Não é de hoje que o jejum é conhecido e adotado no mundo. A prática vem sendo realizada há milênios por motivos religiosos, culturais ou de necessidade. Por muito tempo, o corpo humano foi acostumado a ficar sem comida por longos períodos, por conta da escassez de alimentos e da sua difícil procura.

O jejum intermitente vem ganhando espaço na vida de muitas pessoas que desejam perder peso e aproveitar os seus benefícios. Muito comentado na Internet e em grupos de redes sociais, o método ainda causa muitas dúvidas e gera discussões entre as pessoas.

Afinal, será que o jejum intermitente é recomendado para todas as pessoas? Se sim, qual é a melhor maneira de fazê-lo? Confira!

O que é o jejum intermitente

O próprio nome do método já diz sobre o que se trata: a palavra “intermitente” indica episódios em que ocorrem interrupções, atividades que cessam e recomeçam em intervalos. Diferentemente do que muitos pensam, a prática não é uma dieta da moda, e sim um método que pode trazer muitos benefícios. O jejum ocorre quando uma pessoa permanece períodos sem comer, evitando refeições de forma planejada, acompanhada por um profissional de saúde que tenha conhecimento sobre o assunto.

A duração do jejum pode ser de 12 até 24 horas e consiste no aumento da função metabólica do organismo. Quando ficamos algum tempo sem nos alimentarmos, nosso corpo passa a usar outros recursos para gerar energia. Isso pode aumentar os níveis do hormônio do crescimento no sangue, bem como reduzir os níveis de insulina. 

Quem realiza exercícios com frequência pode sentir melhor os benefícios, desde que leve em conta um plano alimentar adequado, com descanso e hidratação. Vale dizer que o jejum intermitente não é recomendado para qualquer pessoa, principalmente para aquelas que possuem algum problema de saúde. Por isso, não o faça sem acompanhamento médico!

Vantagens do jejum intermitente

Quando bem planejado, o jejum ajuda na limpeza interna do organismo por meio da autofagia, um mecanismo realizado pelo corpo para renovar as células, proporcionando a reciclagem de depósitos tóxicos. Além disso, a prática auxilia na melhora da saúde mental, tanto que o pensador filosófico Platão, adepto do jejum, disse uma vez: “faço jejum para maior eficiência física e mental”.

No período em que o nosso corpo não recebe alimento, além de ocorrer a diminuição dos níveis de insulina, o organismo passa a utilizar as células adiposas para funcionar. Por isso que a perda de peso acontece, estimulando o emagrecimento. Quando realizado com cautela, pode beneficiar a longevidade das células, fazendo com que elas tenham um envelhecimento mais tardio.

Outro fator muito importante e que faz toda a diferença são os hábitos de alimentação. Uma pessoa que consome muitos carboidratos e proteínas de baixa qualidade, com altos índices glicêmicos, tem uma chance bem maior de falhar durante a prática do que uma pessoa que se alimenta com comida de verdade, como frutas, legumes e vegetais orgânicos.

Riscos do jejum intermitente

Se realizado sem orientação, o jejum intermitente pode causar diversos efeitos negativos, como um aumento do nível de cortisol no sangue, o que ocasiona o estresse. Como já foi dito acima, é recomendado para pessoas que estejam com boa saúde, alimentando-se bem e praticando exercícios físicos regularmente.

Pessoas que apresentam diabetes mellitus ou que já apresentaram algum tipo de transtorno alimentar não devem realizar a prática, pois podem fazer mau uso do jejum para justificar falhas na sua alimentação. Isso ainda pode fazer com que elas passem por longos períodos sem se alimentar e depois consumam açúcares, gorduras e nutrientes de má qualidade. 

Como em qualquer intervenção dietética, é extremamente necessário consultar a opinião de um médico ou nutricionista que, com a realização de exames, histórico de saúde e hábitos diários, vai decidir se o jejum intermitente pode auxiliar a otimizar os treinos físicos e a perder peso.

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