Relação entre o colágeno e o câncer| O que já se sabe?

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Com uma grande frequência surgem tratamentos alternativos para o câncer, tanto para melhora da qualidade de vida quanto para a cura. Contudo, apesar de parecer que esses tratamentos alternativos surgem de um dia para o outro, é necessário o desenvolvimento de inúmeras pesquisas até surgir alguma recomendação.

Essas pesquisas são fundamentais para garantir a segurança daquele tratamento para o câncer. Portanto vamos falar um pouco sobre a relação do colágeno e o câncer de acordo com essas pesquisas.

Mas lembre-se antes de iniciar qualquer tipo de terapia complementar no câncer, como a suplementação de colágeno, é fundamental a avaliação médica sobre a segurança dessa intervenção. 

O que a ciência diz sobre o colágeno e o câncer de mama?

Até o momento não existe nenhum estudo mostrando que a suplementação de colágeno pode trazer algum benefício direto para o tratamento do câncer de mama. Mas, existem alguns estudos que avaliam células cancerígenas e o colágeno tipo 1.

Apesar de ainda serem poucos esses estudos, todos afirmam que ocorre uma maior perda de colágeno na região celular chamada “matriz extracelular” de células cancerígenas e saudáveis. Sendo que a matriz extracelular é a região da célula que da suporte estrutural para as demais células ao seu redor. 

Essa perda do colágeno na matriz extracelular está associado ao maior envelhecimento da região em que foi perdido esse colágeno. Como por exemplo, se for na região da matriz extracelular da pele, local de maior concentração do colágeno, a pele irá evoluir mais rapidamente para uma aparência envelhecida.

Mas apenas um desses estudos relatou a perda de colágeno em células cancerígenas na mama. Mas ainda é muito cedo para afirmar que isso implicará em questões de envelhecimento e flacidez na região da mama por exemplo.

Mas será que a suplementação de colágeno pode ajudar na aparência da pele de quem tem câncer?

Mais uma vez, ainda não temos evidências concretas para afirmar que sim. Pensando que independente do tipo de câncer, ocorre um aumento na produção de radicais livres no organismo.

Esses radicais livres estão associados ao envelhecimento precoce da pele, e o colágeno poderia sim ser interessante para ajudar a diminuir a intensidade com que esse processo ocorre durante o câncer.

Porém é fundamental perguntar ao médico responsável da segurança em se suplementar um colágeno para a pele durante o tratamento do câncer. Pois a única fonte confiável além de estudos é o conhecimento do profissional oncologista. 

Apesar do consumo de colágeno para pessoas saudáveis não causar nenhum tipo de efeito colateral ou alergias, essa informação para o público com câncer ainda não foi avaliada pelos pesquisadores. 

O mais importante de tudo é que qualquer tipo de terapia complementar, como seria o caso da suplementação de colágeno, deve ser avaliado junto ao médico oncologista.

Já que mesmo consumindo apenas para a melhora da aparência da pele e fortalecimento das unhas e cabelo, esse é o único profissional habilitado para falar sobre a segurança da suplementação de colágeno para pacientes com câncer. 

Quer saber mais?

Referências:

SINGH, Vishal et al. Iduronate-2-Sulfatase-Regulated Dermatan Sulfate Levels Potentiate the Invasion of Breast Cancer Epithelia through Collagen Matrix. Journal of Clinical Medicine, v. 8, n. 10, p. 1562, 2019.

BURKE, Mikhail V. et al. Osteolytic and mixed cancer metastasis modulates collagen and mineral parameters within rat vertebral bone matrix. Journal of Orthopaedic Research, v. 34, n. 12, p. 2126-2136, 2016.

 
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