O que é colesterol? | 6 coisas que você precisa saber!

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O que é colesterol? | 6 coisas que você precisa saber!

O colesterol alto no sangue é um fator de risco para doenças do coração. Portanto, se no seu exame de rotina esse exame veio alterado é hora de prestar mais atenção no seu estilo de vida.

No texto de hoje vamos entender (1) o que é colesterol e (2) quais são suas funções, (3) quais são os tipos, (4) qual o valor normal no sangue, (5) o que causa esse aumento e (6) quais cuidados você pode tomar daqui para frente?

 

O que é colesterol e quais são suas funções?

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o colesterol é um dos lipídios (gorduras) mais importantes do ponto de vista fisiológico e clínico, juntamente com os fosfolipídios, os triglicérides (TG) e os ácidos graxos.

Embora muitas pessoas acabam associando com algo ruim, o colesterol é essencial para a nossa saúde, tendo algumas funções de extrema importância, vejam:

  • precursor dos hormônios esteroides, dos ácidos biliares e da vitamina D;
  • constituinte da membrana das nossa células, conferindo fluidez;
  • ativação de enzimas nas membranas celulares.

Mas, atenção, mesmo sendo um lipídio importante para a saúde, em excesso tem o potencial de nos causar malefícios. 

Tipos de colesterol

Você deve estar se perguntando, mas e todas aquelas frações que vem no exame de rotina?

Aquelas frações na verdade são as lipoproteínas, ou seja, são associações entre proteínas e lipídeos. Acontece que os lipídios (gorduras) não se misturam na água, então para serem transportados no nosso sangue, eles precisam das lipoproteínas, denominadas de VLDL, LDL, HDL e quilomícron.

Colesterol HDL

HDL vem de High density lipoprotein  = “Lipoproteína de densidade alta“

Esse é o famoso colesterol do bem, que ganhou essa fama porque atua retirando o colesterol dos tecidos e levando ao fígado para serem eliminados, além disso, seus níveis aumentados no sangue estão associados a uma diminuição do risco de infarto agudo do miocárdio.

Colesterol LDL

LDL vem de Low density lipoprotein  = “Lipoproteína de densidade baixa“

Já esse, é o famoso colesterol do mal, porque ao contrário do HDL, ele faz o “inverso”, ele leva o colesterol do fígado aos tecidos, além disso, seus níveis aumentados no sangue aumentam o risco de infarto e AVC (acidente vascular cerebral), pois possui afinidade pelas células da parede dos vasos sanguíneos.

O grande problema do LDL é que, quando em excesso, ele vai se depositando nas nossas artérias, sem dar sintomas e assim gradualmente vai formando a chamada placa de ateroma. Essa placa de ateroma vai aumentando de tamanho e quando se solta da parede dos nossos vasos pode entupir os vasos, causando o infarto, AVC ou uma trombose.

Colesterol VLDL

VLDL vem de  Very low density lipoprotein = “Lipoproteína de densidade muito baixa“

Bom, talvez o VLDL não seja tão famoso, mas vem nos exames e algumas pessoas podem ficar em dúvida. A função dele é transportar os triglicerídeos produzidos pelo nosso próprio corpo.

Quilomícron

Geralmente não aparece nos exames, mas essa é a lipoproteína menos densa (mais leve), e sua função é transportar os triglicerídeos vindos da dieta.

Interessante, não é?

 

Colesterol normal

Separamos aqui para você uma tabela dos valores de referência para o exame de colesterol e frações, lembrando que o valor de referência pode ser um pouco diferente a depender do laboratório, mas em geral os valores são muito próximos:

ExameValor de Referência
Colesterol totalinferior a 200 mg/dL
Colesterol HDLsuperior a 40 mg/dL
Colesterol LDLinferior a 130 mg/dL

Meu exame veio alterado, o que será que pode ter causado essa alteração?

As causas do colesterol elevado podem ser:

  • origem genética;
  • decorrente de estilo de vida inadequado (dieta rica em gorduras); 
  • decorrente de algumas doenças;
  • ou ainda como consequência ao uso de alguns medicamentos.

Aqui vamos falar um pouco mais sobre a influência da dieta que é uma das principais causas e que podemos modificar, mas você pode conferir mais detalhes de cada uma das 4 possíveis causas clicando aqui.

Cerca de 70% do colesterol é produzido pelo nosso próprio corpo, no fígado, enquanto que os outros 30% são provenientes da dieta. Porém, o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura estimula o nosso fígado a produzir mais colesterol do que o normal.

Portanto, cuidar da alimentação é essencial tanto para quem já está com esse exame alterado quanto para qualquer pessoa para prevenir. A seguir vamos falar mais sobre os cuidados com a dieta.

Meu exame está alterado, quais cuidados eu posso tomar?

Certo, seu exame veio alterado e você está preocupado, mas calma, não entre em pânico. Leva muitos anos para uma placa de ateroma se formar, então agora é a hora de controlar os fatores que aumentam o risco e dessa forma prevenir não só doenças do coração, mas as várias doenças crônicas.

Os cuidados são relativamente simples. O primeiro passo é seguir com o acompanhamento médico, pois o médico te orientará sobre se você vai precisar tomar algum medicamento ou se no seu caso (caso a alteração no exame de sangue seja mínima) apenas deva se preocupar com o estilo de vida.

Em relação ao estilo de vida você deve controlar a glicose, a pressão, parar de fumar e reduzir o peso, e a receita básica para controlar esses fatores são prática regular de exercícios físicos e alimentação equilibrada!

A consulta com um nutricionista pode te ajudar muito a melhorar a sua alimentação, mas enquanto você não agenda nós vamos adiantar alguns cuidados básicos que você já pode tentar incorporar no seu dia a dia:

Cuidados com a dieta para diminuir o colesterol

Prefira:

  • Prefira mais carnes brancas na semana (peito ou filé de frango ou peixes) e 2 vezes na semana carnes vermelhas magras (lagarto, patinho, etc.); 
  • Leite e derivados com baixo teor de gorduras (leite e iogurte desnatados, queijos brancos como ricota, minas, cottage, etc.); 
  • Aumentar consumo de fibras, presentes nas frutas em geral, verduras e legumes, cereais como aveia, granola, etc.; 
  • Aumentar HDL-colesterol através de consumo de ômega 9 presente no azeite de oliva (com moderação, dado seu alto valor calórico; utilizar em saladas e não para cozimento para evitar sua saturação) e ômega 3, presente em peixes de águas profundas e frias (atum ,arenque, sardinha, salmão, cavala, etc.) e na linhaça ou na forma de suplementos. 

Evite:

  • Evitar o consumo de alimentos fritos;
  • Nunca reutilizar óleo de frituras repetidas vezes; 
  • Preferir ovos cozidos ou mexidos;
  • Evitar alimentos ricos em gordura vegetal hidrogenada como margarina (mesmo light), massas folheadas ou massa “podre”, croissants, tortas, mousses, sorvetes, chocolates, etc.

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Conteúdo produzido por Simone Geraldini, nutricionista, mestre e doutora em Medicina pela UNIFESP.

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Referências

Calisto-Lima,L; Reis, N.T. Interpretação de exames laboratoriais aplicados à nutrição clínica. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2012.

Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz sobre o consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular. Arq Bras Cardiol. 2013;100(1Supl.3):1-40

Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualização da Diretriz Brasileira de dislipidemias e prevenção de aterosclerose. Arq Bras Cardiol 2017; 109(2Supl.1):1-76 

 

 

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