O uso de alimentos funcionais e fitoterápicos como estratégias para combater de forma natural os processos inflamatórios que sofremos diariamente, é um tema que levanta muitas dúvidas até mesmo entre os nutricionistas. Isso se deve ao fato de ser uma área extremamente densa para investigações e recentemente explorada, portanto, o volume de estudos para alguns alimentos são escassos.

O que é a inflamação?

A inflamação é um mecanismo de defesa do nosso corpo em resposta a algum agente estressor, os quais podem ser: invasão de bactérias e vírus (causadores de gripes ou resfriados), cortes ou lesões que sofremos, poluição, exercício físico, dieta com excesso de calorias, obesidade, diabetes mellitus tipo 2, entre outros. As causas da inflamação são diversas e podem nos afetar em conjunto, portanto, a todo instante, um ou vários processos inflamatórios podem ser desencadeados em nosso organismo.

Os mecanismos efetores da inflamação consistem em um infiltrado de células como os macrófagos, neutrófilos, linfócitos, moléculas de adesão e receptores, citocinas e quimiocinas no local onde ocorreu o estímulo estressante. Lá, esses elementos se comunicam para direcionar e ativar as vias necessárias para conter o que está perturbando a homeostasia naquele local. Esses mecanismos, em algumas situações, podem gerar os famosos sintomas de inchaço, rubor, calor, febre e dor, típicos da recuperação de um processo inflamatório intenso.

Como prevenir ou tratar inflamação com os alimentos?

Alimentos ou substâncias que possuem propriedades funcionais do tipo anti-inflamatórios, antimicrobianas ou antioxidantes, podem fortalecer as atividades do sistema imune, melhorando a velocidade da resposta ou mesmo a prevenção da inflamação.

Entre os alimentos ou substâncias podemos citar: frutos, plantas ou raízes que originam o cacau, gengibre, canela, cúrcuma, alfavacão e uncária, todos ricos em polifenóis, portanto, possuem um pontencial para melhorar a inflamação principalmente via estresse oxidativo.  Além disso, desempenham forte ação antioxidante, a qual combate os radicais livres e promove benefícios principalmente para quem é adepto a prática de exercícios físicos aeróbicos, melhorando o desempenho e performance nessas atividades.

Os polifenóis são metabólitos produzidos pelo reino vegetal com a finalidade de atração e defesa, ou seja, como mecanismo de sobrevivência de plantas. Dentro do grupo dos polifenóis existem os compostos fenólicos, os quais são constituídos 50% de flavonoides (flavonona, isoflavonas, flavona, antocianinas, taninos). As quantidades de cada um desses compostos variam de acordo com o tipo de planta e o local onde ela foi cultivada.

Para a alegação dos benefícios funcionais, não há até o momento, uma recomendação de ingestão de polifenóis estabelecida. Nos países da Europa a média de ingestão é de 1,19 g̸dia, enquanto que nos Estados Unidos é de 0,25g̸dia.  Mesmo sem uma base de estudos consistentes, sabemos que consumir alimentos ricos em polifenóis faz parte de uma alimentação equilibrada.

Uma maneira prática para consumir os polifenóis é através das infusões das ervas, transformando as plantas em deliciosos chás, uma forma que preserva melhor os polifenóis. Mas eles também podem ser consumidos em frutas in natura ou em sucos (frutas vermelhas, suco verde), e até mesmo em preparações culinárias salgadas (tomate, cebola, alho e brócolis).

Outro nutriente capaz de fortalecer o sistema imune é o ômega 3, entretanto, ele atua de forma bem diferente dos polifenóis, via mediadores lipídicos através das prostaglandinas. Possui uma recomendação de ingestão já estabelecida e um volume de estudos denso, portanto, fizemos um post só para dissertar sobre ele. Quer saber mais? Clique aqui  e confira! 

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