O EPA é um ômega 3, uma gordura não produzida pelo nosso corpo  que é essencial para a saúde, portanto, precisa ser adquirida através da alimentação ou suplementação.

Os principais tipos de ômega 3  além do EPA são o DHA e o ALA, cada um promove benefícios diferentes para o organismo.

O que é EPA?

O EPA (ácido eicosapentaenoico) é uma gordura classificada como ômega 3 por causa da sua estrutura bioquímica. Assim como o como o DHA (ácido decosahexaenoico), pode ser encontrado na gordura de peixes que vivem em águas frias e profundas como o salmão, anchova, sardinha, manjuba e merluza e arenque.

Existe uma variedade de estudos comprovando a importância da sua ingestão regular para a saúde do coração.

Em nosso metabolismo, o EPA ajuda no revestimento de todas as células, facilitando a passagem de nutrientes e hormônios, e estimulando a produção de prostaglandinas, substância anti-inflamatória que auxilia na prevenção do entupimento de artérias, melhoram a pressão arterial evitando problemas cardiovasculares e circulatórios. 

Como consumir EPA?

Os peixes são os alimentos que possuem a maior quantidade de EPA em sua composição, e a região mais privilegiada em concentração é a capa de gordura, por isso a sua retirada deve ser evitada.

Os alimentos de origem vegetal não oferecem quantidade significativas de EPA, e os processos de preparação e cozimento dos peixes, associados a busca pela praticidade de alimentos industrializados, contribuem para redução das concentrações de EPA adquiridos pela alimentação, fazendo com que muitos médicos e nutricionistas recomendem o uso da suplementação.

Veja na tabela a seguir, as quantidade de EPA nos alimentos que possuem maiores concentrações em 100g de sua porção:

Alimento (100g)EPA (mg)
Salmão - filé com pele grelhado1210
Salmão - filé sem pele grelhado720
Carimbatá assado840
Sardinha enlatada em óleo440
Salmão sem pele fresco cru430
Manjuba com farinha de trigo frita440
Merluza - Filé frito190
Atum enlatado em óleo30

Fonte: Tabela de Composição dos Alimentos (TACO), 2011.

Existe uma variedade enorme de suplementos à base de óleo de peixe disponíveis no mercado, mas a facilidade de acesso a esses produtos, requer alguns cuidados no momento da escolha pelo suplemento que ofereça o melhor custo-benefício.

Para isso é fundamental analisar as quantidades de EPA e DHA contidas em 1 cápsula do suplemento, e se existe um laudo comprovando a concentração e isenção de metais pesados, para não prejudicar a nossa saúde.

Esses suplementos são feitos de óleo de peixe ou sementes, e não necessariamente esse óleo é 100% ômega 3 (EPA, DHA ou ALA), ele pode ser outras gorduras que não oferecem benefícios ao corpo.

Qual a quantidade diária de EPA indicada por especialistas?

Esse assunto ainda vem sendo estudado e não há um quantidade exata determinada para cada fase vida e fase da vida, porém há um consenso de recomendação para adultos que orienta um consumo de 1100mg de ômega 3 ao dia, na proporção de 2 para 1 entre o EPA e o DHA, ou seja 750 mg de EPA para 350g de DHA. 

Quer saber mais?