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Colágeno para o cuidado da saúde dos ossos

8 minutos de leitura

O tecido que compõe nossos ossos é formado por matéria orgânica, minerais e água. Quando falamos de minerais, rapidamente lembramos do cálcio, que junto com o fósforo, forma a hidroxiapatita, a parte mineral do osso.

Além dos minerais, que representam 65% do osso, e da água, em 15%, os 20% restantes compõem a matéria orgânica, que inclui principalmente a proteína de colágeno.

O colágeno para os ossos têm grande importância, sendo a principal proteína do tecido e participando da manutenção de sua estrutura. Portanto, muitas das doenças que acometem a saúde óssea, são impactadas pela falta de colágeno.

Colágeno para os ossos: Qual seu papel?

O colágeno é o principal componente da parte orgânica dos ossos, que representa 20% da estrutura total. Apesar de em comparação proporcional isso representar menos que a parte mineral, de cálcio e fosfato, a proteína é essencial.

Sem colágeno o tecido não se calcifica, formando os ossos como conhecemos. A união da parte mineral e orgânica (hidroxipatia + colágeno) oferece dureza e resistência ao osso.

Os ossos com minerais, mas baixas proporções de colágeno, são quebradiços. Enquanto que os ossos com maiores proporções de colágeno, e baixo em minerais são flexíveis, como as cartilagens.

Colágeno para os ossos: Qual o melhor?

Estudos científicos mostram que os dois principais tipos de colágenos que auxiliam na prevenção e tratamento de doenças que acometem a saúde óssea são os peptídeos bioativos de colágeno hidrolisado e o colágeno não desnaturado.

1. Peptídeos bioativos de colágeno hidrolisado

Os peptídeos bioativos de colágeno hidrolisado tem função terapêutica positiva na osteoporose e osteoartrite, duas das principais doenças dos ossos.

Esse tipo de colágeno também mostra um potencial aumento da densidade mineral óssea, efeito protetor da cartilagem articular e principalmente no alívio sintomático em quadros de dor.

A ingestão de 5 gramas de peptídeos bioativos de colágeno por dia por 12 meses aumentou a densidade mineral óssea em mulheres na pós-menopausa quando comparado a ingestão de placebo. 

Curiosamente, a suplementação foi associada a uma mudança favorável nos marcadores ósseos, indicando também um aumento da formação óssea e redução da degradação do tecido dos ossos.

2. Colágeno não desnaturado

Em relação à osteoartrite, o consumo diário de 40 mg de colágeno tipo 2 não desnaturado por 6 meses foi capaz de melhorar dor, rigidez e função física quando comparado ao grupo que tomou placebo ou um medicamento padrão.

Quais doenças acometem a saúde dos ossos?

As principais doenças que acometem os ossos são osteoporose, osteopenia e osteoartrite.

  • Osteoporose

A osteoporose é uma condição comum na terceira idade, principalmente em mulheres pós-menopausa, e caracteriza-se pela baixa densidade óssea, assim como pela deterioração estrutural do tecido do osso, o que leva a uma fragilidade e alto risco de fraturas.

  • Osteopenia

A osteopenia é uma condição que precede a osteoporose e pode acontecer em pessoas mais jovens, comum a partir dos 35 anos, pois a partir dessa idade a massa óssea começa a diminuir de maneira progressiva.

  • Osteoartrite

Já a osteoartrite é uma doença que atinge as articulações, e dentre as doenças articulares é a mais prevalente e caracteriza-se por quadros de dor, rigidez, podendo até mesmo levar à perda da função da articulação.

O que é bom para os ossos?

O segredo para manter a saúde dos ossos está no estilo de vida. Uma alimentação saudável, incluindo a suplementação quando necessário, e a prática regular de exercícios físicos são essenciais para prevenção da osteopenia e osteoporose.

Em outubro de 2018 foi publicado o Guia Europeu para o diagnóstico e tratamento da osteoporose em mulheres pós-menopausadas e dentre as principais recomendações podemos encontrar o item de estilo de vida e medidas dietéticas, que são:

  • As recomendações devem incluir uma ingestão diária de cálcio entre 800 e 1200 mg e proteína alimentar suficiente, preferencialmente obtida por meio de leite e derivados;
  • Uma dose diária de vitamina D de 800 UI (na forma de colecalciferol) deve ser recomendada para mulheres na pós-menopausa com risco aumentado de fratura;
  • A suplementação de cálcio deve ser considerada se a ingestão alimentar for inferior a 800 mg / dia, e a suplementação de vitamina D considerada em pacientes com risco ou evidência de insuficiência/deficiência de vitamina D.
  • Devem ser aconselhados exercícios regulares de levantamento de peso, ajustados às necessidades e habilidades de cada paciente.
  • Uma história de quedas deve ser obtida em indivíduos com risco aumentado de fratura com avaliação adicional e medidas apropriadas tomadas naqueles com risco aumentado.

Podemos observar por essa simples orientação que cálcio para os ossos, vitamina D e exercício físico (mais precisamente a musculação) são pontos chaves na saúde de nossos ossos. 

Porém, não vamos esquecer que os estudos com colágeno são recentes e a suplementação de colágeno deve sim ser considerada diante das evidências atuais.

Portanto, recomendamos fortemente que todas as pessoas se consultem com um nutricionista e com um educador físico para avaliar o seu estilo de vida e a adequação da dieta.

Alimentos para fortalecer os ossos

  • Leite e derivados para os ossos

Vimos no tópico anterior que a fonte de cálcio da dieta deve ser preferencialmente por meio do leite e derivados, isso porque o cálcio do leite, queijos e iogurtes é melhor absorvido no nosso intestino.

Mas, há outras fontes alimentares de cálcio, assim como de outros nutrientes que podemos incluir na nossa alimentação diária para proteger nossos ossos, são eles:

  • Vegetais verde-escuros ricos em cálcio e ferro

Brócolis, couve, espinafre, agrião, couve de bruxelas, são ricos em cálcio e ferro. 

A presença de ferro compete com absorção do cálcio, mas pensando da alimentação como um todo, incluir leite e derivados mais os vegetais verde-escuros é importante para atingirmos a recomendação de 1000 a 1200mg de cálcio por dia.

  • Peixes ricos em vitamina D e ômega 3

A sardinha, o salmão, o atum e a truta ganham destaque entre os peixes, pois possuem uma combinação de vitamina D e ômega 3.

Cálcio e vitamina D já sabemos que é essencial, certo? Mas os estudos mais recentes têm demonstrado benefícios do ômega 3 para tratamento da osteoporose também.

  • Isoflavonas da Soja 

A soja também está nesse time, por conter isoflavonas, um composto funcional que possui estrutura química parecida com a do estrogênio, aquele famoso hormônio que nós mulheres paramos de produzir após a menopausa.

  • Licopeno do Tomate

O licopeno é um composto funcional presente no tomate, é da família dos carotenoides (você já deve ter ouvido falar do beta-caroteno, que está presente na cenoura e se transforma em vitamina A no nosso corpo)

Estudos científicos mostram que o licopeno tem efeitos benéficos na prevenção da perda de massa óssea.

 E aí, gostou das dicas? Conta aqui pra gente!

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Quer saber mais?

Referências:

Bao M, Zhang K, Wei Y, et al. Therapeutic potentials and modulatory mechanisms of fatty acids in bone. Cell Prolif. 2020;53(2):e12735. doi:10.1111/cpr.12735

Kanis, J A et al. European guidance for the diagnosis and management of osteoporosis in postmenopausal women. Osteoporosis international : a journal established as result of cooperation between the European Foundation for Osteoporosis and the National Osteoporosis Foundation of the USA vol. 30,1 (2019): 3-44. doi:10.1007/s00198-018-4704-5

König D, Oesser S, Scharla S, Zdzieblik D, Gollhofer A. Specific Collagen Peptides Improve Bone Mineral Density and Bone Markers in Postmenopausal Women-A Randomized Controlled Study. Nutrients. 2018;10(1):97. Published 2018 Jan 16. doi:10.3390/nu10010097

LUGO, James P.; SAIYED, Zainulabedin M.; LANE, Nancy E. Efficacy and tolerability of an undenatured type II collagen supplement in modulating knee osteoarthritis symptoms: a multicenter randomized, double-blind, placebo-controlled study. Nutrition journal, v. 15, n. 1, p. 14, 2015.

Porfírio Elisângela, Fanaro Gustavo Bernardes. Suplementação com colágeno como terapia complementar na prevenção e tratamento de osteoporose e osteoartrite: uma revisão sistemática. Rev. bras. geriatr. gerontol.  [Internet]. 2016  Feb [cited  2020  Dec  23] ;  19( 1 ): 153-164.

Zheng X, Lee SK, Chun OK. Soy Isoflavones and Osteoporotic Bone Loss: A Review with an Emphasis on Modulation of Bone Remodeling. J Med Food. 2016;19(1):1-14. doi:10.1089/jmf.2015.0045

Walallawita US, Wolber FM, Ziv-Gal A, Kruger MC, Heyes JA. Potential Role of Lycopene in the Prevention of Postmenopausal Bone Loss: Evidence from Molecular to Clinical Studies. Int J Mol Sci. 2020;21(19):7119. Published 2020 Sep 27. doi:10.3390/ijms21197119

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Priscila Gontijo Correa

Nutricionista e Mestre em Ciências pela UNIFESP.

Experiência acadêmica em pesquisa científica. Atua como professora convidada em cursos de graduação e pós graduação na área da saúde.

Profissional com sólida formação em pesquisa e inovação. Atua na interseção entre o desenvolvimento de produtos com base em ciências e inovação para a saúde, e o marketing de conteúdo.

2 comentários em “Colágeno para o cuidado da saúde dos ossos”

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