Pular para o conteúdo
Home » Todos os posts » Vitaminas para engravidar: Relação entre alimentação e fertilidade

Vitaminas para engravidar: Relação entre alimentação e fertilidade

Vitaminas para engravidar. Casal feliz olhando um teste de gravidez positivo.
4 minutos de leitura

A fertilidade humana é influenciada por diversos fatores, como problemas de saúde femininos e masculinos, fatores não modificáveis (genética e idade) e outros modificáveis, relacionados ao estilo de vida.

Atividade física, sobrepeso, consumo excessivo de álcool, cigarro, estresse, uso contínuo de anticoncepcionais e alimentação, são alguns pontos que desempenham papel importante nos desfechos relacionados à concepção.

Dentre esses, a alimentação merece destaque. Em estudo realizado com uma população de mulheres saudáveis, bons hábitos alimentares reduzem em 66% o risco de infertilidade por desordens ovulatórias e em 27% o risco de infertilidade geral.

7 principais vitaminas para engravidar

Abaixo separamos uma lista com as principais vitaminas para engravidar e qual papel desempenha nos quadros de infertilidade feminina e masculina.

1. Vitamina C e E

Os antioxidantes naturais como as vitaminas C e E combatem a ação de radicais livres em nosso corpo. Esses componentes são formados por reações do nosso organismo, mas precisam ser neutralizados para não danificar as células.

A ação antioxidante em mulheres é benéfica principalmente na presença de doenças como endometriose e síndrome do ovário policístico, relacionadas ao aumento do estresse oxidativo.

Para homens, a ação dos radicais livres pode ocasionar dano aos espermatozóides e menor motilidade. A suplementação está relacionada a melhores desfechos no caso de inseminação artificial..

2. Vitamina B12

A vitamina B12 está relacionada ao desenvolvimento de uma forma de anemia conhecida como megaloblástica, que deve ser corrigida antes da gestação em casa de sintomas.

A suplementação é recomendada para pacientes vegetarianos estritos, devido aos alimentos fontes serem de origem animal. 

No público masculino a vitamina exerce efeito protetor na produção de espermatozóides, aumentando a contagem e mobilidade e reduzindo danos ao seu DNA. 

3. Vitamina D

A vitamina D é um nutriente com altas taxas de inadequação na população brasileira, principalmente devido à rotina de trabalho em ambientes fechados com pouca exposição ao sol.

A suplementação é recomendada principalmente para mulheres com falta de vitamina D, níveis abaixo de 30 ng/ml no sangue, e que têm condições como síndrome do ovário policístico, resistência à insulina e baixos níveis do hormônio anti-mulleriano. 

4. Zinco

O zinco é um mineral de extrema importância na síntese do DNA de espermatozóides. Nos casos de infertilidade masculina, os níveis de zinco encontrados no líquido seminal são bem menores do que o normal e a suplementação pode corrigir esse quadro.

Para as mulheres, baixos níveis de zinco estão relacionados a maiores risco de infertilidade, devido ao papel do mineral no crescimento folicular e maturação.

5. Ácido Fólico

No Brasil, existem duas medidas que visam garantir bons níveis de ácido fólico entre as mulheres em idade fértil e gestantes: a adição da vitamina nas farinhas de trigo e milho e a suplementação durante a gestação.

Isso ocorre pela importância do nutriente no primeiro trimestre da gestação. Portanto, para mulheres que planejam engravidar já é recomendado o consumo de ácido fólico.

Porém, além do desenvolvimento adequado do bebê, o consumo de ácido fólico previne infertilidade por problemas ovulatórios e anovulação esporádica.

6. Ferro

O ferro é outro nutriente recomendado para o consumo de mulheres que planejam engravidar devido a sua importância durante a gestação. 

A correção de anemias é importante durante o período de planejamento da gestação, pensando na saúde da mulher e do bebê. Durante a gravidez, o volume sanguíneo aumenta muito, bem como a demanda de ferro que pode agravar o quadro.

7. Ômega 3

O ômega 3 na gestação é um nutriente de grande importância por desempenhar papel essencial no desenvolvimento adequado do bebê. A suplementação é recomendada pelo baixo consumo de alimentos fontes no Brasil.

Porém, ele também desempenha papel importante na fertilidade feminina e masculina. Casais que consomem alimentos fontes de ômega 3 tem até 60% maiores taxas de fecundidade.

Isso é relacionado ao papel do ômega 3 na regulação de hormônios sexuais, como progesterona e testosterona. Além disso, o nutriente também é encontrado no líquido seminal e promove espermatozóides mais saudáveis.

Quer saber mais?

Referências:

Aoun A, Khoury VE, Malakieh R. Can Nutrition Help in the Treatment of Infertility? Prev Nutr Food Sci. 2021 Jun 30;26(2):109-120.

Avalie este post

Nutricionista pela Universidade de São Paulo (USP).

Experiência acadêmica em pesquisa científica, trabalhando com projeto sobre tratamento de epilepsia com dieta cetogênica. Atuação em educação alimentar, desenvolvendo curso de capacitação para professores da rede pública sobre nutrição.

Trabalha com marketing de conteúdo, com foco na divulgação de informação de qualidade baseada em ciência sobre alimentação e suplementação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


The reCAPTCHA verification period has expired. Please reload the page.