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9 cuidados essenciais no primeiro trimestre da gravidez

mulher segurando teste de gravidez positivo
8 minutos de leitura

O primeiro trimestre da gravidez é um período de rápida multiplicação celular e formação de diversos órgãos do bebê. Como é o caso do coração, fígado, pulmão, tubo neural, rins, intestino e medula espinhal.

Logo, esse é um momento bastante delicado, em que as gestantes devem tomar os devidos cuidados no início da gravidez para o bebê crescer e se desenvolver de forma saudável.

Por isso, confira a seguir mais informações sobre quais os cuidados no início da gravidez que toda mulher grávida precisa ter!

9 cuidados no início da gravidez: o que fazer no primeiro trimestre?

1. Parar de se automedicar

Antes de mais nada, o primeiro cuidado no início da gravidez é interromper o uso de qualquer medicamento que você toma por conta própria, como analgésicos e antitérmicos.

Sabemos que o início da gravidez é marcado por diversos sintomas desagradáveis, como dor de cabeça, cólica e dor no corpo.

Mas, os remédios para alívio desses sintomas só podem ser tomados mediante recomendação do obstetra.

Uma vez que existem algumas substâncias que podem atrapalhar o desenvolvimento do bebê. Podendo causar, inclusive, má-formação fetal ou aborto.

Além disso, também tome cuidados com a pele na gravidez. Alguns cosméticos contém ureia, retinol, ácido retinoico e ácido salicílico na composição, pois eles podem provocar malformações.

2. Iniciar o pré-natal

O pré-natal deve ser iniciado logo depois da gravidez ser descoberta! 

O acompanhamento médico é crucial para certificar se a gestação está progredindo de forma adequada – ou não. Bem como, identificar e tratar possíveis problemas precocemente.

Todo esse rastreio é feito por um médico obstetra, que tem o dever de cuidar da gestação, parto e puerpério.

De acordo com o Ministério da Saúde, o ideal é que haja, no mínimo, 6 consultas durante o período gestacional para assegurar a assistência adequada à mãe e ao bebê.

A frequência entre as consultas pode variar conforme a condição clínica de cada mulher, mas recomenda-se que seja:

  • mensal até o 7º mês;
  • quinzenal no 8º mês;
  • semanal no 9º mês.

Por isso, é muito importante que você busque um profissional que faça você se sentir segura e confortável! Visto que ele te acompanhará durante toda a sua gestação, e será a sua referência para esclarecimento de dúvidas e orientações.

mulher grávida segurando uma imagem de ultrassom

3. Fazer os exames solicitados

Logo na primeira consulta de pré-natal, o obstetra solicitará uma série de exames para avaliar a sua saúde em geral e averiguar se existe algum risco que pode comprometer a boa evolução da gravidez.

Geralmente, os primeiros exames pedidos incluem:

  • hemograma completo;
  • glicemia;
  • colesterol total, LDL e HDL;
  • triglicerídeos;
  • HIV;
  • toxoplasmose;
  • rubéola;
  • sífilis;
  • hepatite B e C;
  • tipo sanguíneo e fator RH;
  • TSH, T3 e T4;
  • CMV;
  • urina;
  • fezes;
  • ultrassonografia.

Lembrando que, dentre os exames na gravidez realizados, também é aferida a pressão arterial da mulher para certificar se há riscos de hipertensão gestacional.

4. Tomar os suplementos

Ainda nos cuidados no início da gravidez e na primeira consulta de pré-natal, o obstetra indicará a suplementação de algumas vitaminas na gestação cruciais para o desenvolvimento do bebê.

A mais importante de todas elas é o ácido fólico, que é o principal responsável pela formação do tubo neural da criança.

Além dele, há também o ferro, que possui papel importantíssimo na boa evolução do sistema nervoso central do bebê. Sendo também fundamental para prevenir aborto espontâneo e parto prematuro.

Fora esses, têm o cálcio, zinco, ômega 3 e as vitaminas do complexo B, que são cruciais para o crescimento adequado do feto.

5. Prevenção a hipertensão e diabetes gestacional

Durante a gestação, devido às mudanças fisiológicas e metabólicas que acontecem, a mulher fica mais suscetível ao desenvolvimento de hipertensão e diabetes, se os cuidados necessários não forem tomados.

Portanto, é necessário investigar logo no início da gravidez a existência de alguma das duas doenças ou situações que podem se agravar ao longo dos trimestres, como aumento da pressão arterial e pré-diabetes.

6. Cuidar da alimentação

Assim como o uso correto dos suplementos, é primordial adaptar a sua alimentação para garantir todos os nutrientes essenciais para o bom desenvolvimento do bebê.

Embora seja comum os enjoos no primeiro trimestre, você deve se esforçar para manter uma alimentação equilibrada e nutritiva. 

Uma vez que essa fase é bastante delicada e requer o aporte adequado de nutrientes.

Além disso, há alguns cuidados específicos com a alimentação que toda gestante precisa ter, como:

  • evitar ou diminuir o consumo de cafeína, pois ela pode causar baixo peso no bebê, falhas de crescimento, estresse e arritmias;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas,
  • parar de comer carnes cruas ou mal passadas;
  • higienizar bem as frutas, legumes, verduras e hortaliças. 

7. Para de fumar

O hábito de fumar faz com as mães entrem em contato com substâncias nocivas, que afetam a continuidade da gestação e desenvolvimento do bebê.

Portanto, parar de fumar logo no início da gestação é essencial para prevenir as consequências, como parto prematuro, aborto baixo peso ao nascer,  síndrome da morte súbita infantil e outros problemas para a saúde do bebê.

Porém, tome cuidado também com o fumo passivo. A convivência com pessoas que fumam em ambientes fechados ainda acarreta os mesmo riscos para a gravidez. 

8. Praticar exercícios físicos

Diferente do que muitos imaginam, a prática de exercícios físicos durante a gravidez é, sim, recomendada. 

Eles são importantes tanto para prevenir complicações na gestação, como para favorecer o ganho de peso ideal durante este período.

Geralmente, indica-se que as gestantes realizem exercícios de força e de baixo impacto, como pilates, caminhada, hidroginástica, yoga e natação.

Mas, se a mulher já praticava exercícios de alto impacto antes de engravidar, é preciso ter a avaliação médica e o acompanhamento de um profissional de educação física no primeiro trimestre.

mulher grávida sentada em sofá bebendo água

9. Aumentar o consumo de água

No primeiro trimestre da gravidez, a quantidade de sangue da mulher começa a aumentar. O que faz o corpo precisar de mais nutrientes e água!

Por isso, como um dos cuidados no início da gravidez toda mulher deve aumentar o seu consumo de água gradativamente para evitar a desidratação e, também, minimizar os inchaços.

O que acontece no primeiro trimestre da gravidez?

Os cuidados no início da gravidez são derivados das alterações que acontecem no primeiro trimestre da gestação.

Depois da fecundação, geralmente, a mulher leva de 2 a 3 semanas para perceber os primeiros sinais de gravidez

Neste período, ocorrem algumas alterações bem pontuais, como a liberação de HCG, que se trata de um hormônio exclusivo da gestação.

Além disso, há também a maior síntese de colágeno para favorecer o estiramento da pele e, consequentemente, a acomodação do bebê. O que provoca as famosas náuseas e vômitos!

Já ao longo do primeiro trimestre, o feto cresce e se desenvolve em um ritmo bastante acelerado. Uma vez que, neste período, há a formação das suas estruturas internas, como cérebro, corrente sanguínea, coração, fígado, rins, entre outros.

Sem contar que, se for um menino, há o desenvolvimento dos testículos. Mas, se for uma menina, os ovários começam a se desenvolver.

Por isso, é muito importante que a mulher descubra a gravidez o quanto antes. Assim, é possível tomar todos os cuidados necessários para prevenir possíveis danos ao bebê.

Quer saber mais?

Referências

GUERRA, N. et al. Alimentação Saudável na Gravidez. Revista Percursos. Florianópolis, SC, n. 19, p. 17-25, jan-mar. 2011.

MAIA, T. L.; TREVISOL, F. S.; GALATO, D. Uso de medicamentos no primeiro trimestre de gravidez: a avaliação da segurança dos medicamentos e uso de ácido fólico e sulfato ferroso. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. São Paulo, SP, v. 36, n. 12, p. 541-547, set. 2014.

MANN, L. et al. Gravidez e exercício físico: uma revisão. Revista Efdeportes. Buenos Aires, Argentina, n. 133, p. 1, jun. 2009.

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Nutricionista pela Universidade de São Paulo (USP).

Experiência acadêmica em pesquisa científica, trabalhando com projeto sobre tratamento de epilepsia com dieta cetogênica. Atuação em educação alimentar, desenvolvendo curso de capacitação para professores da rede pública sobre nutrição.

Trabalha com marketing de conteúdo, com foco na divulgação de informação de qualidade baseada em ciência sobre alimentação e suplementação.

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