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Frequentemente suplementos de óleo de peixe são chamados de ômega 3, mas isso não quer dizer que suas composições sejam livres de outros tipos de substâncias. Pois o ômega 3 não é a única gordura presente no produto.

Por isso, é importante estar atento a algumas informações sobre a relação dos suplementos de óleo de peixe com o ômega 3, para não ingerir substâncias que não vão te oferecer os benefícios esperados.

Entenda as diferenças de óleo de peixe e ômega 3: 

ÔMEGA 3 E ÓLEO DE PEIXE SÃO A MESMA COISA?

Ômega 3 e óleo de peixe não são a mesma coisa, o óleo de peixe contém ômega 3, é uma de suas fontes, mas nem tudo presente no óleo de peixe é ômega 3.

O ômega 3 é, na verdade, uma gordura boa, e ela pode ser encontrada em diferentes formas, as mais famosas são: EPA, DHA e ALA (que pode se transformar em EPA e DHA). 

O EPA e DHA podem ser encontrados nos peixes, é o ômega 3 de origem animal, mas você também encontra ômega 3 de origem vegetal, como é o caso das sementes de linhaça e chia. 

Qual a diferença do óleo de peixe e do ômega 3?

Ômega 3

O ômega 3 é um tipo de gordura que proporciona diversos benefícios ao corpo e que não é produzido pelo organismo. E por isso, é necessária a obtenção do nutriente por meio da alimentação ou da suplementação.

O fator que tem influenciado cada vez mais na preferência das pessoas pelo suplemento é a dificuldade de atingir as quantidades recomendadas do nutriente através da alimentação. Pois os alimentos fontes de ômega 3 não são comuns na dieta da maioria das pessoas aqui no Brasil.

Por exemplo, para atingir os níveis de ômega 3 necessários ao corpo, a Associação Americana do Coração recomenda, para uma pessoa que não possui histórico familiar de doenças cardíacas, consumir algum peixe fonte de ômega 3 ao menos duas vezes na semana.

Já para pacientes com histórico, o consumo indicado é de, em média, 1 g de EPA e DHA por dia, uma quantidade considerada muito alta, levando em conta os valores nutricionais dos alimentos presentes na cultura brasileira.

Óleo de peixe nos suplementos de ômega 3

Buscar este nutriente em suplementos requer atenção para não consumir produtos de baixa qualidade, que tenham mais de outros óleos do que de ômega 3.

Nesta etapa é preciso estar consciente de que a quantidade de óleo de peixe descrita no rótulo não representa a quantidade de ômega 3 do suplemento, mesmo que o produto tenha o nome desse nutriente.

Parece confuso, né? Mas o que queremos te dizer é que suplementos a base de óleo de peixe podem conter outros ingredientes na composição, além do ômega 3.

O que determina a quantidade de ômega 3 presente em suplementos a base de peixe são, somente, os valores de EPA e DHA (ácido eicosapentaenoico e decosahexaenoico). Fora eles, o que compõe uma cápsula também é óleo de peixe, só que não é o tipo de gordura com os benefícios que você está buscando.

Por isso, quando for escolher o seu suplemento, busque as maiores concentrações de EPA e DHA. Atualmente o número que representa a maior concentração do mercado é 720mg de EPA e 480mg de DHA, em duas cápsulas (2.000 mg de óleo de peixe).

O que é EPA e DHA?

EPA e DHA são os dois tipos de ômega 3 que mais fornecem benefícios para a saúde, eles são gorduras encontradas em peixes de águas frias e profundas, como salmão, sardinha, anchova, cavala e arenque.

Os benefícios do ômega 3 para o corpo são diversos e possuem comprovação científica. Por exemplo, a melhora da função cerebral (inclusive em crianças), prevenção de doenças do coração e câncer, tratamento da obesidade, diabetes tipo 2, depressão, melhora do desempenho físico entre outros.

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Referências:

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FRIEDBERG, Cylla E. et al. Fish oil and glycemic control in diabetes: a meta-analysisDiabetes care, v. 21, n. 4, p. 494-500, 1998.

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