Ingerir os nutrientes necessários ao corpo é fundamental para o desenvolvimento das crianças durante a gravidez, em que a única fonte de nutrientes do bebê é a alimentação e as reservas da mãe, e após o nascimento, para que o corpo continue realizando suas funções.

Para saber como as pesquisas interpretam a relação do ômega 3 com a formação e desenvolvimento infantil, e como isso pode evitar problemas futuros, continue lendo o post.

O que é ômega 3?

Ômega 3 é uma gordura poli-insaturada essencial, ou seja, não é produzido pelo nosso corpo e precisa ser adquirido através da alimentação ou suplementação. Já foi comprovado em diversos estudos que esse nutriente realiza funções substanciais ao nosso organismo, como a melhora da função cerebral, prevenção de doenças do coração e câncer, tratamento da obesidade, do diabetes tipo 2, da depressão e melhora do desempenho físico.

Ômega 3 na gestação e infância

Segundo pesquisas o ômega 3 é responsável por processos decisivos durante a gravidez e na primeira infância, atuando no desenvolvimento e funcionamento do cérebro e dos olhos, no desempenho cognitivo, no sistema imunológico prevenindo alergia nas crianças e também podendo reduzir deficiências em prematuros. 

A relação do ômega 3 com a prevenção da alergia é apresentada em um estudo com 91 crianças saudáveis e que teve duração de 6 anos. O resultado demonstrou que a suplementação do nutriente com fórmula infantil no primeiro ano de vida retarda e protege alergias na primeira infância.

Em outro estudo, crianças de 9-12 meses de idade suplementadas com óleo de peixe demonstraram obter efeitos nos níveis de atenção em um teste de brincadeira livre e, além disso, a suplementação resultou na diminuição da pressão arterial sistólica, indicando que o consumo do ômega 3 na infância possui efeitos tanto cognitivos quanto cardiovasculares.

Ômega 3 e questões comportamentais de crianças

Alguns estudos já apresentavam evidências de que a suplementação com o ômega 3 poderia reduzir o comportamento antissocial em crianças e melhorar outros aspectos comportamentais, porém, para o Instituto de Saúde PubMed, essas pesquisas não acompanhavam os resultados após o tratamento. Por essa razão o instituto executou um novo e completo estudo.

Neste estudo duplo-cego, uma amostra comunitária de crianças de 8-16 anos foi randomizada para um grupo de tratamento e para um grupo controlado por placebo. A suplementação constituiu de uma bebida que continha 1g de ômega 3 por dia ou placebo, que continha a mesma bebida porém sem o nutriente. Os cuidadores e as próprias crianças relataram os principais problemas comportamentais ao iniciar o tratamento, 6 meses depois (quando o tratamento terminou) e 12 meses depois (6 meses após o tratamento).

Os pais cujos filhos foram suplementados com ômega 3 relataram reduções significativas em seu próprio comportamento antissocial e agressivo. Essa melhora no comportamento do cuidador refletia o progresso observado nos hábitos dos filhos. Os resultados forneceram evidências de que a suplementação com ômega 3 pode provocar reduções sustentadas nos problemas de comportamento, de externalização e internalização.