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Radicais livres: O que são e por que combatê-los?

mulher pensando se melatonina faz mal para o fígado
7 minutos de leitura

No mundo da saúde e da beleza, os radicais livres são sempre citados. Mas, muitos se perguntam o que são essas moléculas e quais danos elas podem causar no nosso organismo?

Pensando nisso, a Vhita preparou este material para falar tudo sobre os radicais livres, desde a sua definição até os métodos eficazes para neutralizar seus efeitos nocivos. Acompanhe-nos até o final para conferir!

Afinal, o que são os radicais livres?

Os radicais livres são elementos instáveis que surgem naturalmente em nosso corpo através de processos metabólicos, como durante a respiração e a digestão.

Em quantidades moderadas, eles exercem funções importantes, como a defesa contra infecções e a produção de energia. 

No entanto, por serem instáveis, os radicais livres são fortemente reativos, e vagam pelo organismo em busca de estabilidade.

Assim, o excesso dessas moléculas provoca uma busca desenfreada, que causa uma reação em cadeia, danificando células e tecidos ao longo do caminho.

Consequentemente, a produção excessiva de radicais livres leva ao estresse oxidativo, o qual desencadeia uma série de problemas, como:

  • Envelhecimento precoce: os radicais livres degradam o colágeno e a elastina, proteínas responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele;
  • Doenças crônicas: eles contribuem para o desenvolvimento de doenças como câncer, Alzheimer, Parkinson, degeneração macular e doenças cardíacas;
  • Fraqueza do sistema imunológico: por enfraquecer as defesas imunológicas, os radicais livres deixam o corpo mais suscetível a infecções.

Por que eles são produzidos?

Os radicais livres são sintetizados como subprodutos de processos metabólicos. Ou seja, eles surgem através de reações naturais que acontecem o tempo inteiro no nosso organismo.

Posteriormente, o próprio corpo se encarrega de produzir enzimas e substâncias protetoras para torná-los estáveis e combater seus danos.

No entanto, fatores externos como poluição, cigarro, bebidas alcoólicas, alimentação desequilibrada, sedentarismo ou exercício físico intenso, radiação solar e estresse excessivo podem aumentar significativamente sua produção.

Assim, com a produção excessiva, o corpo passa a não controlar os radicais livres de maneira efetiva, necessitando de recursos externos, como os antioxidantes, para evitar o estresse oxidativo.

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Radicais livres e antioxidantes: qual a relação?

Como vimos até agora, o nosso corpo está constantemente exposto à ação dos radicais livres.

Então, para combater os seus efeitos prejudiciais, o organismo desenvolve mecanismos de defesa, conhecidos como antioxidantes.

Existem dois tipos principais de mecanismos antioxidantes: os enzimáticos e os não enzimáticos.

Os antioxidantes enzimáticos se referem a enzimas que controlam a ação dos radicais livres, como a glutationa peroxidase e a superóxido dismutase.

Por outro lado, os antioxidantes não enzimáticos são substâncias que não atuam como enzimas, como os flavonoides, carotenoides, selênio, zinco, magnésio, ômega 3, molibdênio, ácido lipoico e vitaminas C e E.

Como combater a ação dos radicais livres?

Para combater os danos provocados pelos radicais livres, é preciso manter o equilíbrio entre a produção dessas moléculas e os antioxidantes.

Logo, é preciso adotar hábitos saudáveis, como:

Alimentação equilibrada

Uma alimentação diversificada e rica em antioxidantes é um dos pilares principais para combater o estresse oxidativo.

Sendo assim, mantenha um bom consumo de frutas, vegetais, legumes, folhosos e oleaginosas, pois eles são fontes de vitaminas, minerais e compostos bioativos que atuam como antioxidantes.

Além disso, evite o consumo excessivo de alimentos açucarados, gordurosos e produtos industrializados, já que eles podem aumentar a produção de radicais livres.

Suplementação adequada

Para aqueles que têm dificuldade em manter uma dieta variada, a suplementação com nutrientes antioxidantes pode ser uma opção.

Neste caso, consulte um médico ou nutricionista para orientação sobre os suplementos mais adequados para suas necessidades.

Proteção solar

A exposição excessiva ao sol e sem proteção adequada pode danificar o DNA e produzir radicais livres, contribuindo para o envelhecimento precoce da pele e o desenvolvimento de doenças crônicas.

Por isso, use protetor solar com FPS 30 ou superior diariamente para evitar os danos causados pelos raios UVA e UVB.

Cosméticos com antioxidantes

Para proteger ainda mais sua pele da ação dos radicais livres, escolha cosméticos que contenham antioxidantes em sua formulação, como vitaminas C e E, niacina, ácido ferúlico e resveratrol.

Esses produtos fazem a proteção de fora para dentro, ajudando no combate ao estresse oxidativo.

Descanso adequado

A boa qualidade do sono é essencial para gerar a renovação celular e preservar a estabilidade de todos os sistemas corporais.

Logo, dormir de 7 a 9 horas por noite faz toda a diferença no controle dos radicais livres.

Exercício físico regular

Exercícios físicos de baixa e média intensidade fortalecem o sistema imunológico e estimulam a produção de antioxidantes pelo corpo.

Redução da exposição a produtos danosos

Fique atento à exposição excessiva a produtos químicos, como pesticidas e outras substâncias tóxicas. Uma vez que esses produtos podem contribuir para o aumento da produção de radicais livres e prejudicar a saúde.

6 suplementos que diminuem o estresse oxidativo

1 – Coenzima Q10

A Coenzima Q10 exerce um papel importante tanto na produção de energia como na proteção das células contra os danos causados ​​pelos radicais livres.

2 – NAC

O NAC, também chamado de N-acetilcisteína, é um precursor da glutationa, o principal antioxidante do nosso corpo.

Assim, ele ajuda a proteger as células contra o estresse oxidativo, e também tem propriedades anti-inflamatórias.

3 – Magnésio

O magnésio é um mineral essencial com diversas funções, como atuar na produção de energia, na contração muscular e na função nervosa. Além disso, ele também estimula a produção de glutationa.

4 – Ômega 3

O ômega 3 é um tipo de gordura essencial que tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Dessa forma, ele diminui os riscos de doenças cardíacas e de demais doenças crônicas.

5 – Vitamina C

Um dos antioxidantes mais conhecidos, a vitamina C é primordial para a saúde da pele, já que estimula a produção de colágeno. Além disso, ela também fortalece o sistema imunológico e combate o estresse oxidativo.

6 – Spirulina

A spirulina é uma cianobactéria conhecida por ser uma excelente fonte de antioxidantes, como vitaminas A, C, complexo B e polifenois.

Com isso, ela pode ajudar a combater o envelhecimento precoce da pele e doenças crônicas.

Quer saber mais?

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Referências

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LEPE, M. A. H. et al. Spirulina y su efecto hipolipemiante y antioxidante en humanos: una revisión sistemática. Nutrición Hospitalaria. v. 32, n. 2, p. 494-500, 2015.

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Nutricionista pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e pós graduada em Comportamento Alimentar pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS).

Experiência acadêmica em pesquisa científica e produção de conteúdos com embasamento científico. Trabalha com marketing de conteúdo, com foco na divulgação de informação de qualidade baseada em ciência sobre alimentação e suplementação.

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