dos membros, exame físico e funções hepática e renal. O grupo tratado com a proteína não desnaturada de colágeno tipo 2 (nas dose de 480 ou 640 mg) apresentou significativa melhora na dor do que o que recebeu glucosamina e condroitina.

Eficácia terapêutica da proteína não desnaturada sozinha e combinada à glucosamina e condroitina

A segurança e a eficácia terapêutica do colágeno tipo 2 não desnaturado usado sozinho e em combinação com glucosamina e condroitina em cães artríticos gerou resultados animadores.

Os dados deste estudo demonstram que o tratamento diário de cães com artrose com colágeno tipo 2 sozinho ou em combinação com glucosamina e condroitina aliviou acentuadamente a dor associada à artrite, e não foram observados efeitos colaterais.

Conclusão

Por tudo o que vimos, o colágeno para tratar artrose se mostra muito eficaz nas duas formas apresentadas: peptídeos bioativos de colágeno e proteína não desnaturada do tipo 2 (B2cool ou UC-II).

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Referências:

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